As peças ainda não estão bem encaixadas em nossas cabeças acerca do massacre ocorrido em Realengo no Rio de Janeiro. Estamos todos em busca de explicações sobre a tragédia. Psicanalistas e psicólogos tentam interpretar o perfil mental do assassino, Wellington Menezes de Oliveira. Teólogos de várias religiões são chamados a responder questões acerca da crença professada por ele. Peritos em segurança analisam o modo fácil com que adquiriu as armas e aprendeu a manuseá-las. Educadores investigam como os professores e alunos podem superar esse momento de sofrimento e insegurança.
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Acredito que esse grande interesse de todos e da mídia em tentar esclarecer os motivos e causas de tragédias, seja um reflexo de nossa inata necessidade em entender e com isso nos consolarmos pelo menos em parte de uma forma real e palpável e não de forma meramente subjetiva apelando apenas ao misticismo. Todos temos grande dificuldade em aceitar o inexplicável e a ciência, a psicologia a análise forense, etc, são eficazes nisso.