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	<title>Como Viveremos &#187; Cosmovisão</title>
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		<title>A grandeza do evangelho e o evangelicalismo brasileiro</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jun 2011 22:24:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valmir Nascimento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cosmovisão]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho e Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[por Samuel Torralbo   A principal evidência de que uma comunidade cristã absorveu o espírito do Evangelho é quando sua mensagem começa a modifica a vida comum da sociedade. Respondendo a pergunta sobre o fato dos cristãos estarem ou não remindo a cultura nacional, o escritor Valmir Nascimento Milomem respondeu: &#8220;Depende se esse crescimento dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.comoviveremos.com/2011/06/a-grandeza-do-evangelho-e-o-evangelicalismo-brasileiro/&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=640&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;locale=pt_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:640px; height:px"></iframe></div><div id="texto"><a href="http://www.comoviveremos.com/wp-content/uploads/2011/06/evangelicos.jpg"><img class="size-medium wp-image-3641 alignleft" title="evangelicos" src="http://www.comoviveremos.com/wp-content/uploads/2011/06/evangelicos-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>por <strong>Samuel Torralbo</strong></div>
<div style="text-align: justify;"><strong> </strong></div>
<div style="text-align: justify;">A principal evidência de que uma comunidade cristã absorveu o espírito do Evangelho é quando sua mensagem começa a modifica a vida comum da sociedade.</p>
<p>Respondendo a pergunta sobre o fato dos cristãos estarem ou não remindo a cultura nacional, o escritor <a href="http://www.comoviveremos.com" target="_blank">Valmir Nascimento Milomem</a> respondeu: &#8220;Depende se esse crescimento dos &#8220;evangélicos&#8221; será simplesmente numérico ou também qualitativo. Depende se os &#8220;evangélicos&#8221; resistirão ou não aos apelos do relativismo moral e do pluralismo ideológico da pós-modernidade. Depende se os &#8220;evangélicos&#8221; manterão a identidade. Depende se os &#8220;evangélicos&#8221; utilizarão a fé somente nos finais de semana ou também em todos os aspectos da sociedade. Depende se os &#8220;evangélicos&#8221; professarão a fé por questão de convicção ou de conveniência. Em outras palavras, o crescimento numérico dos evangélicos provocará mudanças positivas dentro da sociedade somente se realmente for adotado uma postura de vida essencialmente alicerçada nos princípios imutáveis da Bíblia.&#8221;</p>
<p>De fato muitas transformações dependerão da consciência e atitude da Igreja em relação ao Evangelho e a sociedade. O modelo bíblico da Igreja apostólica revela-nos uma comunidade cristã comprometida e preocupada tanto com a qualidade de vida interna, como também com a expansão e influência externa – além dos portões.</p>
<p>De modo que, o avanço sistemático da Igreja é um principio e ordenança divina. Porque contentar-se apenas com o crescimento numérico de cristãos nos cultos dominicais, enquanto, podemos ver o Evangelho penetrando em todas as camadas da sociedade? Porque não acreditar que o Evangelho pode curar a maneira adoecida e equivocada de se fazer política no Brasil? Porque não acreditar que a cultura, a literatura, e as mentes pensantes de nossa nação podem ser transformadas pelo Evangelho?</p>
<p>Seria extraordinário ver o Evangelho recondicionando os modus operandis da política nacional, transformando-a em um novo modelo de justiça e igualdade. Imagine como seria ver a sociedade livre dos altos índices de violência, roubo, homicídio, e suicídio? Como seria acordar um dia e encontrar uma cidade mais saudável, equilibrada, e livre? Qual seria a sensação de abrir o jornal e não encontrar mais as calamidades que assolam as nações?</p>
<p>Tudo isso é possível quando o espírito do Evangelho torna-se realidade nos corações!<br />
Porém, o meu lamento é não conseguir vislumbrar em muitas “lideranças eclesiásticas” o mesmo sentimento do Evangelho de Cristo, mas infelizmente assistir periodicamente uma liderança (pelo menos televisiva) que aterroriza e subjulga cristãos em manhãs de sábado com abordagem de temas irrelevantes, político, religioso e narcisista.</p>
<p>Quem assistiu nesses dias de terror no Rio de Janeiro (na tomada da polícia do morro dos alemães) um desses televangelistas convocar o povo evangélico para um momento de oração coletiva, com a mesma veemência que eles lutam pelos seus candidatos políticos, ou quando estão vendendo bíblias ou livros? Eu não assisti e você? O estado de apatia é lamentável &#8211; um dia antes da invasão do morro dos alemães, essas lideranças evangélicas continuavam vendendo seus apetrechos sagrados, brigando entre si, e defendendo o seu nicho evangélico na televisão. È no mínimo patética essa realidade, para não dizer diabólica. Como iremos viver a realidade do Evangelho de maneira coletiva, enquanto cristãos são diariamente contaminados e recrutados no financiamento deste evangelicalismo deformado?</p>
<p>Insisto em acreditar que a Igreja não estará cumprindo de fato a sua missão, enquanto, apenas os templos religiosos estiverem abarrotados de pessoas ávidas pela prosperidade material, pacificação emocional ou qualquer outra motivação que não seja pela realidade de viver o Reino de Deus e a sua justiça. O Evangelho almeja modificar desde os mais sutis movimentos da vida até os grandes sistemas e processos existenciais.</p>
<p>O número de pessoas que estão vivendo apenas na periferia dos portões do Reino é alarmante. Esses indivíduos chegam até a contemplar a beleza e a perfeição do Reino, mas ainda estão vivendo em barracas e acampamentos do lado de fora.</p>
<p>Precisamos acreditar e promover a grandiosidade do Reino de Deus com a consciência na eternidade e a urgência imediata na prática do bem, liberdade e amor através do Evangelho.</p></div>
<div style="text-align: justify;">(<a href="http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/a-grandeza-do-evangelho-e-o-evangelicalismo-brasileiro" target="_blank">Ultimato</a>)</div>
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		<title>A influência do Evangelho para transformar e discipular o mundo</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 12:52:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valmir Nascimento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cosmovisão]]></category>
		<category><![CDATA[Evangélicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante a década de 90, a igreja evangélica cresceu quatro vezes mais do que a população brasileira e a previsão é que no Brasil os evangélicos alcancem a marca de 55 milhões de pessoas, quase 30% dos brasileiros, neste ano. Esses dados seriam suficientes para glorificar a Deus se não fossem os demais índices sociais. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.comoviveremos.com/2010/05/a-influencia-do-evangelho-para-transformar-e-discipular-o-mundo/&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=640&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;locale=pt_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:640px; height:px"></iframe></div><div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><a href="http://comoviveremos.ensinodominical.com.br/wp-content/uploads/2010/05/7915731e4e19ceea4d73d26bebb0d76a_l.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2426" title="Evangélicos" src="http://comoviveremos.ensinodominical.com.br/wp-content/uploads/2010/05/7915731e4e19ceea4d73d26bebb0d76a_l.jpg" alt="" width="300" height="160" /></a>Durante a década de 90, a igreja evangélica cresceu quatro vezes mais do que a população brasileira e a previsão é que no Brasil os evangélicos alcancem a marca de 55 milhões de pessoas, quase 30% dos brasileiros, neste ano. Esses dados seriam suficientes para glorificar a Deus se não fossem os demais índices sociais. Como se conformar com uma sociedade que, ao mesmo tempo em que apresenta uma expansão tão grande do Evangelho, também possui as maiores taxas de corrupção, desigualdade social e violência? Se o Evangelho carrega em si mudanças, por que o crescimento do número de evangélicos também não significa um crescimento real da justiça e da paz social?Por que a presença maciça de igrejas evangélicas, principalmente em bairros carentes, não muda a realidade de pobreza e criminalidade? É na tentativa de responder a essas e outras perguntas que Comunhão traz, a partir deste mês e durante os próximos seis meses, uma série sobre a relevância do Evangelho que está sendo pregado, sua influência para transformar sociedades e promover o discipulado através de sete principais áreas de influência.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span id="more-2425"></span></span></div>
<p><!-- Item fulltext --></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em junho do ano passado, o Instituto de Pesquisa Futura divulgou um estudo sobre a religião dos capixabas moradores da Grande Vitória. Ocupando o primeiro lugar, mas com uma queda gradativa se comparado aos anos anteriores, estão os católicos, com 44,3% da população. Em seguida, e em constante crescimento, estão os evangélicos, que totalizam 35% dos capixabas.<br />
</span><span style="color: #000000;">O crescimento de adeptos também é acompanhado pelo crescimento da fundação de novas igrejas e denominações. São tantas novas igrejas que é até difícil precisar seu número, segundo o presidente da Associação de Pastores Evangélicos da Grande Vitória, pastor Enoque de Castro Pereira.<br />
&#8220;Não há como precisar um número exato, mas há aproximadamente três mil igrejas evangélicas na Grande Vitória. Há cinco anos fizemos um levantamento e existiam mais de 100 denominações diferentes. Hoje deve ter muito mais do que isso. Há muitas igrejas surgindo, é surpreendente e até difícil acompanhar tamanho crescimento&#8221;, disse o pastor.</span></div>
<p><span style="color: #000000;">Um exemplo clássico dado pelo pastor foi o do bairro São Pedro, em Vitória. &#8220;Há tantas igrejas nesse bairro que chega a ter uma do lado da outra, várias em uma mesma rua&#8221;, disse ele. A pesquisa realizada pela Futura somou-se a outras realizadas pela Sepal (Missão Servindo aos Pastores e Líderes), que também mostram um crescimento do número de evangélicos, principalmente no sudeste do Brasil.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">No entanto, um mês depois de divulgada a pesquisa sobre religião, o Espírito Santo também apareceu num outro estudo estatístico, dessa vez nacional e nem um pouco agradável. Um levantamento sobre o Índice de Homicídios de Adolescentes (IHA), divulgado pelo Governo Federal, Unicef e uma ONG ligada a comunidades carentes, mostrou que pelo menos três cidades capixabas estão entre as dez do país onde mais se matam adolescentes. Cariacica, Linhares e Serra aparecem respectivamente em terceiro, quinto e sexto lugar. E Vila Velha ocupa a 12ª. posição.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Em novembro, o Ministério da Justiça e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgaram um retrato da exposição dos jovens à violência. Levando-se em conta cinco indicadores &#8211; homicídios, acidentes de trânsito, emprego ou frequência à escola, pobreza e desigualdade &#8211; e analisando 266 municípios com população acima de 100 mil habitantes, cidades capixabas também apareceram entre os 20 primeiros lugares. Linhares, Serra e Cariacica ficaram, respectivamente, com o 9º, 10º e 16º lugares. Em 2008, Serra ficou em quarto lugar entre as cidades mais violentas do país, a mesma colocação que obteve em 2007. O bairro São Pedro (Vitória), citado pela quantidade de igrejas evangélicas, é um desafio para a segurança pública, devido ao tráfico de drogas e ao alto índice de homicídios.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Também não obstante o crescimento, as manchetes da imprensa estão sempre registrando escândalos envolvendo evangélicos em corrupção, crimes e comportamentos contra a moral e a ética. Ainda assim, a massa evangélica continua a crescer na Grande Vitória, segundo as estatísticas.<br />
E essa observação não se refere somente ao Estado. A África é o continente mais evangelizado do mundo. O alvo da maioria dos missionários é atuar neste continente. Nações africanas, tais como Togo, Gana, Nigéria, Quênia e Uganda, são primariamente cristãs e, mesmo assim, a realidade de pobreza, miséria, doenças, corrupção, injustiça e caos permanece a mesma, senão pior, mesmo com quase 200 anos de esforços evangelísticos.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Uma coisa não teria nada a ver com a outra se a essência do Evangelho não fosse a conversão, a transformação. Transformação de mente, de indivíduos, de comunidades e de nações inteiras. O que está errado? Qual seria a aparência de uma nação onde Jesus Cristo é o Senhor?</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">O poder que faz a diferença</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">Martinho Lutero defendia que um evangelho que não tratasse dos assuntos atuais não era, então, o verdadeiro Evangelho. Assim aconteceu no passado. Na época dos reis de Israel, Josias ainda era menino quando começou a reinar. Quando achou o livro da Lei e se deu conta do modelo de Deus para o seu tempo e sua geração, ele rasgou suas vestes e promoveu uma reforma tão grande em sua sociedade que depois dele não houve rei tão notável (2Rs 22-23).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Por várias vezes Jesus comparou seus seguidores ao sal, à luz e ao fermento. Sal que só teria utilidade se cumprisse sua função de salgar. Luz que deveria iluminar tudo ao redor (Mt 5: 13-16). E fermento que, mesmo sendo pouco, levedaria toda a massa (I Co 5:6).<br />
Jesus deixou bem claro que aonde o Evangelho do Reino chegasse, haveria mudanças. Jesus influenciou as pessoas ao seu redor, a cultura, o governo e as autoridades do seu tempo. Ele se importou com as necessidades e se colocou como resposta diante delas. E não só Ele, mas em muitos episódios da História, cristãos influenciaram, pela sua forma de pensar e agir, as nações em que viviam, mesmo sendo a minoria populacional.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Em seu livro ‘Modelo Social do Antigo Testamento &#8211; Redescobrindo Princípios de Deus para Discipular as Nações&#8217;, Landa Cope cita que é necessário somente 20% de uma sociedade com o mesmo ideal para que se possa influenciar e até liderar os outros 80% numa determinada direção. Se for assim, qual impacto os 35% da população evangélica têm causado na sociedade capixaba?</span></p>
<p><span style="color: #000000;">&#8220;Se por um lado vivemos uma primavera missionária, com índices de crescimento expressivos, que o próprio IBGE aponta como realidade, por outro lado, assistimos uma espécie de crescimento vazio, paradoxalmente, um crescimento sem vida, sem dinâmica, sem ação coordenada para o anúncio do Reino de Deus, com todas as suas implicações&#8221;, disse o pastor da Igreja Presbiteriana em Mata da Praia, Vitória, Marcos Azevedo, que também é professor e coordenador da Faculdade Unida de Vitória (FTU).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Para ele, o crescimento evangélico não significa uma presença relevante e transformadora na sociedade. &#8220;Em meio a essa pluralidade religiosa, onde estão as grandes realizações desses novos grupos? A questão é: estamos ou não vivendo uma espécie de mini-renascença na área religiosa e na espiritualidade ocidental com o surgimento desses novos movimentos? Um dos grandes desafios à fé cristã é discernir se a sociedade tem mudado diante dessa efervescência religiosa, incluindo os novos movimentos evangélicos. Tudo leva a crer que não&#8221;, afirmou o pastor, que defende uma tese doutoral em cima desse tema.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">&#8220;Como cristãos, necessitamos urgentemente de uma presença mais significativa e efetiva da Igreja na sociedade e uma participação maior na construção de uma sociedade justa e solidária, a serviço da vida e da esperança, e não da morte&#8221;, acrescentou o pastor Marcos.<br />
