Muitas pessoas não conseguem compreender como a adoção da teoria darwinista pode afetar drasticamente a forma como encaramos a vida. Essas pessoas são cegas ante a evidência de que a entronização da teoria de Darwin possui implicações para além do “âmbito científico”, capaz de jogar por terra vários aspectos éticos dentro da esfera social.
Nancy Pearcey escreveu em seu blog [1]que não há nenhuma parte da vida, ao que parece, onde o darwinismo não está sendo aplicado hoje. Ela cita livros que abrangem temas como “uma visão evolutiva das mulheres no trabalho” e “uma visão darwiniana do amor parental” e até mesmo uma abordagem darwiniana para a filosofia política de esquerda.
Entretanto, a citação mais interessante de Pearcey é sobre o livro “The Natural History of Rap” em que os dois autores, professores universitários, defendem a idéia de que o estupro não é uma patologia biologicamente falando, mas sim uma adaptação evolucionária, uma estratégia para maximizar o sucesso reprodutivo. Para o autores, o estupro é biológico, “um fenômeno natural produto da herança evolucionária humana”, como “manchas de leopardo e de pescoço alongado da girafa”. Em outras palavras, como escreveu Nancy, alguns homens podem recorrer à coerção para cumprir o imperativo reprodutivo.
Conforme Nancy Pearcey: “O que esses exemplos nos lembram é que o darwinismo não é apenas uma teoria científica, mas também a base de uma visão de mundo – e isso tem implicações na forma como define a natureza humana e moral”.
E isso ocorre por uma razão muito evidente. Ao retirar Deus do cenário, o darwinismo retira também os princípios que deveriam norteam a vida do homem, sobrando tão somente o acaso, impulsos biológicos e materialismo, de modo a tornar legítimo até mesmo o estupro, como um fenômeno natural produto da herança evolucionária humana.
A grande verdade é que o darwinismo é um atentado contra a dignidade da pessoa humana. Earl Aagaard observa muito bem [2] que até mesmo alguns evolucionistas chegaram a essa conclusão. Segundo ele, James Rachels, no livro Created from Animals: The Moral Implications of Darwinism (Criado Como Descendente de Animais: As Implicações Morais do darwinismo, New York: Oxford University Press), conclui que o darwinismo subverte a doutrina da dignidade humana. Os seres humanos não ocupam um lugar especial na ordem moral; somos apenas outra forma de animal.
Aagaard escreve ainda: “Em “Quão Diferentes são os Seres Humanos dos Animais?” Rachels conclui que o darwinismo destrói qualquer fundamento para uma diferença moralmente significante entre seres humanos e animais. Se o homem descende de símios por seleção natural, ele pode ser fisicamente diferente de símios, mas não pode sê-lo de modo essencial. Certamente não pode ser em qualquer aspecto que dê aos homens mais direitos do que a qualquer animal. Nas palavras de Rachels, “não se pode fazer distinções em moralidade onde nenhuma existe de fato”. Ele chama sua doutrina de “individualismo moral”, e rejeita “a doutrina tradicional da dignidade humana” junto com a idéia de que a vida humana tenha qualquer valor inerente que os seres não humanos careçam“.
Infelizmente, como disse, grande parte das pessoas não conseguem compreender as implicações do darwinismo que, tal qual uma cosmovisão, uma forma de ver o mundo, afeta a ética, a educação, a família, a política etc. E tal afetação, como visto, é completamente prejudicial, capaz de inocentar ações criminosas e desculpar desvios morais.
Notas
[1] Disponível em: http://www.leaderu.com/orgs/arn/pearcey/np_dcpolicy0500.htm
[2] Disponível em: http://www.conteudo.com.br/providafamilia/as-implicacoes-morais-do-darwinismo






O Darwinismo não é só uma teoria, é fato totalmente comprovado, ser contra ou não a essas idéias não faz com que seja uma inverdade, ser contra, é fechar os olhos a uma evidência clara e objetiva. Um grande equivoco talvez proposital de quem é contra, é afirmar que a teoria diz que somos descendentes de símios, o que ela diz é que temos um ancestral comum, mas em algum ponto da evolução, alterações genéticas nos diferenciaram em uma nova espécie, assim, os símios continuaram sua evolução como símios e nós como humanos, senão, não haveriam hoje chipanzés, gorilas, micos, etc…
Já postei outro comentário aqui e o mesmo não foi aprovado, se vocês são sérios e imparciais, deveriam estar abertos ao livre debate, pois se comentamos com respeito, esperamos o mesmo da outra parte, acho que ninguém detém a verdade absoluta, estamos todos em busca de uma melhor percepção da vida.