É claro que a presença de um grande percentual de evangélicos também resulta em muitos benefícios. Daí a necessidade de se ter uma visão equilibrada, segundo o pastor Josué Ribeiro, diretor da Escola de Treinamento e Discipulado (Eted) da Jocum (Jovens com uma Missão).<br />
&#8220;Precisamos ter equilíbrio. Há muita coisa que precisa ser melhorada, fazer algo mais acentuado. Mas eu acredito, por outro lado, que se algo bom está acontecendo é devido também a esses 35% que têm orado e pago o preço&#8221;, disse o pastor Josué.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">No entanto, ele concorda que a Igreja tenha perdido, ao longo dos anos, parte de seu poder de transformadora social. &#8220;A Igreja teve um crescimento desordenado, ela inchou. As pessoas abraçaram a Igreja, mas não foram transformadas e por isso não podem transformar a sociedade. Muitos são evangélicos nominais, mas não têm nenhum tipo de compromisso, e acontece hoje conosco o que tanto criticamos no catolicismo. A capacidade transformadora da Igreja está comprometida. Há uma sedução pelo crescimento rápido, mas o preço a ser pago pela Igreja é altíssimo e agora está chegando a fatura&#8221;, disse o pastor.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Para ele, a solução está no investimento em um ensino sistemático, num discipulado eficaz e na voz profética. &#8220;As pessoas já estão saturadas e buscam algo mais consistente. Há uma pressão por mudanças. Nosso consolo é que a Igreja já passou por isso e contou com uma intervenção divina para voltar ao eixo. Esse é o nosso consolo&#8221;, disse o pastor.</span></p>
<p><strong><span style="color: #000000;">O discipulado e as sete áreas de influência</span></strong></p>
<p><span style="color: #000000;">&#8220;Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos&#8221;. O texto final do capítulo 28 de Mateus já se tornou um chavão, principalmente em acampamentos evangelísticos e cultos de missões. Muitos sabem de cor e o usam para motivar pessoas a fazer a obra de Deus.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O que muitos, na verdade, desconhecem é que neste versículo há a chave para a transformação de culturas e sociedades. Fazer discípulos de Cristo que tenham a mesma mentalidade que o Mestre, o mesmo coração que o Senhor, as mesmas atitudes, e deixem os mesmos rastros. Esse é o segredo!</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Teólogos afirmam que a Igreja de hoje é a maior de toda a História. Mas, também, a mais irrelevante. É uma Igreja enorme, mas fraca, sem credibilidade, ineficiente. Incapaz de cumprir com sua missão de ir e fazer discípulos. Não fazer convertidos, não fazer simpatizantes, mas sim discípulos fiéis, seguidores de Cristo.<br />
Landa Cope explica a tarefa da Igreja em seu livro: &#8220;Se alcançar indivíduos é a tarefa quantitativa, discipulá-los, bem como discipular suas comunidades, é o trabalho qualitativo, de ensinar e aplicar as verdades bíblicas para o nosso crescimento e para a nossa maturidade&#8221;.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">É através do discipulado que as verdades de Deus contidas no Evangelho chegarão a todas as áreas da sociedade. Durante muito tempo, e é possível que isso aconteça até os dias de hoje, foi ensinado que ciência nada tem a ver com Deus. Porém, a Bíblia revela o caráter científico de Deus, o Criador de todas as coisas. A mesma coisa acontece com a medicina, com a política, com os negócios, com a economia&#8230; Longas são as discussões a respeito de se Deus tem a ver ou não com essas áreas. Mas também a Bíblia revela o caráter de Deus em cada uma dessas instâncias e o modelo de Deus para cada uma delas.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Quando o povo hebreu saiu do Egito, após quatro séculos de escravidão (Êxodo), era pobre, subdesenvolvido, não tinha terra, não tinha exército, não tinha um sistema econômico, não tinha uma religião. E foi deste povo, formado por aproximadamente três milhões de pessoas, que Deus fez uma grande nação. Cerca de 300 anos depois, Israel era conhecido como uma das maiores ou talvez a maior nação de sua época. Israel era próspero, era regido por um sistema justo e desenvolvido porque vinha do próprio Deus. Ele mesmo deu instruções sobre economia, governo, comunicação, religião, artes, família e educação. E é através dessas sete áreas de influência que Deus continua ensinando seu povo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O desafio da Igreja do século XXI é, então, achar o meio de fazer com que a cosmovisão (visão acerca do mundo) bíblica penetre e influencie todas as áreas da sociedade. Como foi no passado, precisa ser agora, para que o crescimento do Evangelho em números também seja acompanhado de qualidade de vida, justiça, paz e alegria e tudo o mais que é concernente ao Reino de Deus.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Fonte: <a href="http://www.comunhao.com.br/materias/vida-crista/item/4073-a-influência-do-evangelho-para-transformar-e-discipular-o-mundo" target="_blank">Revista Comunhão </a>/ via [<a href="http://www.comoviveremos.com" target="_blank">comoviveremos.com</a>]</span></p>
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		<title>Totalitarismo e intolerância</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 01:40:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valmir Nascimento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cosmovisão]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[[In]tolerância]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.comoviveremos.com/2009/06/totalitarismo-e-intolerancia/&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=640&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;locale=pt_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:640px; height:px"></iframe></div><p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">No artigo que tem como título o mesmo em epígrafe, </span><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090601/not_imp380120,0.php" target="_blank"><span style="color:#000000;">Carlos Alberto Di Franco</span></a><span style="color:#000000;"> critica a posição do governo brasileiro em querer impor aos cidadãos um estilo de vida baseado na ideologia homossexual. Segundo ele</span><em><span style="color:#000000;"> &#8221;o governo quer que seja incluída nos livros didáticos a temática de famílias compostas por lésbicas, gays, travestis e transexuais. Ainda na área da educação, recomenda cursos de capacitação para evitar a homofobia nas escolas e pesquisas sobre comportamento de professores e alunos em relação ao tema. Essas são algumas das medidas que integram o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), documento firmado por representantes de 18 Ministérios do governo Lula.&#8221;</span></em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Di franco argumenta que uma onda de intolerância avança sobre a sociedade. Segundo ele, </span><em><span style="color:#000000;">discriminados assumem a bandeira da discriminação. O tema da sexualidade passou a gerar novos dogmas e novos tabus. E os governos, num espasmo de totalitarismo, querem impor à sociedade um modo único de pensar, de ver e de sentir.</span></em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ele escreve:</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;A intolerância atual é uma nova &#8220;ideologia&#8221;, ou seja, uma cosmovisão &#8211; um conjunto global de ideias fechado em si mesmo -, que pretende ser a &#8220;única verdade&#8221;, racional, a única digna de ser levada em consideração na cultura, na política, na legislação, na educação, etc. Tal como as políticas nascidas das ideologias totalitárias, a atual intolerância execra &#8211; sem dar audiência ao adversário nem manter respeito por ele &#8211; os pensamentos que divergem dos seus &#8220;dogmas&#8221; e não hesita em mobilizar a &#8220;inquisição&#8221; de certos setores para achincalhar &#8211; sem o menor respeito pelo diálogo &#8211; as ideias ou posições que se opõem ao seu dogmatismo. Alegará que são interferências do pensamento conservador e liberal, quando um verdadeiro democrata deveria pensar apenas que são outros modos de pensar de outros cidadãos, que têm tantos direitos como eles.<br style="margin:0;padding:0;" /><br style="margin:0;padding:0;" />Aborrece-me a intolerância dos &#8220;tolerantes&#8221;. Incomoda-me o dogmatismo das falanges autoritárias. Respeito a divergência e convivo com o contraditório. Sem problema. Mas não duvido que é na família, na família tradicional, mais do que em qualquer outro quadro de convivência, o &#8220;lugar&#8221; onde podem ser cultivados os valores, as virtudes e as competências que constituem o melhor fundamento da educação para a cidadania.&#8221;</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Ou seja, é mais um pensador que observa claramente como o rolo compressor gay vai tentando a todo custo impor sua forma de pensamento a todos os cidadãos brasileiros, valendo-se para tanto do poder estatal.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Blog: </span><a href="www.comoviveremos.com" target="_blank"><span style="color:#0000ff;">www.comoviveremos.com</span></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>COSMOVISÃO SEGUNDO FRANCIS SCHAEFFER</title>
		<link>http://www.comoviveremos.com/2008/09/cosmovisao-segundo-francis-schaeffer/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 16:23:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valmir Nascimento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cosmovisão]]></category>

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		<description><![CDATA[Francis Schaeffer Existe um fluxo para a História e para a cultura. E o modo de pensar das pessoas é o fundamento e a fonte deste fluxo. As pessoas são únicas no mundo interior da mente – o que elas são em seu mundo de pensamento determina como elas agem. Isso é verdade tanto para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.comoviveremos.com/2008/09/cosmovisao-segundo-francis-schaeffer/&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=640&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;locale=pt_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:640px; height:px"></iframe></div><p><strong></strong></p>
<p><strong></p>
<p style="text-align:justify;"><img class="alignnone" src="http://www.pesformosos.org/imagens/artigos/285.jpg" alt="" align="left" /></p>
<p style="text-align:justify;">Francis Schaeffer</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-weight:normal;">Existe um fluxo para a História e para a cultura. E o modo de pensar das pessoas é o fundamento e a fonte deste fluxo. As pessoas são únicas no mundo interior da mente – o que elas são em seu mundo de pensamento determina como elas agem. Isso é verdade tanto para o seu conjunto de valores quanto o é para a sua criatividade. É verdade para as suas ações coletivas, tais como suas decisões políticas, e é verdade para a sua vida pessoal. As conseqüências da sua cosmovisão fluem por entre os seus dedos ou através da sua língua em direção ao mundo afora. É verdade tanto para o formão de Michelangelo quanto para espada de um ditador.</span></p>
<p></strong></p>
<p align="justify">Todas as pessoas têm seu pressupostos, e elas vão viver do modo mais coerente possível com estes pressupostos, mais até do que elas mesmas possam se dar conta. Por pressupostos entendemos a estrutura básica de como a pessoa encara a vida, a sua cosmovisão básica, o filtro naquilo que a pessoa considera verdade acerca do que existe. Os pressupostos apoiam-se naquilo que a pessoa considera verdade acerca do que existe. Os pressupostos das pessoas funcionam como um filtro, pelo qual passa tudo o que elas lançam ao mundo exterior. Os seus pressupostos fornecem ainda a base para seus valores e, em conseqüência disto, a base para suas decisões.</p>
<p align="justify">&#8220;Assim como pensa, assim um homem é&#8221; é de fato muito profundo. Um indivíduo não é mero produto das forças a seu redor. Ele tem uma mente, um mundo interior. Então, tendo pensamentos, uma pessoa pode agir no mundo exterior, exercendo influência sobre ele. As pessoas estão prontas para olhar para o palco das ações, esquecendo-se do sujeito &#8220;que vive na sua mente&#8221; e que, portanto, é o sujeito que de fato age no mundo exterior. É o mundo interior dos pensamentos que determina a ação externa.</p>
<p align="justify">A maioria das pessoas &#8220;pega&#8221; seus pressupostos do contexto familiar e da sociedade circundante, da mesma maneira que uma criança &#8220;pega&#8221; sarampo. Entretanto, as pessoas uma pouco mais esclarecidas percebem que os seus pressupostos devem ser escolhidos após uma cuidadosa consideração de qual cosmovisão é verdadeira. Quando isso tiver sido feito, quando todas as alternativas tiverem sido exploradas, &#8220;não vai sobrar ninguém pra contar história&#8221; – isto é, embora haja grande variedade de cosmovisões ou pressupostos básicos. Estas opções básicas ficarão evidentes ao analisarmos o fluxo da história.</p>
<p align="justify">Para entendermos onde estamos no mundo de hoje &#8211; em nossas idéias intelectuais e em nossa vida cultural e política – é preciso seguir três linhas distintas na História, que são a filosofia, a ciência e a religião. A filosofia busca respostas intelectuais para questões básicas. A ciência divide-se em duas partes: a primeira trata das manifestações do mundo físico, a segundo da posterior aplicação práticas das suas descobertas no campo tecnológico. A direção tomada pela ciência é determinada pela cosmovisão filosófica dos cientistas. As cosmovisões religiosas das pessoas também determinam os rumos de suas vidas individuais e da sua sociedade.</p>
<p align="justify">&#8230;</p>
<p align="justify">É importante notar a diferença que faz as cosmovisões das pessoas nas forças que elas manifestam à medida que são expostas às pressões da vida. O fato de terem sido os cristãos capazes de resistir às misturas e sincretismos religiosos e aos efeitos da fraqueza da cultura romana é prova da força da cosmovisão cristã. Tal força repousava no fato de Deus ser um Deus infinito-pessoal e no que ele diz no Antigo Testamento, na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo e no Novo Testamento que estava em gradual desenvolvimento. Ele havia falado de maneira que as pessoas podiam entender. Dessa forma, os cristãos não apenas tinham um conhecimento sobre o universo e a humanidade que as pessoas não conseguiam obter por si mesmas, como também tinham valores universais e absolutos, pelos quais deviam viver e pelos quais deviam julgar a sociedade e o Estado político em que viviam. E tinham fundamentos para atribuir dignidade e valor essencial, enquanto ser único, feito à imagem de Deus.</p>
<p align="justify">&#8230;</p>
<p align="justify">Uma cultura ou indivíduo com bases fracas só podem manter-se em pé se a pressão não for muito grande. Para efeito de ilustração, imaginemos uma ponte romana. Os romanos construíram pequenas pontes côncavas sobre grande parte dos rios da Europa. Há séculos, ou melhor, há dois milênios, milhares de pessoas e carros passam por sobre essas estruturas. Mas se alguém fosse atravessá-la hoje com caminhões fortemente carregados, elas não resistiriam. E a mesma coisa acontece com as vidas e sistema de valores das pessoas e das colunas que não têm base mais forte sobre a qual edificar do que a sua própria limitação. Elas até conseguem resistir a pressões não muito grandes, mas quando as pressões se acumulam, se então elas não tem base suficiente, acabam desmoronando – precisamente como uma ponte romana desmoronaria debaixo do peso de uma caminhão de seis eixos. A cultura e as liberdades das pessoas são frágeis. Se não houver base suficiente quando pressões como estas vêm, é uma questão de tempo &#8211; e muitas vezes não muito tempo – até o colapso.</p>
<p align="justify"><strong>Excerto do Capítulo 1 &#8220;Roma Antiga&#8221;, do livro <em>Como Viveremos</em>, de Francis Schaeffer. Editora Cultura Cristã</strong></p>
<p><strong>Leia também</p>
<p><a href="http://comoviveremos.com/cosmovisao/" target="_blank">Fundamentos da cosmovisão cristã</a></p>
<p>Use, mas cite a fonte:</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.comovivreremos.com" target="_blank">www.comoviveremos.com</a></p>
<p> </p>
<p></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>OS CEGOS E O ELEFANTE</title>
		<link>http://www.comoviveremos.com/2007/10/artigo-os-cegos-e-o-elefante/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Oct 2007 21:55:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valmir Nascimento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pós-modernidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cosmovisão]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Valmir Nascimento Milomem Era inicio de noite. Eu havia acabado de sair do trabalho. Estava em direção à minha residência meditando sobre o tema que havia de escrever. Foi quando, inesperadamente, surge logo à frente do meu veículo um enorme vulto (gigante, pra dizer a verdade). Não! Não era um extraterrestre. Era um elefante. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.comoviveremos.com/2007/10/artigo-os-cegos-e-o-elefante/&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=640&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;locale=pt_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:640px; height:px"></iframe></div><p><a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6151/3273/1600/elefnte.jpg"><img src="http://photos1.blogger.com/blogger/6151/3273/320/elefnte.jpg" style="float:left;margin:0 10px 10px 0;" border="0" /></a><em><strong>Por Valmir Nascimento Milomem</strong></em></p>
<p align="justify"><font color="#000000"></font><font color="#0000ff"><strong>Era inicio de noite</strong></font>. Eu havia acabado de sair do trabalho. Estava em direção à minha residência meditando sobre o tema que havia de escrever. Foi quando, inesperadamente, surge logo à frente do meu veículo um enorme  vulto (gigante, pra dizer a verdade). Não! Não era um extraterrestre. Era um elefante. Uma elefanta, para ser mais exato. Percebi isso ao ouvir um rapazinho que gritava:</p>
<p align="justify"> <font color="#000000">- Jane, Jane. Volta já aqui!</font></p>
<p align="justify"><font color="#000000"></font><font color="#0000ff"><strong>Ela, sem dar ouvidos </strong></font>ao minúsculo ser que com ela gritava, continuou seu vagaroso caminhar despertando a atenção de todos os que por ali transitavam.</p>
<p align="justify"><font color="#000000"></font><font color="#0000ff"><strong>Como não é todo dia</strong></font> que se vê um elefante passeando pela rua, lembrei, então, da parábola de John Godfrey Saxe, “Os cegos e o elefante”, na qual seis cegos, sem saber do que se tratava, começam a apalpar um elefante. Um cego tocou o lado do corpo do elefante e disse que era um muro. Outro cego tocou a orelha do elefante e disse que era um grande abano. Outro segurou uma das pernas do elefante e pensou que fosse o tronco de uma árvore. Outro, ainda, segurou a tromba e disse que era uma cobra. Outro cego tocou uma das presas de marfim e pensou que se tratava de uma lança. Finalmente, outro cego tomou a cauda do elefante nas mãos e julgou estar segurando uma corda. </p>
<p align="justify"><font color="#000000"></font><font color="#0000ff"><strong>Geralmente essa estória</strong></font> é utilizada para – tentar &#8211; evidenciar que cada pessoa pode ver a realidade de um forma diferente. Como no caso dos cegos que exploraram cada qual uma parte do elefante – a barriga, o marfim, a tromba, a perna, a orelha e o rabo; e, respectivamente traduziram como sendo uma parede, uma lança, uma cobra, um tronco de árvore, um abano e um corda. Assim, também, pode-se dizer acerca de Deus e da religião. Cada pessoa vê Deus de uma forma.</p>
<p align="justify"><font color="#000000"></font><font color="#0000ff"><strong>Há quem entenda</strong></font>, portanto, que todos somos cegos para a realidade que pode existir além do nosso mundo físico, devendo interpretar essa realidade à nossa própria maneira. Do mesmo modo que a parábola ilustra; as diferentes religiões têm diferentes interpretações da realidade, mas a realidade é a mesma. Ela parece ser uma coisa para o budista e outra para o muçulmano. O cristão a vê de um modo, e o hindu de outro, e assim por diante. A realidade é uma, mas as maneiras de enxergá-las são muitas. Há muitos caminhos que o podem levar ao topo da montanha.</p>
<p align="justify"><font color="#000000"></font><font color="#0000ff"><strong>Esse tipo de pensamento </strong></font>não é algo isolado. Pelo contrário, é o cerne da assim chamada  &#8211; Cultura Pluralista e Relativista – que tem se entronizado ao redor do globo. Segundo Norman Geisler  “&#8230; o pluralismo religioso consiste num sistema de crenças que admite a coexistência de uma diversidade de pensamentos, valores e convicções considerados, principalmente, produtos da família do indivíduo, de sua cultura e sociedade”.</p>
<p align="justify"><font color="#000000"></font><font color="#0000ff"><strong>De acordo com o relativismo</strong></font>, todas as opiniões descrevem a mesma realidade de diferentes perspectivas, pois os diferentes pontos de vista do mesmo objeto podem produzir diferentes resultado. Assim, o relativista diz: “Toda verdade é relativa”. O pluralista: “Todas as visões são verdadeiras”. O relativista argumenta: “Não existe verdade absoluta”. O pluralista: “Tanto a minha quando a sua verdade são corretas, por mais que sejam diferentes”.</p>
<p align="justify"><font color="#000000"></font><font color="#0000ff"><strong>Inicialmente essa argumentação</strong></font> pode até apresentar-se perfeita. O caso dos cegos e do elefante até parece conter uma certa lógica. Tanto que quando eu dou esse exemplo, alguns dizem: “- Não é que é verdade mesmo!”. Porém, deve-se advertir, o pluralismo e o relativismo são das invenções mais absurdas da mente humana. Uma verdadeira afronta contra a inteligência.</p>
<p align="justify"><font color="#000000"></font><font color="#0000ff"><strong>Voltemos</strong></font>, portanto, ao caso dos cegos e do elefante. Como é possível que o cego que disse tratar-se de um parede estar tão certo quanto aquele que disse tratar-se de uma lança? Como pode o cego que achou que aquilo que acabara de apalpar fosse um tronco de árvore estar falando a verdade tanto quando o cego que disse ser um abano? Eu sinceramente não sei responder, imagino que aqueles que defendem essa idéia também não saibam. E mais, nenhum dos cegos disse corretamente o que eles haviam tocado. Todos estavam equivocados. Os seis erraram. Somente diria a verdade aquele que dissesse: “É um elefante!”.</p>
<p align="justify"><font color="#000000"></font><font color="#0000ff"><strong>Feitas essas considerações</strong></font>, é perfeitamente possível dizer que o relativismo é um completo absurdo. No plano espiritual é ilógico dizer que as religiões  estão todas corretas ao mesmo tempo, quando os seus pontos de vista sobre Deus são completamente conflitantes. Se Carlos diz que Deus é “A” e Ricardo, pelo contrário, diz que Deus é “B”. Sendo as afirmações divergentes uma da outra, ou Carlos está certo ou Ricardo está certo. Ou, ainda, ambos estão errados. Mas, nunca, nunca mesmo, ambos estarão corretos ao mesmo tempo.</p>
<p align="justify"><font color="#000000"></font><font color="#0000ff"><strong>Desta forma</strong></font>, é inconcebível dizer que a verdade não é absoluta, mas relativa. O que é verdadeiro para mim, deve, logicamente, ser verdadeiro para você também. O que é verdadeiro para o Carlos deve também ser verdadeiro para o Ricardo.</p>
<p align="justify"><font color="#000000"></font><font color="#0000ff"><strong>Por outro lado,</strong></font> a questão da relatividade e da pluralidade pode perfeitamente ser aplicado ao gosto das pessoas. Há quem goste de comer jiló, por exemplo; outros, por outro lado, detestam. No entanto, Deus e religião nunca fizeram parte dessa área. Há, de fato, quem coloque  Deus/religião/espiritualidade numa área da sua vida que se chama: HOBBYES. Assim, para essas pessoas, tanto faz ser evangélico, hinduísta ou taoísta. Afinal, é uma questão de gosto, pensam eles. Por isso, optam por aquilo as façam se sentirem melhor. Escolhem a religião levando em consideração aquilo que as deixam de “bem com a vida”. Escolhem qual regra de fé a seguir do mesmo modo que optam pela roupa de final de semana. São os chamados – religiosamente corretos -.<br />
Deus, portanto, está numa área chamada VERDADE ABSOLUTA.
</p>
<p align="justify"><font color="#000000"></font><font color="#0000ff"><strong>É por isso que os cristão </strong></font>são chamados de exclusivistas. Afinal, a verdade, como comprovado acima, é exclusivista. Não aceita parcerias que lhe contradizem. Não aceita declarações que lhe são contrárias. Isso é duro, mas é a verdade. Como disse Erwin Lutzer : “A verdade existe objetivamente fora de nós mesmos. Não a criamos; só a descobrimos”. E Jesus, por seu turno, deu-nos a dica de como encontrá-la: “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim” Jo. 14:06.</p>
<p align="justify"><font color="#000000"><br />
<strong>Soli Deo Gloriae!</strong></font></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A atuação profissional do cristão como um chamado divino &#8211; 1</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Aug 2007 14:50:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valmir Nascimento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Cosmovisão]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Por Valmir Nascimento Milomem &#8220;O chamado é a verdade com que Deus nos chama para si mesmo tão decisivamente que tudo o que somos, tudo o que fazemos e tudo o que temos é investido com devoção especial, dinamismo e direção vividos como resposta à sua convocação e serviço&#8221;, Os Guinnes, The Call Muitos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.comoviveremos.com/2007/08/a-atuacao-profissional-do-cristao-como-um-chamado-divino-1/&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=640&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;locale=pt_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:640px; height:px"></iframe></div><p align="left">&nbsp;</p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS" size="2"><img src="http://comoviveremos.ensinodominical.com.br/wp-content/uploads/2007/08/profi.jpg" alt="profi.jpg" align="left" /></font><font color="#0000ff" face="Arial">Por <strong><font color="#ff0000">Valmir Nascimento Milomem</font></strong></font></p>
<p><font face="Arial"> </font></p>
<p align="justify"><font color="#808080" face="Arial"><strong>&#8220;O chamado é a verdade com que Deus nos chama para si  mesmo tão decisivamente que tudo o que somos, tudo o que fazemos e tudo o que  temos é investido com devoção especial, dinamismo e direção vividos como  resposta à sua convocação e serviço&#8221;, Os Guinnes, The Call</strong></font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Muitos de nós, cristãos, temos uma visão míope  sobre o que realmente vem a ser o <strong>chamado de Deus para nossas  vidas</strong>. A compreensão que se tem &#8211; geralmente &#8211; sobre esse assunto é que  Ele simplesmente nos convoca para atuarmos como obreiros efetivos em sua obra,  independente da profissão que tenhamos. Com efeito, a primeira imagem que nos  vêm a mente quando imaginamos a convocação de Deus para trabalhar na sua seara é  a de uma pessoa pregando dentro de um templo repleto de pessoas, ou então,  trabalhando numa atividade missionária em outro país. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Eu, particularmente, por longo período pensei  que quando a Bíblia falava em chamado estava inexoravelmente fazendo menção ao  trabalho ministerial de pastores, evangelistas, ou presbíteros, e que, em  determinado momento da vida a pessoa chamada por Deus, se obediente fosse,  deveria abandonar sua carreira profissional e entregar-se completamente à  obra.<!-- D(["mb","\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;É óbvio que muitos cristãos são chamados para \natuarem como &quot;levitas&quot; de Deus. Ou seja, são vocacionados e separados para \natuarem exclusivamente na obra. Paulo inclusive escreveu: &quot;Quem almeja o \nepiscopado excelente obra deseja ( Tm. 3.1). O apóstolo dos gentios ainda \nafirmou noutra ocasião que Deus deu uns para apóstolos, e outros para profetas, \ne outros evangelistas, e outros para pastores e doutores (Ef. 4.11).\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;Entanto, havemos de concordar que \u003cstrong\&amp;gt;o \nchamado de Deus para a vida do homem é bem mais amplo que a atuação por meio de \ncargos na igreja local\u003c/strong\&amp;gt;. Mais que isso, o chamado divino envolve tudo o \nque somos, fazemos e investimos na obra, em qualquer local e momento. Tudo o que \nfizermos devemos fazer para a glória de Deus (I Cor. 10.31). \u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;Afirmo, portanto, que atender o chamado de \nDeus e fazer a Sua obra não significa necessariamente ser um obreiro de tempo \nintegral, e muitas vezes, não é preciso nem mesmo fazer parte do ministério \neclesiástico. \u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\" color\u003d\"#0000ff\"\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\n\u003chr\&amp;gt;\n\n\u003cp\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"center\"\&amp;gt;\u003cstrong\&amp;gt;Quero com isso dizer que todas as esferas de atuação do \nhomem são campos onde o chamado pode e deve ser exercido, inclusive o local de \ntrabalho dos fiéis, onde seus ofícios laborais são considerados por Deus como \nverdadeiros ministérios\u003c/strong\&amp;gt;.\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\n\u003chr\&amp;gt;\n\n\u003cp\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;Sealy Yates, conta-nos Nancy Pearcey, com \napenas vinte e cinco anos já havia realizado todos os seu sonhos. Formara-se em \nDireito, fora aprovado no exame da ordem dos advogados e arrumara um ótimo \ntrabalho. Casara-se com uma mulher maravilhosa, e ambos se ocupavam na criação \ndo primeiro filho. A vida era boa. Porém, faltava algo na vida de Sealy. Ele \nainda não estava contente. Apesar do seu sucesso profissional ele ainda não se \nsentia plenamente feliz, não obstante ser um cristão autêntico.",1] );  //--></font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">É óbvio que muitos cristãos são chamados para  atuarem como &#8220;levitas&#8221; de Deus. Ou seja, são vocacionados e separados para  atuarem exclusivamente na obra. Paulo inclusive escreveu: &#8220;Quem almeja o  episcopado excelente obra deseja ( Tm. 3.1). O apóstolo dos gentios ainda  afirmou noutra ocasião que Deus deu uns para apóstolos, e outros para profetas,  e outros evangelistas, e outros para pastores e doutores (Ef. 4.11).</font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Entanto, havemos de concordar que <strong>o  chamado de Deus para a vida do homem é bem mais amplo que a atuação por meio de  cargos na igreja local</strong>. Mais que isso, o chamado divino envolve tudo o  que somos, fazemos e investimos na obra, em qualquer local e momento. Tudo o que  fizermos devemos fazer para a glória de Deus (I Cor. 10.31). </font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Afirmo, portanto, que atender o chamado de  Deus e fazer a Sua obra não significa necessariamente ser um obreiro de tempo  integral, e muitas vezes, não é preciso nem mesmo fazer parte do ministério  eclesiástico. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial"> </font></p>
<hr />
<p align="center"><font color="#0000ff"><strong>Quero com isso dizer que todas as esferas de atuação do  homem são campos onde o chamado pode e deve ser exercido, inclusive o local de  trabalho dos fiéis, onde seus ofícios laborais são considerados por Deus como  verdadeiros ministérios</strong></font>.</p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial"> </font></p>