Guedes,
Estou tentando localizar em qualquer parte, mas até agora não encontrei “as comprovações científicas” do darwinismo. Até onde se sabe ela é uma teoria, que ainda não atendeu a todos os requisitos da ciência moderna (galineana). Se já tivesse sido devidamente comprovada, não existiriam tantos cientistas (sérios) que não acreditam nela e defendem o criacionismo. Em tempo, sugiro a leitura dos posts “Os buldogues de Darwin”: http://comoviveremos.com/2008/09/25/os-buldogues-de-darwin-parte-1/ http://comoviveremos.com/2008/11/02/os-buldogues-de-darwin-parte-2/
Valmir,
Na minha opinião, as teorias são formuladas com intuíto de criamos um caminho para o que é mais provável e até o momento também não houve (em termos científicos) idéia melhor que essa, ao longo do tempo surgiram evidências de sua validade, pelo menos parcial, pois não há linearidade nestas provas, pois muito foi perdido (fósseis). Um fato que de certa forma comprova a validade da teoria é a não existência de fósseis de mamíferos por exemplo nas eras dos dinossauros, ou seja, há uma coerência nas datações que indicam uma mudança gradativa ao longo do tempo criada pelas condições ambientais que em muito mudaram nos milhões de anos. A datação pelo carbono, apesar de ser criticada pela teologia, é absolutamente confiável e precisa, pois a ciência sempre se embasa em critérios sérios e não sugeitos à vontade pessoal, tudo é confirmado e reconfirmado e mesmo assim, deixam brechas pois tudo pode mudar com novas descobertas, é uma constante evolução.
Não sou cientista, mas pelo algo que pesquisei
teoria científica = (grosso modo) um modelo, uma hipótese devidamente testada através de leis e/ou fatos científicos, submetida criticamente a uma metodologia, e que pode ser modificada ou rejeitada
hipótese científica = explicação provável mas não demonstrada
lei científica = conceito de natureza distinta da teoria, sem subordinação de uma à outra mas comumente relacionadas
Bem elucidativa a autobiografia de Darwin. O que percebo são os conceitos errôneos acerca da teoria evolucionista. Um, que foi mencionado, é o do “homem que veio do macaco”, que foi explicitado pelo Guedes. Outra é afirmar que a evolução seria “pura obra do acaso”. Mas não é por acaso que a vida surgiu justamente na planeta Terra e não em Mercúrio, Marte (até onde se sabe) ou Netuno; pois nosso planeta possuía e possui as condições necessárias ao desenvolvimento de vida: distância ideal, nem muito quente nem muito frio, o que permitira manter água em estado líquido, etc. Não é por acaso que temos 2 olhos, nariz, boca, braços, pernas, posição ereta, cor de pele x e olhos da cor y. Há uma diferença entre puro acaso e prévia aleatoriedade. Enfim.
Isso mesmo, não é puro acaso, é uma conjunção de vários fatores que favoreceram nossa existência que até pode ser única no universo (pouco provável isso). É a mesma ilusão que uma pessoa que ganha na mega-sena sozinho com um único cartão tem, ou seja, que ele tem muita sorte, que foram os designeos sobrenaturais que o favoreceram, alguem tinha que ganhar, só isso.
Se as condições em nosso planeta ou sistema solar tivessem sido um pouco diferentes, talvez não estariamos aqui, mas isso não obriga a existência de algo inteligente. Não temos nem noção o que materiais, energia e bilhões de anos podem fazer.
Guedes,
Veja o que escreveu o Dr. Antonino Zichichi, Professor de Física da Universidade de Bolonha, fundou e direge o Centro de Cultura Científica Ettore Majorana de Erice. E-presidente da European Physical Society, e da Wordl Federation of Scientists:
“Uma teoria com anéis ausentes, desenvolvimentos milagrosos, inesplicáveis extinções, imprevistos desaparecimentos não é ciência galineana. Ela pode, no máximo, ser uma interessante tentativa de estabelecer uma correlação temporal direta entre observações de fatos não-reproduzíveis, objetivamente fragmentários que precisam necessariamente de ulteriores réplicas”. p. 80?
Além disso, não é somente a religião que é dogmática. O evolucionistas também são. Prova disso é o documentário Expelled, criacionistas sendo perseguidos, ridicularizados, escorraçados e expulsos das comunidades acadêmicas, independentemente de suas contribuições ao progresso do conhecimento e da ciência. Basta ver o filme “Expelled”.
http://www.youtube.com/watch?v=XUeIgeHdqFA&feature=related
Pergunto: Isso é ou não uma ditadura (mais que dogmatismo) dos darwinistas?
Sim, ele é um homem de grandes atributos, mas um tanto suspeito para ser contra o criacionismo, pois é por incrível que pareça religioso. Um cientista que teve a coragem de dizer que ciência e religião são conciliáveis, no mínimo não é confiável.
Dá para entender, pois é de origem italiana, pais super-católico que inclusive o financia no exterior.
E de qualquer forma é outra criatura que gosta da polêmica para vender seus livros (como o Dawkins!)
É mais ou menos o mesmo que eu citar o que Dawkins diz sobre o criacionismo.
Esses imbecis, taxados de cientistas e metidos a inteligentes, esplanam suas teorias para seus públicos que a acolhem e as definem come verdades absolutas. Só não conseguiram ainda foi responder a inevitável e recorrente pergunta: “Quem somos, de onde viemos e para onde vamos?”. Morreram sem saber, e outros tantos imbecis que no futuro ousarem desafiar Deus para quererem responder o que aos olhos e conhecimentos de nós, os pobres homens, é impossível, continuarão ainda sem resposta, pois só cabe a Deus, conhecer as origens, seu futuro e os mistérios do Universo, frutos de sua criação.