<hr /><font color="#000000" face="Arial">  </font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Sealy Yates, conta-nos Nancy Pearcey, com  apenas vinte e cinco anos já havia realizado todos os seu sonhos. Formara-se em  Direito, fora aprovado no exame da ordem dos advogados e arrumara um ótimo  trabalho. Casara-se com uma mulher maravilhosa, e ambos se ocupavam na criação  do primeiro filho. A vida era boa. Porém, faltava algo na vida de Sealy. Ele  ainda não estava contente. Apesar do seu sucesso profissional ele ainda não se  sentia plenamente feliz, não obstante ser um cristão autêntico.<!-- D(["mb","\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;Sealy tinha convicção da sua chamada para a \nobra e ainda por cima desenvolvia várias atividades na igreja em que congregava, \nmas mesmo assim sentia uma grande fome espiritual. A primeira coisa que passou \npela sua cabeça foi exatamente sobre as dimensões da chamada divina: Será que \ndeveria sair do trabalho e ir para o campo missionário? Refletiu \nYates.\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;Segundo Nancy, assim como Sealy, a maioria de \nnós assimila a idéia de que servir a Deus significa em primeiro lugar fazer a \nobra de Deus. Se estamos engajados em outras áreas de trabalho, pensamos que \nservir ao Senhor significa amontoar atividades na igreja – coisas como cultos, \nestudos bíblicos, evangelismo – em cima de nossas responsabilidades existentes. \nA grande dificuldade dele era exatamente integrar a sua fé cristã à sua vida \nprofissional. Nancy escreve:\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cdir\&amp;gt;\n\u003cdir\&amp;gt;\n\u003cdir\&amp;gt;\n\u003cdir\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\" color\u003d\"#000000\"\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cstrong\&amp;gt;&quot;Onde está Deus em minha vida?, Sealy se perguntava. O \nque julgara que fosse depressão era um desejo atordoante de que seu trabalho \nsecular tivesse um significado espiritual. Acrescentar atividades eclesiásticas \na um trabalho de todo secularizado era com pôr uma moldura religiosa em um \npintura secular. A tensão entre a fome espiritual e as exigências de tempo de \ntrabalho puramente &quot;secular&quot; estava dilacerando-o por dentro&quot;, p. \n72.\u003c/strong\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\u003c/dir\&amp;gt;\u003c/dir\&amp;gt;\u003c/dir\&amp;gt;\u003c/dir\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;Tempos depois Sealy vislumbrou a possibilidade \nde conjugar sua fé cristã com a sua atividade profissional. Ele percebeu que as \npessoas consultam advogados quando estão passando por dificuldades; viu então \nque era uma oportunidade fenomenal para ajudá-las a fazer o que é certo. \nPortanto, Sealy passou a compreender que sua profissão de advogado era sobretudo \num forma de ser usado por Deus na obra.",1] );  //--></font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Sealy tinha convicção da sua chamada para a  obra e ainda por cima desenvolvia várias atividades na igreja em que congregava,  mas mesmo assim sentia uma grande fome espiritual. A primeira coisa que passou  pela sua cabeça foi exatamente sobre as dimensões da chamada divina: Será que  deveria sair do trabalho e ir para o campo missionário? Refletiu  Yates.</font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Segundo Nancy, assim como Sealy, a maioria de  nós assimila a idéia de que servir a Deus significa em primeiro lugar fazer a  obra de Deus. Se estamos engajados em outras áreas de trabalho, pensamos que  servir ao Senhor significa amontoar atividades na igreja – coisas como cultos,  estudos bíblicos, evangelismo – em cima de nossas responsabilidades existentes.  A grande dificuldade dele era exatamente integrar a sua fé cristã à sua vida  profissional. Nancy escreve:</font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial"><strong>&#8220;Onde está Deus em minha vida?, Sealy se perguntava. O  que julgara que fosse depressão era um desejo atordoante de que seu trabalho  secular tivesse um significado espiritual. Acrescentar atividades eclesiásticas  a um trabalho de todo secularizado era com pôr uma moldura religiosa em um  pintura secular. A tensão entre a fome espiritual e as exigências de tempo de  trabalho puramente &#8220;secular&#8221; estava dilacerando-o por dentro&#8221;, p.  72.</strong></font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Tempos depois Sealy vislumbrou a possibilidade  de conjugar sua fé cristã com a sua atividade profissional. Ele percebeu que as  pessoas consultam advogados quando estão passando por dificuldades; viu então  que era uma oportunidade fenomenal para ajudá-las a fazer o que é certo.  Portanto, Sealy passou a compreender que sua profissão de advogado era sobretudo  um forma de ser usado por Deus na obra.<!-- D(["mb","\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cdir\&amp;gt;\n\u003cdir\&amp;gt;\n\u003cdir\&amp;gt;\n\u003cdir\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\" color\u003d\"#000000\"\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cstrong\&amp;gt;&quot;Os advogados podem ministrar a cônjuges que procuram \ndivórcio, orientar adolescentes em dificuldade com a lei, aconselhar homens de \nnegócios em conflitos éticos para fazerem o que é certo, confrontar ministérios \ncristãos que estejam transigindo os princípios bíblicos. A advocacia não é \nsomente um conjunto de procedimentos ou uma técnica argumentativa. É o meio de \nDeus confrontar o erro, estabelecer a justiça, defender os fracos e promover o \nbem público&quot;.\u003c/strong\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\u003c/dir\&amp;gt;\u003c/dir\&amp;gt;\u003c/dir\&amp;gt;\u003c/dir\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;Sealy descobriu, portanto, que advogar é muito \nmais que um modo de ganhar dinheiro e casos. É fundamentalmente um modo de \nexercer os próprios propósitos de Deus no mundo: promover a justiça e contribuir \ncom o bem da sociedade. Ainda, percebeu que quando estamos em nossos trabalhos, \nestamos fazendo a obra de deus. Foi então que ele resgatou a alegria de \nviver.\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\" color\u003d\"#0000ff\"\&amp;gt;\n\u003chr\&amp;gt;\n\u003c/font\&amp;gt;\n\u003cp\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"center\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\" color\u003d\"#0000ff\"\&amp;gt;\u003cstrong\&amp;gt;Não é preciso abandonar o \nemprego para fazer a obra de Deus\u003c/strong\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\n\u003chr\&amp;gt;\n\n\u003cp\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;Não é muito difícil encontrarmos cristãos \nconvictos com o mesmo dilema de Sealy: como conciliar nossa atividade \nprofissional com a chamada divina para a obra? Frente a essa indagação, a \natitude que geralmente se toma é abandonar o trabalho para atuar no campo \neclesiástico. \u003cstrong\&amp;gt;Repito, Deus realmente chama alguns para trabalharem \nexclusivamente na obra, no entanto, atuar efetivamente na obra não é o único \nmeio de obedecer ao chamado e aos propósitos de Deus em nossas \nvidas.\u003c/strong\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;Recentemente, por exemplo, um colega obreiro, \nmuito bem sucedido no ramo profissional por sinal, confessou-me que o seu &quot;tempo \nestava chegando&quot; e que em breve haveria de abandonar o seu trabalho para \ndedicar-se exclusivamente à obra. Não adentro ao mérito da chamada de Deus para \na vida do meu amigo. Se o propósito de Deus para a vida dele é ou não o \nministério de tempo integral é algo que não me compete opinar, afinal, quem deve \nsaber da vontade de Deus é o vocacionado. Porém, o que faço questão de \nressaltar, e isso eu posso fazer, é sobre a necessidade de o cristão atentar \npara o fato de ser perfeitamente possível conciliar chamada divina com atividade \nprofissional. ",1] );  //--></font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial"><strong>&#8220;Os advogados podem ministrar a cônjuges que procuram  divórcio, orientar adolescentes em dificuldade com a lei, aconselhar homens de  negócios em conflitos éticos para fazerem o que é certo, confrontar ministérios  cristãos que estejam transigindo os princípios bíblicos. A advocacia não é  somente um conjunto de procedimentos ou uma técnica argumentativa. É o meio de  Deus confrontar o erro, estabelecer a justiça, defender os fracos e promover o  bem público&#8221;.</strong></font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Sealy descobriu, portanto, que advogar é muito  mais que um modo de ganhar dinheiro e casos. É fundamentalmente um modo de  exercer os próprios propósitos de Deus no mundo: promover a justiça e contribuir  com o bem da sociedade. Ainda, percebeu que quando estamos em nossos trabalhos,  estamos fazendo a obra de deus. Foi então que ele resgatou a alegria de  viver.</font></p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<hr /><font color="#000000" face="Arial"> </font></p>
<p align="center"><font color="#0000ff" face="Arial"><strong>Não é preciso abandonar o  emprego para fazer a obra de Deus</strong></font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial"> </font></p>
<hr /><font color="#000000" face="Arial">  </font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Não é muito difícil encontrarmos cristãos  convictos com o mesmo dilema de Sealy: como conciliar nossa atividade  profissional com a chamada divina para a obra? Frente a essa indagação, a  atitude que geralmente se toma é abandonar o trabalho para atuar no campo  eclesiástico. <strong>Repito, Deus realmente chama alguns para trabalharem  exclusivamente na obra, no entanto, atuar efetivamente na obra não é o único  meio de obedecer ao chamado e aos propósitos de Deus em nossas  vidas.</strong></font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Recentemente, por exemplo, um colega obreiro,  muito bem sucedido no ramo profissional por sinal, confessou-me que o seu &#8220;tempo  estava chegando&#8221; e que em breve haveria de abandonar o seu trabalho para  dedicar-se exclusivamente à obra. Não adentro ao mérito da chamada de Deus para  a vida do meu amigo. Se o propósito de Deus para a vida dele é ou não o  ministério de tempo integral é algo que não me compete opinar, afinal, quem deve  saber da vontade de Deus é o vocacionado. Porém, o que faço questão de  ressaltar, e isso eu posso fazer, é sobre a necessidade de o cristão atentar  para o fato de ser perfeitamente possível conciliar chamada divina com atividade  profissional. <!-- D(["mb","\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;Tenho ciência de cristão convictos que fazem \nde seus ofícios verdadeiros ministérios. Outro dia conversei com um colega \nadvogado, cristão convicto e também bem sucedido no seu trabalho. Em nossa \nconversa ele me dizia que possui um local separado em seu escritório onde são \nguardados os panfletos de evangelismo pessoal e que todos os clientes que entram \nno seu escritório, a primeira consultoria que ele dá é sobre a necessidade da \npessoa aceitar a Cristo. O interessante é que ele vê o trabalho unicamente como \no seu ganhão pão. Mais do que isso, pra ele, o trabalho é sobretudo um forma de \ncumprir a ordenança de Cristo de pregarmos o evangelho a toda a criatura e de \nsermos sal e luz na terra.\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;Conheço também jornalistas que da mesma forma \ncumprem seus trabalhos ao tempo em que fazem a obra de Deus. Pessoas que fazem \nde suas atividades profissionais campo de atuação missionária, colocando \nopiniões verdadeiramente bíblicas em um mundo cada vez mais secularizado. E é \nexatamente disso que a igreja cristã necessita: estar atuante em todas os \nestratos e camadas da sociedade, com pessoas capacitadas para defender o \npensamento cristão. Devemos compreender que a responsabilidade da igreja vai \nalém da mera realização de &quot;eventos espirituais&quot; e agendas festivas, sobretudo, \nela é responsável por redimir toda uma cultura em decadência e implantar o \npadrão bíblico de vivência. Seus princípios devem se inserir em todos os campos \nde atuação do homem. Seus fundamentos precisam adentrar nos vários extratos \nsociais e intelectuais da sociedade, numa síntese daquilo que disse Cristo: &quot;Vós \nsois do sal da terra e a luz do mundo&quot;. E isso é feito principalmente no campo \nprofissional, onde as pessoas passam a maior parte de suas vidas.\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;",1] );  //--></font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Tenho ciência de cristão convictos que fazem  de seus ofícios verdadeiros ministérios. Outro dia conversei com um colega  advogado, cristão convicto e também bem sucedido no seu trabalho. Em nossa  conversa ele me dizia que possui um local separado em seu escritório onde são  guardados os panfletos de evangelismo pessoal e que todos os clientes que entram  no seu escritório, a primeira consultoria que ele dá é sobre a necessidade da  pessoa aceitar a Cristo. O interessante é que ele não vê o trabalho unicamente como  o seu ganhão pão. Mais do que isso, pra ele, o trabalho é sobretudo um forma de  cumprir a ordenança de Cristo de pregarmos o evangelho a toda a criatura e de  sermos sal e luz na terra.</font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Conheço também jornalistas que da mesma forma  cumprem seus trabalhos ao tempo em que fazem a obra de Deus. Pessoas que fazem  de suas atividades profissionais campo de atuação missionária, colocando  opiniões verdadeiramente bíblicas em um mundo cada vez mais secularizado. E é  exatamente disso que a igreja cristã necessita: estar atuante em todas os  estratos e camadas da sociedade, com pessoas capacitadas para defender o  pensamento cristão. Devemos compreender que a responsabilidade da igreja vai  além da mera realização de &#8220;eventos espirituais&#8221; e agendas festivas, sobretudo,  ela é responsável por redimir toda uma cultura em decadência e implantar o  padrão bíblico de vivência. Seus princípios devem se inserir em todos os campos  de atuação do homem. Seus fundamentos precisam adentrar nos vários extratos  sociais e intelectuais da sociedade, numa síntese daquilo que disse Cristo: &#8220;Vós  sois do sal da terra e a luz do mundo&#8221;. E isso é feito principalmente no campo  profissional, onde as pessoas passam a maior parte de suas vidas.</font></p>
<p align="justify"><!-- D(["mb","\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;Apesar de ter mencionado somente o advogado e \no jornalista, toda atividade profissional tem potencial para servir como \ninstrumento nas mãos de Deus. Do médico até o vendedor. Do juiz até o prestador \nde serviços. Do farmacêutico até a secretária. Enfim, todo ofício pode ser usado \nna obra de Deus. O erro é quando as pessoas imaginam que suas atividades nada \ntem que ver com a obra de Deus, ou por não verem nenhum relacionamento com o \nmundo espiritual ou então por acharem suas profissões pequenas demais para tal \npropósito. \u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;Na primeira desculpa, a pessoa faz um \nseparação entre aquilo que professam e aquilo que vivem. Nancy Percey chama isso \nde divisão entre o público e o privado. Ou seja, é como se a religião estivesse \nadstrita à área privada, e somente poderia ser professada dentro da igreja, caso \nem que não precisaria chegar no local de trabalho do indivíduo. \u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;Quanto à segunda objeção, a pessoa não se vêm \ncomo instrumento de Deus. Outro dia, enquanto ministrava uma aula onde falávamos \nsobre a atuação plena dos cristãos em todas as áreas da sociedade, um dos nosso \nalunos, professor do ensino médio, levantou e disse: \u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cstrong\&amp;gt;- Nós, cristão, precisamos eleger \npolíticos para defender a causa cristã junto ao Poder Legislativo.\u003c/strong\&amp;gt; \n\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;Após sua fala, argumentei: \u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003cstrong\&amp;gt;- Realmente, professor, precisamos de \nmais políticos no poder legislativo para aprovar leis condizentes com a Palavra \nde Deus, mas também, precisamos de professores cristãos lecionando na escolas \nseculares, defendo o evangelho e formando crianças, adolescentes e jovens \nsegundo as verdades bíblicas, com capacidade para refutar vários ensinamentos \nque tentam ensinar para os nossos jovens atualmente. Precisamos de médicos \ncristãos que possuam postura segundo a palavra de Deus. Precisamos também de \njornalistas publicando textos em defesa do evangelho. Enfim, precisamos do \ncristãos em todos os ramos profissionais",1] );  //--><font color="#000000" face="Arial">Apesar de ter mencionado somente o advogado e  o jornalista, toda atividade profissional tem potencial para servir como  instrumento nas mãos de Deus. Do médico até o vendedor. Do juiz até o prestador  de serviços. Do farmacêutico até a secretária. Enfim, todo ofício pode ser usado  na obra de Deus. O erro é quando as pessoas imaginam que suas atividades nada  tem que ver com a obra de Deus, ou por não verem nenhum relacionamento com o  mundo espiritual ou então por acharem suas profissões pequenas demais para tal  propósito. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Na primeira desculpa, a pessoa faz um  separação entre aquilo que professam e aquilo que vivem. Nancy Percey chama isso  de divisão entre o público e o privado. Ou seja, é como se a religião estivesse  adstrita à área privada, e somente poderia ser professada dentro da igreja, caso  em que não precisaria chegar no local de trabalho do indivíduo. </font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Quanto à segunda objeção, a pessoa não se vêm  como instrumento de Deus. Outro dia, enquanto ministrava uma aula onde falávamos  sobre a atuação plena dos cristãos em todas as áreas da sociedade, um dos nosso  alunos, professor do ensino médio, levantou e disse: </font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial"><strong>- Nós, cristão, precisamos eleger  políticos para defender a causa cristã junto ao Poder Legislativo.</strong>  </font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Após sua fala, argumentei: </font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial"><strong>- Realmente, professor, precisamos de  mais políticos no poder legislativo para aprovar leis condizentes com a Palavra  de Deus, mas também, precisamos de professores cristãos lecionando na escolas  seculares, defendo o evangelho e formando crianças, adolescentes e jovens  segundo as verdades bíblicas, com capacidade para refutar vários ensinamentos  que tentam ensinar para os nossos jovens atualmente. Precisamos de médicos  cristãos que possuam postura segundo a palavra de Deus. Precisamos também de  jornalistas publicando textos em defesa do evangelho. Enfim, precisamos do  cristãos em todos os ramos profissionais<!-- D(["mb","\u003c/strong\&amp;gt;.\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;Vi o momento em que o professor sentou-se em \nsua cadeira e começou a pensar no que eu acabara de falar.\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;A questão é que ele, assim como um infinidade \nde pessoas, não via a importância que tinha a sua profissão. Pensava que era uma \natividade pequena, de somenos importância, quando em verdade era fundamental \npara a anunciação do evangelho, por meio da educação.\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\u003cfont face\u003d\"Arial\"\&amp;gt;\n\u003cp align\u003d\"justify\"\&amp;gt;Termino aqui a primeira parte deste assunto. Na próximo artigo, \nem continuidade, abordarei o que vem a ser a atuação profissional como um \nchamado divino, será que é somente ser ético? \nVejamos.\u003c/p\&amp;gt;\u003c/font\&amp;gt;\u003c/p\&amp;gt;\u003c/div\&amp;gt;\n",0] ); D(["ce"]);  //--></strong>.</font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Vi o momento em que o professor sentou-se em  sua cadeira e começou a pensar no que eu acabara de falar.</font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">A questão é que ele, assim como um infinidade  de pessoas, não via a importância que tinha a sua profissão. Pensava que era uma  atividade pequena, de somenos importância, quando em verdade era fundamental  para a anunciação do evangelho, por meio da educação.</font></p>
<p align="justify"><font color="#000000" face="Arial">Termino aqui a primeira parte deste assunto. Na próximo artigo,  em continuidade, abordarei o que vem a ser a atuação profissional como um  chamado divino, será que é somente ser ético?  Vejamos.</font></p>
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		<title>FUNDAMENTOS DA COSMOVISÃO CRISTÃ</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Apr 2007 14:01:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valmir Nascimento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cosmovisão]]></category>

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		<description><![CDATA[por Valmir Nascimento M. Santos O cristianismo oferece as respostas mais contundentes para os grandes questionamentos da humanidade Como você se posiciona frente aos vários acontecimentos do mundo? Qual a sua opinião a respeito do aborto e da sexualidade? Como você vê o casamento? Qual deve ser o destino da educação e da política? Se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.comoviveremos.com/2007/04/fundamento-da-cosmovisao-crista/&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=640&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;locale=pt_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:640px; height:px"></iframe></div><p><em></em></p>
<p align="left"><em><font face="Trebuchet MS"><strong><font color="#ff0000">por Valmir Nascimento M. Santos</font> </strong></font></em></p>
<p align="justify"><em><font face="Trebuchet MS"><strong><a href="http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://cienciasfisicas.blogs.sapo.pt/arquivo/Planeta%2520Terra%2520II.jpg&amp;imgrefurl=http://sandritadinis.blogs.sapo.pt/tag/sozinha%2Bquando%2Bquero%2Bmas%2Bsempre%2Bacompanh&amp;h=297&amp;w=300&amp;sz=26&amp;hl=pt-BR&amp;start=7&amp;tbnid=0U55gL0hA6UVSM:&amp;tbnh=115&amp;tbnw=116&amp;prev=/images%3Fq%3Dterra%26gbv%3D2%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR"><img src="http://tbn0.google.com/images?q=tbn:0U55gL0hA6UVSM:http://cienciasfisicas.blogs.sapo.pt/arquivo/Planeta%2520Terra%2520II.jpg" style="border:1px solid;" align="left" height="115" width="116" /></a>O cristianismo oferece as respostas mais contundentes para os grandes questionamentos da humanidade</strong></font></em></p>
<p align="justify"><em><font face="Trebuchet MS">Como você se posiciona frente aos vários acontecimentos do mundo? Qual a sua opinião a respeito do aborto e da sexualidade? Como você vê o casamento? Qual deve ser o destino da educação e da política?</font></em></p>
<p><em><font face="Trebuchet MS">Se alguém lhe dirigisse as perguntas acima, </font></em><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">geralmente</font><font face="Trebuchet MS">, a primeira atitude que </font><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">tomaria</font><font face="Trebuchet MS"> antes mesmo de respondê-las seria &#8220;consultar&#8221; o seu arquivo pessoal de Princípios &amp; Convicções existente dentro da sua cabeça. Analisaria tudo aquilo na qual acredita, e, daí sim, daria o seu pronunciamento. Sem saber, você estaria com isso colocando em prática a sua cosmovisão. Cosmo o quê? Explica-se:</font><font face="Trebuchet MS"> <span id="more-215"></span></font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS">O termo cosmovisão é uma tradução da palavra alemã <em>weltanschauung</em>, que significa ‘modo de olhar o mundo’ (welt – mundo, schauen – olhar). É a maneira como a pessoa encara, age e reage em relação aos acontecimentos. Em definição, cosmovisão é um conjunto de suposições e crenças que alguém utiliza para interpretar e formar opiniões acerca da sua humanidade, propósito de vida, deveres no mundo, responsabilidades para com a família, interpretação da verdade, questões sociais, etc.</font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS">Como exemplo, Nancy Pearcey diz que a cosmovisão é como um <strong>mapa mental</strong> que nos diz como navegar de modo eficaz no mundo. É a impressão da verdade objetiva de Deus em nossa vida interior. Norman Geisler nos dá outra representação, segundo ele cosmovisão é semelhante a uma <strong>lente intelectual</strong> através da qual enxerga-se o mundo. Se alguém olha através de uma lente vermelha, o mundo lhe parece vermelho. Se outro indivíduo olha através de uma lente azul, o mundo lhe parece azul&#8221;. Já Albert Wolters a chama de &#8220;<strong>estrutura</strong> abrangente das crenças básicas de alguém sobre coisas&#8221;.</font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS">Apesar de possuir uma conotação filosófica, a cosmovisão de uma pessoa possui natureza essencialmente prática, afinal, idéias têm conseqüências reais. É exatamente a cosmovisão do indivíduo que vai norteá-lo ante as decisões mais importantes da sua vida. <strong><font color="#ff00ff" face="Trebuchet MS">Quando o casamento vai mal, qual a decisão a ser tomada? A infidelidade é normal? Como deve ser encarada a questão do aborto e do homossexualismo? Qual a forma de proceder no trabalho? Como educar os filhos? Como encarar a violência?</font></strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS">Frente a tais situações práticas da vida, a pessoa tomará suas decisões baseado naquilo que compreende como sendo verdadeiro ou falso, certo ou errado. A finalidade da cosmovisão, portanto, é nortear as decisões e atitudes do homem. Ela funciona como um guia, dando senso de direção acerca da forma como o homem deve proceder.</font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS">Pode-se dizer, então, que não é preciso ser filósofo ou pensador profissional para possuir uma cosmovisão. Contrariamente, todo ser humano é portador de uma cosmovisão, até mesmo aqueles mais simples e iletrados possuem um conjunto de crenças que dirige suas vidas. Como disse Albert Wolters, &#8220;os seres humanos são incapazes de manter opiniões puramente arbitrárias ou tomar decisões sem quaisquer princípios&#8221;.</font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS"> </font></p>
<p><font face="Trebuchet MS"></font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS"><strong>O resultado prático das cosmovisões</strong></font></p>
<p><font face="Trebuchet MS">Como </font><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">já foi dito</font><font face="Trebuchet MS">, as cosmovisões têm conseqüências práticas. A ‘forma de ver o mundo’ de uma pessoa não fica </font><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">isolada</font><font face="Trebuchet MS"> </font><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">apenas</font><font face="Trebuchet MS"> na cabeça dela. Pelo contrário, é a força que o leva a agir em todas as esferas da sua vida. Com efeito, quando alguém acredita em uma cosmovisão completamente equivocada os resultados </font><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">disso</font><font face="Trebuchet MS"> podem ser drásticos, não somente para a pessoa, mas também para toda a sociedade. Como exemplo claro e histórico tem-se o caso de <strong>Adolf Hitler</strong>. Suas nefastas idéias sobre a superioridade da raça ariana e as suas teses racistas e anti-semitas foram responsáveis pelo genocídio de milhares de pessoas, desencadeando, inclusive, a 2ª Guerra Mundial. </font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS">Da mesma forma, para todos quantos acreditam que Deus não existe, que o homem é fruto do acaso, e que não existe um Criador a quem terão que prestar contas mais cedo ou mais tarde, questões como adultério, homossexualismo, aborto e eutanásia são analisadas simplesmente pela ótica terrena e passageira. Caso em que, segundo a visão secular, tais atos são plenamente aceitáveis no pensamento do homem moderno.</font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS">No âmbito da moral, atualmente, os resultados da cosmovisão secular (aquela que &#8220;baniu&#8221; Deus da sociedade) são notórios. Conforme alerta Mathew Slick &#8220;O resultado da cosmovisão secular pode ser vista ao nosso redor. Ao observarmos a sociedade fica evidente que nem tudo vai bem. A televisão tem se degenerado tornando-se um &#8220;bordel&#8221; de violência, pornografia &#8220;leve&#8221;, seriados que destroem a família, comerciais que apelam para a gratificação imediata dos prazeres, e desenhos animados que são cheios de violência, ocultismo, e desobediência aos pais.&#8221;</font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS">Por outro lado, uma cosmovisão que acredita na existência do Criador, e que Ele haverá de julgar todos os moradores da terra, nesse caso, as ações de todos quantos nela acreditam serão voltadas não simplesmente para o ambiente terreno, mas celestial. Com isso, o adultério, o homossexualismo, o aborto e a eutanásia são considerados logicamente como afronta ao próprio Deus, que estabeleceu uma moral objetiva a ser seguida pelo homem, baseada na sua própria Palavra.</font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS"> </font></p>
<p><font face="Trebuchet MS"></font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS"><strong>Elementos e escolha de uma cosmovisão</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS">Em resumo síntese, uma cosmovisão possuí como elementos principais informações nas quais possam responder as maiores indagações do ser humano: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Qual o propósito da vida? Por que o mal existe?</font></p>
<p><font face="Trebuchet MS">O foco de uma cosmovisão são: criação ou origem, identidade, propósito e destino do ser humano. Como exemplo, no que tange ao elemento [origem], para a cosmovisão ateísta Deus não existe. O universo é tudo o que existe ou existirá. O homem é resultado da evolução. A vida do homem é destituída de [propósito] e o seu [destino] está vinculado somente à ordem física desta vida, afinal, segundo entendem, não existe vida eterna. Na cosmovisão panteísta Deus é o próprio universo. O [destino] do homem é determinado pelos ciclos da sua vida, o carma </font><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">(erros a serem redimidos em inumeráveis reencarnações)</font><font face="Trebuchet MS">. E o sofrimento é uma ilusão causada pelos erros da mente.</font><font face="Trebuchet MS"> </font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS">Diante de tantas cosmovisões existentes no mundo (ateísmo, teísmo, panteísmo, deísmo, politeísmo, etc.) a pergunta que fica é a seguinte: <strong>Qual cosmovisão escolher? </strong>Seria simplesmente aquela que faz a pessoa sentir-se bem, ou aquela que funciona? Obviamente que nenhuma das duas alternativas, afinal essa seria um visão </font><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">fundamentada simplesmente no bem estar terreno</font><font face="Trebuchet MS">, muito comum hoje em dia, quando as pessoas escolhem suas religiões simplesmente por se sentirem mais confortáveis em determinado grupo de religiosos, ou então, aquela que lhe dê &#8220;resultados&#8221; mais rápidos.Ora, a verdadeira cosmovisão deve ser escolhida sobre o enfoque da realidade, de forma a verificar se as respostas e </font></p>
<p><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">modelos</font><font face="Trebuchet MS"> apresentados por cada uma delas são aceitáveis e se possuem lógica. Da mesma forma que uma pessoa não utilizaria óculos com lentes desfocadas para ver o mundo, assim também, no âmbito das cosmovisões, ninguém tem a intenção (pelo menos em sã consciência) de viver sob a influência de uma cosmovisão completamente desvirtuada, que apesar da aparência de perfeição, levará a pessoa para um trágico final.</font><font face="Trebuchet MS"> </font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS">Segundo Gordon Clark &#8220;Se um sistema pode fornecer soluções plausíveis para muitos problemas enquanto outro deixa questões sem respostas, se um sistema tende ao ceticismo e dá mais significado à vida, se uma cosmovisão é consistente enquanto que outras são autocontraditórias, quem pode nos negar, visto que devemos escolher, o direito de escolher o primeiro princípio mais promissor?&#8221;.</font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS"> </font></p>
<p><font face="Trebuchet MS"></font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS"><strong>A Bíblia e a cosmovisão cristã</strong></font></p>
<p><font face="Trebuchet MS">Baseado nessa necessidade e direito de escolha de cada pessoa é que os cristãos apresentam a sua cosmovisão a qual em seu teor </font><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">oferece</font><font face="Trebuchet MS"> à humanidade as respostas mais contundentes para as suas maiores indagações. Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Qual o propósito da vida? Por que o mal existe?</font><font face="Trebuchet MS"> </font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS">Nesse tom, Charles Colson e Nancy Pearcey argumentam que o cristianismo vai além de João 3.16, além da fé privada e da salvação pessoal. Ele é nada menos que a estrutura para a compreensão total da realidade. É a forma de ver a própria vida. Ele vai além da mera realização de &#8220;eventos espirituais&#8221; e agendas festivas, sobretudo, é responsável por redimir toda uma cultura em decadência e implantar o padrão bíblico de vivência. Seus princípios abordam todos os campos de atuação do homem. Seus fundamentos adentram nos vários extratos sociais e intelectuais da sociedade, numa síntese daquilo que disse Cristo: &#8220;Vós sois do sal da terra e a luz do mundo&#8221;.</font></p>
<p><font face="Trebuchet MS">Acontece que muitos olham para o cristianismo, em especial para os protestantes, e pensam que suas atividades estão relacionadas simplesmente ao âmbito espiritual, cujos assuntos principais são oração, santidade, fé, etc. e que o seu objetivo é simplesmente a realização de cultos avivados, onde as coisas da &#8220;sociedade&#8221; nada interferem ou tem a ver com a vida religiosa. </font><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">Mas</font><font face="Trebuchet MS"> esse é um pensamento equivocado. O cristianismo tem muito a dizer sobre a vida, trabalho, sexualidade, educação, política, e sobre muitas outras coisas presentes na sociedade, </font><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">já</font><font face="Trebuchet MS"> que o pensamento cristão é mais que uma crença particular. Nas palavras de Colson: &#8220;O cristianismo oferece uma cosmovisão compreensível que cobre todas as áreas da vida, todos os aspectos da criação. Somente o cristianismo oferece uma maneira de ver o mundo de acordo com o mundo real&#8221; </font><font face="Trebuchet MS">Uma das diferenças entre as demais cosmovisões e a cristã, </font><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">está</font><font face="Trebuchet MS"> no fato de que </font><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">na cosmovisão cristã</font><font face="Trebuchet MS"> toda </font><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">hipótese</font><font face="Trebuchet MS"> e convicção são formados e testados pelas Escrituras Sagradas reveladas por Deus. É exatamente ela que apresenta o núcleo da forma de pensar do cristão (ou pelo menos deveria ser). Os fundamentos da cosmovisão cristã estão presentes nela. Suas idéias possuem um encadeamento lógico e racional, podendo sem facilmente compreendido por qualquer pessoa.</font><font face="Trebuchet MS"> </font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS"> </font></p>
<p><font face="Trebuchet MS"></font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS"><strong>Criação – De onde viemos, e quem somos?</strong></font></p>
<p><font face="Trebuchet MS">Enquanto várias teorias acerca da criação do universo e da origem do homem são inventadas e estudadas pela ciência, Deus revela em sua Palavra que todo o universo foi Criado por Ele (No principio criou Deus o céu e a terra Gn 1.1). O cosmos não é resultado do acaso. Não somos frutos de poeiras estelares. O planeta terra não é resultado de explosão sem causa. O homem não é descendente de amebas do pântano e de macacos. Pelo contrário, tanto o universo, quanto todas as demais coisas, foram criadas pelo próprio Deus. Não é nenhum acidente que a distância entre o Planeta Terra e Sol faz deste planeta o único lugar onde pode existir </font><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">vida</font><font face="Trebuchet MS">. Não é nenhum acidente que o eixo de rotação da Terra tem uma inclinação de 23,5º produzindo as quatro estações do ano, ou que a Terra gira uma vez a cada 24 horas produzindo o dia e a noite. A complexidade e a beleza do universo e de todas as criaturas demonstram a impossibilidade de que sejamos resultados de meros efeitos físicos. Davi disse: &#8220;<strong>Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos</strong>&#8221; (Salmo 19:1). Portanto, somos filhos de Deus, criados para o seu louvor e glória!</font><font face="Trebuchet MS"> </font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS"> </font></p>
<p><font face="Trebuchet MS"></font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS"><strong>Queda – O que aconteceu de errado com o mundo?</strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS">Não é preciso ser estudioso para entender que existe alguma coisa de errado com o mundo (leia-se: com a humanidade). O aumento da violência e da promiscuidade são somente alguns dos exemplos. Tal decadência teve inicio há muito tempo, com o primeiro homem, Adão. Apesar de ter sido criado perfeitamente por Deus, ele escolheu desobedecer ao próprio Criador. O pecado trouxe a morte ao mundo, a morte física e, pior ainda, a morte espiritual. Ainda, o solo se tornou menos fértil e a comida mais escassa. O homem começou a trabalhar mais para obter menos. A humanidade também perceberia logo o efeito que o pecado tem nas relações humanas: crueldade, assassinato, lascívia e desarmonia. Paulo disse da seguinte forma: &#8220;Porque o <strong>salário do pecado</strong> é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor&#8221;, Rm 6.23. Portanto, o que aconteceu de errado, e o motivo do sofrimento no mundo é exatamente o pecado original cometido pelo homem.</font></p>
<p><strong></strong></p>
<p align="justify"><strong><font color="#ff00ff" face="Trebuchet MS"> </font></strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p align="justify"><strong><font face="Trebuchet MS">Redenção – O que podemos fazer para consertar isso?</font></strong></p>
<p><strong><font face="Trebuchet MS">Em meio à turbulência social e moral </font></strong><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">percebida</font><font face="Trebuchet MS"> no meio da sociedade, </font><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">devido</font><font face="Trebuchet MS"> ao pecado original, muitas propostas têm sido defendidas para a solução do problema do mundo. Uma delas é a auto-ajuda, segundo a qual o próprio homem é pode resolver todos os seus males. No entanto, o homem sozinho é incapaz de resolver um erro que ele mesmo cometeu. Assim, Deus na sua inefável sabedoria, realiza o ato que é o centro da fé cristã: Ele entrega o seu Filho, Jesus Cristo, para que, sendo morto no lugar do homem, pudesse apagar os seus pecados. E é o acontece. O Cristo deixa seu trono, desce às regiões terrenas, encarna-se, e morre no nosso lugar. Ele nos amou tanto que morreu em uma cruz para pagar o preço dos nossos pecados. E ele oferece a cada um de nós o perdão. Jesus Cristo é o único Caminho através do qual o homem pode ser perdoado e viver eternamente com Deus. E se nós queremos ser perdoados por Deus, nós devemos aceitar o presente que ele nos oferece livremente. </font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS">O interessante da cosmovisão cristã reside no fato dela ser simples, como disse C. S Lewis, como tema de seu livro, &#8220;Cristianismo puro e simples&#8221;. No entanto, simplicidade não é sinônimo de inverdade ou erro. Pelo contrário, as maiores verdades são simples. Tanto que o pensamento cristão vem ao longo de toda a sua história superando todos os desafios que lhe foram propostos, desde a Igreja primitiva, onde os cristão foram perseguidos, passando pelo período do iluminismo racionalista, o tempo do comunismo, e, atualmente, o pós-modernismo relativista. Em todos estes contextos, a cosmovisão cristã, guardada por próprio Deus, não sucumbiu. Afinal, como disse Jesus: &#8220;<strong>As portas do inferno não prevalecerão!</strong>&#8221; Mt. 16.18</font></p>
<p><font face="Trebuchet MS">Deve-se anotar, porém, que o principal fundamento do pensamento cristão não </font><font color="#ff0000" face="Trebuchet MS">está</font><font face="Trebuchet MS"> simplesmente em respostas intelectuais para a mente humana. Posto que a lógica e a inteligência são somente meios de se compreender toda a realidade, especialmente do cristianismo. Por outra via, a base para o relacionamento com Deus chama-se <strong>FÉ</strong>, e como disse o escritor aos Hebreus, &#8220;Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêm&#8221; Hb.11.1. A vida cristã, então, tem como primazia o relacionamento e a comunhão do homem com Deus, por meio de Cristo Jesus. A salvação, a transformação a nova vida e a paz (aquela que excede todo entendimento) provindas deste relacionamento é que dá ao cristão a razão de viver.</font><font face="Trebuchet MS"> </font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS"><strong><font color="#ff0000">Valmir Nascimento Milomem Santos,</font></strong></font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS"></font><font color="#ff0000">é advogado e educador cristão</font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS"> </font></p>
<p><font face="Trebuchet MS"></font></p>
<p align="justify"><font face="Trebuchet MS"><strong> </strong></font></p>
]]></content:encoded>
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		<title>DESAFIOS DA CONTEMPORANEIDADE AO MUNDO EVANGÉLICO</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Apr 2007 16:58:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valmir Nascimento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cosmovisão]]></category>

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		<description><![CDATA[por Samuel Pinheiro A Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias dentro do programa de actividades da área de Ciência das Religiões (Licenciatura, Centro de Estudos e Revista), lançou um Ciclo de conferências sobre o tema geral &#8220;Desafios da Contemporaneidade às Religiões&#8221;. A primeira destas conferências teve lugar no dia 13 de Abril sobre os &#8220;Desafios [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.comoviveremos.com/2007/04/desafios-da-contemporaneidade-ao-mundo-evangelico/&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=640&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;locale=pt_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:640px; height:px"></iframe></div><p align="justify"><em><strong><font color="#ff0000">por Samuel Pinheiro</font></strong></em></p>
<p align="justify">A Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias dentro do programa de actividades da área de Ciência das Religiões (Licenciatura, Centro de Estudos e Revista), lançou um Ciclo de conferências sobre o tema geral &#8220;Desafios da Contemporaneidade às Religiões&#8221;. A primeira destas conferências teve lugar no dia 13 de Abril sobre os &#8220;Desafios ao Mundo Evangélico&#8221; na qual participaram o Dr. Timóteo Cavaco (Secretário-Geral da Sociedade Bíblica Portuguesa), o Arq. Samuel R. Pinheiro (Secetário Executivo da Aliança Evangélica Portuguesa) e como moderador, o Pastor Paulo Branco (Assembleia de Deus e Assessor da Direcção da Licenciatura em Ciência das Religiões da Un. Lusófona). Reproduzimos a intervenção do Arq. Samuel R. Pinheiro.<span id="more-210"></span></p>
<p align="justify"><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p align="justify">Quero antes de tudo o mais agradecer o convite que me foi feito para participar na abertura deste ciclo de painéis, de reflexão, diálogo e debate, sobre os Desafios da Contemporaneidade às Religiões e dar os meus parabéns aos organizadores pela escolha da temática que considero extremamente pertinente.</p>
<p align="justify">Ainda em termos de introdução gostaria de ressaltar que a nossa contemporaneidade é extremamente heterogénea e confusa, sujeita a mudanças vertiginosas e avassaladoras. Pensando apenas no nosso contexto português creio que todos concordamos que vivemos numa realidade em que tanto a pré-modernidade, como a modernidade e a pós-modernidade estão presentes e não são estanques. Por outro lado a velocidade a que se processam as mudanças e aquelas que foram certamente abertas com os resultados do recente referendo (11.2.2007) sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, torna difícil uma radiografia da contemporaneidade. Não é fácil pois seleccionar os desafios que nos são colocados, sistematizar cada um deles e apontar algumas linhas de acção.</p>
<p align="justify">Decidimos dividir a apresentação em três partes que consideramos igualmente significativas no contexto do tema que nos foi proposto e que aqui nos trás para reflexão: os desafios que a contemporaneidade nos coloca como comunidade evangélica, o que eles implicam na postura da mesma e os desafios que ela tem a apresentar à contemporaneidade. Julgo que cada uma destas leituras é indispensável no entendimento global do assunto. Se é verdade que a contemporaneidade nos coloca desafios que não podemos ignorar se queremos ser relevantes e ter capacidade de interacção e comunicação com a nossa sociedade, também não é menos verdade que a comunidade evangélica tem desafios que a contemporaneidade não pode ignorar nas estruturas e instituições que a enformam. A Comissão da Liberdade Religiosa realizou no passado mês de Março, dias 16 e 17, o seu II Colóquio subordinado ao tema A Religião Fora dos Templos. No meu entender é precisamente aqui, fora dos templos, que a presença e a acção evangélica faz sentido. Os meios de comunicação social, a educação, a investigação científica, as decisões políticas, as intervenções sociais, os modelos de desenvolvimento, os projectos culturais, não podem ser alheios à realidade religiosa.</p>
<p align="justify"><strong>OS DESAFIOS DA CONTEMPORANEIDADE</strong></p>
<p align="justify">Começando pelos desafios colocados pela contemporaneidade ressalto entre muitos outros que poderíamos inventariar: a SECULARIZAÇÃO, o PLURALISMO RELIGIOSO e o RELATIVISMO ÉTICO.</p>
<p align="justify"><strong><u>Secularização</u></strong></p>
<p align="justify">A secularização consiste, no nosso entender, num processo de empurrar a dimensão espiritual e o que dela decorre para o foro íntimo do indivíduo, para a sua privacidade, retirando-lhe a legitimidade de se expressar e de se viver na praça pública, no dia-a-dia das questões sociais, culturais, políticas, económicas, morais e éticas, académicas, científicas e filosóficas.</p>
<p align="justify">As estatísticas revelam que tanto em Portugal como na Europa a percentagem dos cidadãos que se consideram religiosos é largamente maioritária. No entanto constata-se que a vivência do quotidiano é feita muitas das vezes sem uma referência articulada, conjugada, integrada e harmonizada com a fé.</p>
<p align="justify">A fé cristã só faz sentido nas implicações que encerra para com a realidade qualquer que ela seja. Um cristianismo não praticante é em si mesmo contraditório. Uma prática cristã limitada às celebrações litúrgicas também não corresponde à sua essência. Só é possível viver o cristianismo no todo da vida humana, tanto no privado como no público, na família como na profissão, nos relacionamentos pessoais como na política. Nancey Pearcey, no livro Verdade Absoluta, citando dois pensadores cristãos evangélicos, um do século XIX e outro do século XX, refere a este respeito:</p>
<p align="justify"><font color="#0000ff">“O evangelho é como um leão enjaulado”, disse o grande pregador baptista Charles Spurgeon. “Não precisamos defendê-lo, só precisamos deixar que saia da jaula.” Hoje, a jaula é nossa acomodação à divisão secular/sagrado que reduz o cristianismo a questão de crença pessoal e particular. Para destrancarmos a jaula, precisamos nos convencer de que, como disse Francis Schaeffer, o cristianismo não é mera verdade religiosa, mas a verdade total – a verdade sobre a totalidade da realidade. (Verdade Absoluta, Nancy Pearcey, Editora CPAD, Rio de Janeiro, 2006, pp. 20)</font></p>
<p align="justify">A mesma autora, servindo-se de outra citação, refere um pouco mais adiante:</p>
<p align="justify"><font color="#0000ff">Todos concordamos com Dorothy Sayers que disse que se a religião não fala com nossa vida de trabalho, então não tem nada a dizer sobre o que fazemos a maior parte do tempo; portanto, não admira que as pessoas digam que a religião é irrelevante! “Como alguém pode permanecer interessado numa religião que não se interessa com 90% da vida?” (Verdade Absoluta, Nancy Pearcey, Editora CPAD, Rio de Janeiro, 2006, pp. 39)</font></p>
<p align="justify">É verdade que a experiência cristã é pessoal e individual. Cada indivíduo é chamado a relacionar-se pessoalmente com o seu Criador, mas essa vivência traduz-se em todo e qualquer aspecto da sua existência.</p>
<p align="justify">É verdade que o cristianismo evangélico não é um programa político nem pode impor-se por via legislativa. Aquilo que algumas vezes se chama de cultura cristã mais não é do que uma negação do próprio cristianismo. Dizer-se que vivemos num país cristão acaba por muitas vezes comprometer seriamente o sentido do que significa ser cristão. Mesmo assim existe um mandato cultural no cristianismo que passa pela vivência de cada cristão e pelo seu entendimento do modo como a sociedade se deve organizar e estruturar. Neste contexto o movimento evangélico como um todo e os cristãos evangélicos individualmente, como cidadãos de corpo inteiro, não podem demitir-se nem aceitar serem excluídos do debate de temas como o ensino da sexualidade nas escolas públicas, ou do criacionismo e do evolucionismo nos currículos do ensino oficial em qualquer um dos graus de ensino. A motivação deve estar centrada no contributo para a saúde e o bem-estar, bem como para a descoberta e afirmação da verdade acerca das nossas origens e do que elas representam na forma como vivemos toda a nossa vida e nos posicionamos face à eternidade.</p>
<p align="justify">Pessoalmente considero que tanto diante da secularização como do nominalismo religioso, das espiritualidades místicas como do legalismo religioso, é indispensável que “o novo nascimento” proposto por Jesus Cristo como única possibilidade de fazer parte do Reino de Deus seja evidenciado.</p>
<p align="justify">Se por um lado não podemos escamotear o chamado mandato cultural que o evangelho encerra e que se traduz na presença no mundo das artes, da literatura, da filosofia, da ciência, da política, da economia; não podemos deixar de apontar tudo isso para a origem e para a raiz de onde tudo procede e brota, e sem a qual não existe genuína experiência e vida cristã.</p>
<p align="justify">Na área académica o secularismo manifesta-se através de uma postura naturalista que exclui à partida qualquer hipótese de referência ao divino, à inteligência suprema e ao sobrenatural. Os pressupostos desta postura condicionam a filosofia da ciência e determinam e sustentam a investigação e a compreensão dos factos e dos fenómenos principalmente quando eles abordam questões como a origem do universo, da vida, e da existência humana; quando se pronunciam sobre os milagres e toda e qualquer afloramento do sobrenatural.</p>
<p align="justify">O Prof. Dr. Jónatas Machado recentemente numa conferência na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (21.3.2007), cujo texto pode ser consultado no Portal Evangélico (www.portalevangelico.pt) sobre o tema geral Evolucionismo v. Criacionismo, a que deu o título O Paradigma do Naturalismo, referia na introdução:</p>
<p align="justify">Homens como Lyell, Comte, Darwin, Huxley, Haeckel, Mayr, Sagan, Lewontin, Gould, Eldredge, Dawkins, Dennett, Pinker, Hawking, etc., têm sustentado que toda a ciência tem necessariamente que ser naturalista, isto é, tem que excluir liminarmente qualquer possibilidade de causas sobrenaturais. Estes e outros cientistas decretaram que no Universo não há qualquer lugar para Deus e para a análise dos efeitos da sua acção. Para eles, o facto de essa ser a sua profunda convicção filosófica e ideológica é razão mais do que suficiente para que todos aceitem doravante essa determinação e construam a ciência de acordo com ela. A verdadeira ciência, dizem, só pode ser naturalista. A mesma só pode investigar as relações de causa efeito entre matéria e energia, no tempo e no espaço.</p>
<p align="justify">Quem pretender afirmar algo diferente não pode ser cientista. Quem ousar defender que existem efeitos naturais inexplicáveis unicamente por causas físicas naturais está irremediavelmente condenado a permanecer fora da ciência. Note-se, porém, que este tipo de naturalismo não é totalmente neutro, do ponto de vista ideológico. O mesmo toma um partido bem definido relativamente à questão da “natureza da natureza”, na medida em que tem subjacente uma compreensão estritamente física e materialista da natureza, excluindo a possibilidade de a natureza conter uma dimensão imaterial (v.g. informação, estrutura matemática ou computacional), para além da matéria e da energia. É que, por si só, a existência de informação ou de uma estrutura matemática remete imediatamente para a possibilidade de uma causalidade inteligente. Sucede que este entendimento, longe de promover a objectividade e o pensamento crítico na ciência, como pretendem os naturalistas, é a “mãe de todas as tautologias”.</p>
<p align="justify">Esta tendência exige da parte da comunidade evangélica um empenhamento cada vez maior na reflexão e no questionamento de uma certa contemporaneidade e dos seus pressupostos, apontando as consequências que daí derivam tanto éticas como espirituais, nas relações sociais, na identidade do homem e no seu projecto de vida. Uma sociedade e uma cultura materialista na qual o homem é visto mais como objecto ou máquina do que como pessoa, arrasta a humanidade para insensibilidade e a indiferença e é geradora de morte. O amor, o altruísmo e a solidariedade estão para lá das reacções químicas.</p>
<p align="justify">“Uma razão que crê e uma fé que pensa” é o mote de uma relação complementar entre a razão e a revelação, entre a ciência e a fé. Quando o humanismo significa o homem preso dentro de si próprio e acorrentado aos seus próprios horizontes, há muito que fica por alcançar pela razão e pelo coração.</p>
<p align="justify"><strong><u>Pluralismo religioso</u></strong></p>
<p align="justify">O pluralismo religioso é um dado adquirido na sociedade contemporânea. De alguma forma podemos dizer que o cristianismo nasceu por um lado no seio de uma cultura religiosa restrita no contexto judaico e por outro em meio ao pluralismo da cultura romana que nem sempre teve a capacidade suficiente de integrar e lidar, de modo tolerante, com os conteúdos do evangelho de Jesus Cristo. Existe nos vários momentos da história da Igreja cristã, para não dizer em todos eles, uma igreja perseguida, marginalizada e maltratada.</p>
<p align="justify">Não podemos ignorar que a história do cristianismo também tem sido feita com uma associação e conivência com o poder instituído e lançando mão da perseguição, da força e da violência para impor as suas ideias. Existe também uma Igreja enfeudada ao poder estabelecido, quando não mesmo sendo a alavanca e o sustentáculo dos privilégios fomentados. Esta é a face da moeda que normalmente os críticos preferem e exploram com alguma razão, mas perdendo-a quando ignoram a outra face e quando escamoteiam a violência perpetrada pelas ideologias tidas como não religiosas, ateias e laicistas.</p>
<p align="justify">Diante do pluralismo religioso o evangelho afirma a singularidade e a exclusividade de Jesus Cristo como único Mediador entre Deus e os homens, como Emanuel – Deus connosco, como o Verbo – Logos divino. É aqui que se articula a essência evangélica assumindo por um lado o respeito absoluto por toda e qualquer expressão do religioso e do espiritual e, por outro, a afirmação gentil e mansa da convicção absoluta de que diante de Jesus Cristo estamos perante o próprio Deus entre nós. Tanto uma como outra postura fazem parte da identidade evangélica e sem qualquer delas não é possível assumi-la, dar-lhe expressão e vivê-la.</p>
<p align="justify">Muitas vezes o pluralismo religioso é tido como incompatível com a apresentação e defesa das diferenças e do debate claro e transparente das ideias, resvalando-se para o sincretismo ou para frases feitas como “a religião não se discute”, “cada um tem a sua fé”, “isso é proselitismo e fundamentalismo”, etc. Considero que só há verdadeira tolerância em liberdade quando não se tem qualquer receio de debater, discutir, confrontar ideias e argumentos. Porque razão o religioso há-de ser entendido e percebido de forma diferente do científico e do político, em que o debate de ideias e de propostas é essencial ao conhecimento e à democracia?</p>
<p align="justify">Não podemos abordar a questão do pluralismo religioso sem uma referência explícita ao fundamentalismo, até porque nos meios de comunicação vários comentadores e analistas têm identificado e caracterizado o movimento evangélico como tal. Enquanto o fundamentalismo foi usado para designar um movimento de retorno às raízes bíblicas da tradição cristã em contraposição ao liberalismo teológico (o que raramente aconteceu) a designação não nos causava qualquer tipo de embaraço ou mal-estar. A partir do momento em que ele surge associado ao terrorismo, as coisas mudam de figura. Confesso que algumas vezes considero que o uso do termo é feito por má-fé mais do que por ignorância, na medida em que, mesmo em estudos académicos, não são feitas as devidas destrinças históricas. Se é responsabilidade da comunidade evangélica elucidar acerca do assunto, na maior parte dos casos o acesso aos meios não lhes é proporcionado ou, melhor dizendo, é-lhes vedado.</p>
<p align="justify"><strong><u>Relativismo ético</u></strong></p>
<p align="justify">Vivemos um tempo em que os valores éticos deixaram de ser considerados universais, imutáveis e eternos. Do aborto à eutanásia, da pedofilia à homossexualidade, lidamos hoje em dia com profundas alterações aos valores milenares em que assentou a nossa cultura. O avanço da ciência em questões como a manipulação genética e a clonagem trazem-nos novas situações às quais é preciso dar resposta tendo em consideração a ética cristã. Muitas vezes a rapidez com que se exige uma decisão e a acusação de que a fé se opõe ao desenvolvimento científico dificultam o diálogo construtivo.</p>
<p align="justify">Uma vez mais o evangelho exige de nós uma postura de compreensão e aceitação das pessoas quaisquer que sejam as suas opções e orientações, sem contudo deixar de afirmar, acima de tudo pelas atitudes e comportamentos, os valores e princípios em que acreditamos porque consideramos que estão sediados e emanam do carácter de Deus.</p>
<p align="justify">Temos diante de nós o desafio que encontramos personificado na pessoa de Jesus Cristo que sendo sem qualquer defeito ou pecado, atraía a si, convivia e era acusado pelos religiosos legalistas de “amigo de pecadores e publicanos”.</p>
<p align="justify">Nancey Pearcey no livro já referenciado regista como a fé é determinante no modo como entendemos o comportamento e os valores que o sustentam em contraposição a outras perspectivas que partem de cosmovisões distintas:</p>
<p align="justify"><font color="#0000ff">Os marxistas afirmam que, no final das contas, o comportamento humano é moldado pelas circunstâncias económicas; os freudianos atribuem tudo a instintos sexuais reprimidos; e os psicólogos comportamentais encaram os seres humanos pela óptica de mecanismos de estímulo-resposta. Todavia, a Bíblia ensina que o factor dominante nas escolhas que fazemos é nossa crença suprema ou compromisso religioso. Nossa vida é talhada pelo “deus” que adoramos – quer o Deus da Bíblia quer outra deidade substituta. (Verdade Absoluta, Nancy Pearcey, Editora CPAD, Rio de Janeiro, 2006, pp. 26)</font></p>
<p align="justify">O desafio consiste em mostrar pela argumentação e pela prática a validade dos pressupostos cristão no comportamento e nas decisões.</p>
<p align="justify">Não podemos deixar de aqui fazer uma referência aos problemas diante dos quais a humanidade hoje está colocada, como são os casos das armas de destruição maciça e a destruição do meio ambiente que nos remete para cenários catastróficos, requerem uma acção concertada embora muitas vezes sem a percepção clara de como se pode efectivamente intervir e com a impressão de que as esferas decisoras estão para lá da capacidade individual de influência e intervenção.</p>
<p align="justify">Outras questões importantes no domínio ético prendem-se com a reflexão sobre a liberdade de expressão quando está em causa a pornografia, a violência gratuita em programas de televisão ou a corrosão da imagem da família tradicional.</p>
<p align="justify">São também temas incontornáveis que carecem de uma continua intervenção da Igreja a desigualdade social que se verifica a nível global e nacional. O papel das Igrejas e das organizações e instituições a ela ligadas que desenvolvem todo um trabalho de apoio aos mais desfavorecidos é de uma dimensão que não está devidamente avaliada, mas da qual as sociedades e os Estados não podem prescindir.</p>
<p align="justify"><strong>OS DESAFIOS POR DENTRO DA COMUNIDADE EVANGÉLICA</strong></p>
<p align="justify">Para lidar com cada um destes desafios as Igrejas evangélicas necessitam no meu entender de considerar três aspectos fundamentais da sua essência.</p>
<p align="justify"><strong>“Ouça o Espírito Ouça o Mundo”</strong></p>
<p align="justify">O teólogo inglês John Stott traduziu de uma forma muito sintética e objectiva a postura que como evangélicos devemos assumir no título de uma das suas obras: “Ouça o Espírito Ouça o Mundo”. Ele mesmo é um exemplo dessa atitude. A dado passo do seu livro refere:</p>
<p align="justify"><font color="#0000ff">(&#8230;) somos chamados ouvir em dobro, ou seja, ouvir tanto a Palavra quanto o mundo. É um truísmo dizer que precisamos ouvir a Palavra de Deus, a não ser, talvez, que precisamos ouvir a ele com mais atenção e humildade, prontos para deixá-lo confrontar-nos com uma palavra inquietante e inesperada. (John Stott, Ouça o Espírito Ouça o Mundo, Editora ABU, pp. 29)</font></p>
<p align="justify">Ouvimos o Espírito principalmente através dos textos inspirados da Bíblia Sagrada como inerrante Palavra de Deus, sempre actual e pertinente em cada época e em cada momento, para cada uma das realidades que a humanidade em geral e o homem em particular enfrentam. Senão soubermos escutar com a devida atenção o que Deus nos diz, não teremos possibilidade de propor à nossa geração a mesma atitude de escuta e de reflexão. Antes de falar temos de saber ouvir.</p>
<p align="justify">A leitura, reflexão e interpretação da Bíblia são para a comunidade evangélica decisivas na aceitação da sua inspiração verbal e da sua inerrância. Consideramos que o próprio Deus nos fala na nossa língua, de modo a que o ouçamos e entendamos.</p>
<p align="justify">Para comunicarmos precisamos compreender as realidades, os desafios, os medos e os sonhos do mundo em que vivemos. Daí também a necessidade de escutarmos com toda a atenção as vozes do mundo que nos rodeia.</p>
<p align="justify">O conhecimento académico nas áreas da história e da arqueologia, da exegese e da hermenêutica, da astrofísica e da biologia, requerem uma atitude aberta e receptiva de diálogo e confronto de ideias.</p>
<p align="justify">O diálogo com a cultura ou com as culturas é um desafio que tem atravessado as eras e que continua na ordem do dia. Bem como o diálogo com as diferentes religiões e com a ciência. As tensões e as rupturas do passado não nos podem inibir antes estimular na sua continuidade. Não esperamos estar sempre de acordo, mas lidar com naturalidade com as diferenças de opinião quando se parte de pressuposições distintas, confrontando-as e sujeitando-as continuamente ao escrutínio da revelação e da razão.</p>
<p align="justify"><strong><u>Apologética</u></strong></p>
<p align="justify">A apologética cristã tem sido uma componente da reflexão crítica da fé diante das realidades culturais de cada época.</p>
<p align="justify">A literatura evangélica está recheada de obras que desafiam o pensamento para a cosmovisão cristã em cada época. Da pré-modernidade, à modernidade e à pós-modernidade a mente cristã produziu um vasto espólio de reflexão, na explicação e na defesa dos fundamentos da fé bíblica.</p>
<p align="justify">A apologética cristã desenvolve-se em três níveis fundamentais: no que diz respeito aos conteúdos da própria fé cristã tanto no plano doutrinário como no ético, no confronto com a heterodoxia e no diálogo com as religiões.</p>
<p align="justify">A contemporaneidade exige da parte da Igreja no século XXI como no século I, no berço da Igreja cristã, um trabalho metódico e rigoroso no sentido de apresentar e explicar de forma acessível, a quem está interessado, a essência da fé cristã, sem subverter e adulterar os seus conteúdos bíblicos.</p>
<p align="justify">Incluo neste ponto a necessidade da utilização dos meios mais adequados e da linguagem apropriada para dar a conhecer o pensamento cristão evangélico.</p>
<p align="justify"><strong><u>Vivência</u></strong></p>
<p align="justify">Se a capacidade de ouvir e de falar numa linguagem em que sejamos efectivamente compreendidos é decisiva face aos desafios que a contemporaneidade nos coloca, a vivência dos valores cristãos de amor, perdão e serviço, é o ponto essencial da resposta evangélica.</p>
<p align="justify">Os melhores argumentos perante a secularização, o pluralismo religioso e o relativismo ético são os que se prendem com a vida. Nem sempre Jesus discutiu com os Seus contemporâneos de há dois mil anos as razões da Sua identidade e do Seu ensino. Algumas vezes Jesus limitou-se a convidar os cansados e sobrecarregados a chegarem-se a Ele e serem aliviados, aprenderem d’Ele e encontrarem descanso. O evangelho aponta para uma experiência pessoal com o próprio Cristo. Antes de ser um corpo de doutrinas e um articulado de valores éticos, o cristianismo é um relacionamento pessoal com um Cristo vivo.</p>
<p align="justify">É por isso que perante a contemporaneidade nos sentimos compelidos a apresentar a pessoa de Jesus tal e qual nos é apresentada nos evangelhos. Para nós o Cristo da fé tem que corresponder ao Cristo histórico, ou seja o Cristo da fé é o mesma da história. O relato dos evangelhos é para nós totalmente fidedigno e tem que ser liberto de todos os modismos a que o pretendam prender.</p>
<p align="justify"><strong>OS DESAFIOS DO CRISTIANISMO EVANGÉLICO PARA A CONTEMPORANEIDADE</strong></p>
<p align="justify">Diante de uma cultura contemporânea amarrada pelo materialismo e pelo naturalismo em que o homem surge como produto do acaso, vindo do nada e a caminho do nada, sem propósito e sem desígnio, como “uma encomenda postal da parteira para o coveiro”; prisioneiro do prazer a qualquer preço em que prevalece o “comamos e bebamos que amanhã morreremos”; sozinho e entregue a si mesmo sem qualquer resposta do exterior às suas mais íntimas questões e ansiedades.</p>
<p align="justify">Ou de uma cultura também contemporânea em que o espiritual se resume ao formalismo religioso traduzido por um conjunto de liturgias.</p>
<p align="justify">Ou de uma cultura contemporânea em que a espiritualidade propõe a fé na fé.</p>
<p align="justify">Os evangélicos e as igrejas evangélicas têm, através da Bíblia Sagrada, um desafio a propor consagrado numa cosmovisão cristã tanto ao pensamento quanto ao estilo de vida, tanto ao tempo quanto ao futuro e à eternidade, tanto ao físico quanto ao espiritual e que se pode traduzir e sintetizar em três afirmações principais que podem ser expressas por tês palavras-chave – CRIAÇÃO, QUEDA E REDENÇÃO.</p>
<p align="justify"><strong>Criação: Como tudo começou? De onde viemos?</strong></p>
<p align="justify">- No princípio Deus criou os céus e a terra e o homem à Sua imagem e semelhança como um ser livre e responsável. A explicação do como nunca substituirá a realidade do Quem, do porquê e do para quê.</p>
<p align="justify"><strong>Queda: O que deu errado? Qual a fonte do mal e do sofrimento?</strong></p>
<p align="justify">- Na sua liberdade o homem decidiu levar por diante o seu próprio projecto, viver a vida à sua própria maneira, decidir por si mesmo o certo e o errado, emancipar-se de Deus e governar-se a si mesmo. A Bíblia não apresenta um homem em evolução, mas um homem decaído da sua vocação original. Apesar disso confere ao homem uma dignidade que não pode ser superada e um destino que não pode ser comprometido.</p>
<p align="justify"><strong>Redenção: O que fazer a esse respeito? Como consertar o mundo?</strong></p>
<p align="justify">- Deus não desistiu do homem e de modo pedagógico ao longo da história e em Jesus Cristo consumou o plano da reconciliação dando a conhecer Quem de facto é e o que o homem pode ser n’Ele. A restauração do homem à sua vocação original, entretanto elevado à condição de filho de Deus, é pela graça e não pelas obras, pelos méritos ou por virtudes especiais. É o âmago do evangelho que a Bíblia traduz pela palavra graça. A graça é o favor divino. Este é o distintivo do cristianismo. Não é o esforço humano que conquista Deus e a bem-aventurança. A relação com Deus é restaurada pela dádiva imerecida. Não há mensagem mais revolucionária para uma sociedade assente na competição, na selecção natural e no poder do mais forte.</p>
<p align="justify"><strong>CONCLUSÃO</strong></p>
<p align="justify">A terminar podemos igualmente afirmar que os desafios da contemporaneidade às igrejas evangélicas radicam nos três pilares que tornaram o movimento da reforma protestante um movimento de ruptura com o obscurantismo, a prepotência religiosa e política, e a corrupção. Sola Scriptura – Sola Gracia – Sola Fide. Somente a Escritura – Somente a Graça – Somente a Fé.</p>
<p align="justify">Um outro princípio da Reforma apontava para uma reforma sempre em reforma, o que é hoje um desafio da fé e para a fé evangélica, da contemporaneidade e para a contemporaneidade.</p>
<p align="justify">&nbsp;</p>
<p align="justify"><strong>Samuel R. Pinheiro</strong></p>
<p align="justify"><strong>Fonte: <a href="http://www.portalevangelico.pt/noticia.asp?id=3262">http://www.portalevangelico.pt/noticia.asp?id=3262</a></strong></p>
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		<title>E se o Relativismo fosse verdade &#8211; Uma ilustração</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2007 01:35:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valmir Nascimento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pós-modernidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cosmovisão]]></category>

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		<description><![CDATA[por Matthew J. Slick (www.carm.org) &#8211; Translated into Portuguese by Hamilton B. Furtado Relativismo é a posição em que todos os pontos-de-vista são tão válidos quanto quaisquer outros e em que o indivíduo é a medida do que é verdade para si. Eu vejo um grande problema nisso. A seguir está uma ilustração para demonstrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.comoviveremos.com/2007/03/e-se-o-relativismo-fosse-verdade-uma-ilustracao/&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=640&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;locale=pt_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:640px; height:px"></iframe></div><p align="center"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"></span></p>
<p align="justify"><font color="#ff0000"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">por Matthew J. Slick (<a href="http://www.carm.org/">www.carm.org</a>) &#8211; </span><span style="font-family:Verdana;"><font size="2">Translated into Portuguese by Hamilton B. Furtado</font></span></font></p>
<p class="MsoNormal" align="justify"><span style="font-family:Verdana;"><font size="2">     Relativismo é a posição em que todos os pontos-de-vista são tão válidos quanto quaisquer outros e em que o indivíduo é a medida do que é verdade para si.<span id="more-141"></span>     Eu vejo um grande problema nisso. A seguir está uma ilustração para demonstrar por quê.<br />
O contexto: Um ladrão está sondando uma joalheria a fim de roubá-la. Ele entra para checar se há algum alarme visível, fechaduras, o espaço, etc. Neste processo ele inesperadamente se vê envolvido em uma discussão com o proprietário da joalheria, cujo passatempo é o estudo de filosofia e que acredita que a verdade e a moral são relativas.<br />
</font></span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">- Então – diz o proprietário – Tudo é relativo. É por isso que eu acredito que toda a moral não é absoluta é que certo e errado é algo que o indivíduo deve determinar dentro dos limites da sociedade. Mas não há um certo e errado absoluto.<br />
- É uma perspectiva muito interessante – diz o ladrão. &#8211; Eu entrei acreditando que existia um Deus e que existia certo e errado. Mas eu abandonei tudo isso e concordo com você que não existe um certo e errado absoluto e que nós somos livres para fazer o que queremos.<br />
O ladrão deixa a loja e volta à tarde para assaltar. Ele desarma todos os alarmes e travas e está no processo de roubar a loja. Neste momento entra o proprietário por uma porta lateral. O ladrão saca uma arma. O proprietário não pode ver a face do ladrão porque este usa uma máscara de ski.<br />
- Não atire em mim – diz o proprietário. – Por favor, pegue o que quiser e me deixe me paz.<br />
- É exatamente isso que eu pretento fazer. – Diz o ladrão.<br />
- Espere um pouco. Eu conheço você. Você é o homem que estava na loja hoje cedo. Eu reconheço sua voz.<br />
- Isso é muito ruim para você – diz o ladrão.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">- Porque agora você também sabe como eu sou.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">E como eu não quero ir para a cadeia eu vou ter que matar você.<br />
</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">- Você não pode fazer isso – diz o proprietário.<br />
- Por que não?<br />
- Porque não é certo. – implora o homem desesperado.<br />
- Mas você não me disse hoje cedo que não há um certo e errado?<br />
- Sim, mas eu tenho uma família, filhos que precisam de mim e uma esposa.<br />
- E daí? Eu tenho certeza que você tem seguro e eles vão faturar um bom dinheiro. Mas como não há certo ou errado não faz diferença se eu mato ou não você. E já que se eu deixá-lo vivo você irá me delatar e eu irei para a prisão. Lamento, mas isso não vai acontecer.<br />
- Mas é um crime contra a sociedade me matar.<br />
- Isso é errado porque a sociedade diz que é.  Como você pode ver, eu não reconheço o direito da sociedade impor moralidade sobre mim. Tudo é relativo. Lembra-se?<br />
- Por favor, não atire em mim. Eu lhe imploro. Eu prometo não contar para ninguém como você é.</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;"> </span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">Eu juro!<br />
</span><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">- Eu não acredito em você e não posso arriscar.<br />
- Mas é verdade! Eu juro que não conto para ninguém.<br />
- Desculpe, mas isso não pode ser verdade, porque não há verdade absoluta, não há certo nem errado, nem erro, lembra-se? Se eu deixar você viver e sair você vai quebrar sua promessa porque isso tudo é relativo. Nâo há chance de confiar em você. Nossa conversa esta manhã convenceu-me que você acredita que tudo é relativo. Por causa disso eu não posso crer que você irá conservar sua palavra. Eu não posso confiar em você.<br />
- Mas é errado me matar. Não está certo!<br />
- Para mim não é nem certo nem errado matar você. Uma vez que a verdade é relativa ao indivíduo, se eu matar você, esta é a minha verdade. E é obviamente verdadeiro que se eu deixá-lo vivo eu irei para a prisão. Lamento, mas você mesmo se matou.<br />
- Não! Por favor, não atire em mim. Eu lhe imploro.<br />
- Implorar não faz diferença.<br />
(Bang!)</span></p>
<p align="justify"><span style="font-size:10pt;font-family:Verdana;">     Se o relativismo é verdadeiro, então qual o problema em puxar o gatilho?<br />
Talvez alguém possa dizer que é errado tirar a vida de outra pessoa sem necessidade. Mas porque seria errado se não há um padrão de certo e errado?<br />
Outros podem dizer que é um crime contra a sociedade. Mas, e daí? Se o que é verdade para você é simplesmente verdade, então qual é o erro em matar alguém para se proteger depois de roubá-lo? Se o que é verdade para você que para se proteger você deve matar, então quem se importa com o que a sociedade diz? Por que alguém seria obrigado a se conformar com normas sociais? Agir assim é uma decisão pessoal.<br />
Embora nem todos os relativistas ajam de maneira não-ética, eu vejo o relativismo como um contribuidor para a anarquia geral. Por quê? Porque é uma justificação para fazer o que você quiser.</span></p>
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		<title>Cristão Totalflex</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2007 18:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Valmir Nascimento</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cosmovisão]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Valmir Nascimento Estava cá pensando com meus botões acerca do recente fenômeno do setor automobilístico brasileiro: os veículos totalflex. Como sabido os veículos com sistema flex nos seus mais variados nomes industriais &#8211; são aqueles que possuem a capacidade de utilizar pelo menos dois tipos de combustível: gasolina ou álcool. O sistema flex é um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.comoviveremos.com/2007/03/cristao-totalflex/&amp;layout=standard&amp;show_faces=false&amp;width=640&amp;action=like&amp;font=arial&amp;colorscheme=light&amp;locale=pt_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:640px; height:px"></iframe></div><p align="center"><font color="#993300"><strong>Por Valmir Nascimento</strong></font></p>
<p align="justify">Estava cá pensando com meus botões acerca do recente fenômeno do setor automobilístico brasileiro: os veículos totalflex.</p>
<p align="justify">Como sabido os veículos com sistema flex nos seus mais variados nomes industriais &#8211; são aqueles que possuem a capacidade de utilizar pelo menos dois tipos de combustível: gasolina ou álcool.</p>
<p align="justify">O sistema flex é um idéia genialmente brasileira que tem como objetivo dar mais opções para o motorista quanto ao tipo de combustível que utilizará em seu carro. Obviamente que a decisão por qual combustível usar recai geralmente naquele que se mostra mais viável ao seu bolso.</p>
<p align="justify">Trago esse tema à tona pois conheço outro local em que o sistema flex também é utilizado. Onde? Respondo: Na cabeça de muitos cristãos!</p>
<p align="justify">A questão é que muitos cristãos são flexíveis demais em relação à idéias/comosmovisões/culturas antagônicas às verdades bíblicas. Muitos conseguem, sem nenhum esforço, tolerar e conviver com ideologias que são opostas ao pensamento essencialmente cristão.</p>
<p align="justify">O cristão total flex, portanto, é aquele deixa entrar no tanque do seu cérebro toda sorte de combustíveis que possam contrariar a fé cristã. São cristãos que congregam pensamentos tanto bíblicos quanto mundanos.</p>
<p align="justify">Obviamente que o problema não reside simplesmente no pensamento por parte do cristão, mas sim, quando tal pensamento transforma-se em atos. O problema está no caráter comportamental. Nesse sentido, tem-se o caso de cristão de defendem o aborto, fazem apologia à homosexualidade e pedem pela liberação uso de drogas.</p>
<p align="justify">Ora, foi Jesus quem disse que não podemos servir a dois senhores, pois, certamente haveremos de agradar um e aborrecer o outro. E, ainda, disse Paulo, para não nos conformarmos com esse mundo. Em outras palavras, Paulo pede para sermos intolerantes em relação ao mundo. Pede para sermos inflexíveis!</p>
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