Como se livrar da culpa?

Posted by on mai 1, 2010 in Bíblia, Sentido da Vida | 0 comments

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por Valmir Nascimento

“Você tem dado atenção suficiente aos seus filhos? Cuida da saúde? Consegue cumprir todas as metas no trabalho? Leva uma vida sustentável? Faz algum tipo de trabalho voluntário? Tem investido na sua capacitação profissional? São poucas as pessoas que conseguem responder a todas essas questões com um sonoro e convincente sim. Entre as que dizem não, muitas se sentem invadidas por uma sensação de decepção consigo mesmas. E do incômodo inicial nasce um sentimento mais perene, profundo e complexo: a culpa. Culpa por não ficar com os filhos, por não fazer atividade física nem se alimentar direito, ou por deixar para depois aquela pós-gradução ou curso de línguas que iria impulsionar a carreira. A culpa é uma incômoda companheira da contemporaneidade.”

Assim inicia a matéria de capa da revista Isto É, edição n.º 2112, com o título “Não carregue todas as culpas“. Segundo a matéria, vivemos numa sociedade que cobra perfeição na vida pessoal e profissional, e as pessoas se sentem cada vez mais exigidas. 

Dentro desse cenário, a revista cita “os dez fardos mais pesados na contemporaneidade”, que vai da culpa paterna, presente em pais e mães que gostariam de passar mais tempo com os filhos, até a culpa do consumo, sentida por aquele que sai para comprar um produto específico, mas acaba levando mais do que deveria.

É interessante a forma como a revista reverbera o entendimento do senso comum sobre o que seja a culpa: uma simples espécie de inadequação social refletida e cobrada no âmbito psicológico do indivíduo. Vejamos, por exemplo, a denominada culpa alimentar, apontada como o sentimento daquele que gostaria de ter uma alimentação mais variada, mas não consegue. Sente culpa por se alimentar mal e, de certa maneira, maltratar o corpo.

Culpa psicológica ou moral?

Observo que grande parte da pregação do evangelho atual segue o mesmo padrão desse tipo de culpa evidenciada pela matéria, com contornos de terapia psicológica. Nesse sentido, a igreja é apresentada como um grande divã para a reabilitação daqueles que a procuram por causa da depressão ou do sentimento de culpa do passado.

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Rm. 3.23

Ocorre que pela Bíblia o homem não tem [somente] culpa psicológica, mas culpa moral. Culpa psicológica é um problema subjetivo do indivíduo que pode ser resolvido por meio de terapia. A culpa moral, por outro lado, é o estado decaído do homem perante Deus em razão do seu pecado, que somente pode ser solucionado por meio da morte de Cristo.

Como dizia Francis Schaeffer, “Jesus morreu na cruz em função substitutiva e em ação propiciatória a fim de libertar o homem da verdadeira culpa que sobre ele pesa. No instante em que nos pomos a alterar esta noção sobre a culpa moral, seja pela falsificação psicológica, seja pela falsificação teológica ou por qualquer outra forma, a obra do Cristo perde o sentido”. (A morte da razão)

A culpa psicológica do homem somente pode ser plenamente apagada se a culpa moral for devidamente paga. Tentar extinguir aquela sem se preocupar com esta é o mesmo que tentar curar o cancer com remédio para dor de cabeça.

A verdade é que o maior fardo do homem não é o sentimento de culpa alimentar, ecológica ou social; mas sim o seu próprio pecado. Mas para se livrar desse fardo não bastam receitas ou dicas pragmáticas. Como disse Jesus: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve.”

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CRISES

Posted by on dez 20, 2008 in Sentido da Vida, Sociedade | 1 comment

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crise_02No original, a palavra crise tem o mesmo significado que vento, representando instabilidade, contrariedade e dificuldade. O ano que termina ficou caracterizado por vários ventos impetuosos que abalaram a sociedade.

A crise econômica, é claro, foi a que mais ganhou destaque na mídia. Mas não foi a única. Nesse sentido, deixo abaixo Top 10 dos “ventos” que mais atingiram a humanidade em 2008, para que você comente e eleja aquele(s) que mais provocaram estragos no nosso meio.

  1. Crise financeira - O estopim da problemática econômica ocasionada pelo livre comércio e pela “esperteza” empresarial.
  2. Crise moral - Intensificação do relativismo moral e o banimento das bases norteadoras do comparmento humano.
  3. Crise jurídica - Propostas de leis que contrariam o direito natural e os padrões éticos de vida em comunidade.
  4. Crise de autoridade - Esvaziamento do poder das autoridades constituídas com o notório crescimento da insubordinação e da rebeldia.
  5. Crise familiar - Desestruturação da célula mater da sociedade com famílias destruídas e esfaceladas.
  6. Crise de identidade - Afloramento da ausência de significado e propósito da vida, com casos de pessoas que tiraram suas próprias vidas ou sucumbiram ao vício das drogas.
  7. Crise espiritual - Crescimento da espiritualidade pluralista, tolerante e desprovida de compromisso.
  8. Crise teológica - Propagação das inovações teológicas fundamentadas no suposto “ineditismo” e no liberalismo.
  9. Crise ambiental - A fúria da natureza como resultado da atuação desregrada e insustentável do homem.
  10. Crise internacional - Eminências de conflitos entre as nações.

E Agora, Como Viveremos?

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FINAL DE ANO E SUICÍDIO

Posted by on dez 13, 2008 in Reflexão, Sentido da Vida | 2 comments

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suicidio

por Valmir Nascimento

Natal é época propensa ao aumento de suicídios. Não deveria ser, mas esse foi o alerta disparado por psiquiatras e psicólogos recentemente. A notícia é estranha e aparentemente paradoxal, já que naturalmente final de ano deveria ser caracterizado como momento ímpar com a celebração da felicidade, alegria e reunião familiar. É, mas apesar do Natal ser uma época de festividades para a maioria das pessoas, alguns tem nesse momento os seus piores pesadelos psicológicos.

Pergunto-me, então, qual a razão disso? Por quê no final do ano as pessoas tendem a tirar suas próprias vidas? Em tom técnico, com respostas superficiais, os especialistas só dizem que existe o afloramento da tendência suicida daqueles que sofrem de depressão e transtorno bipolar. O que dá na mesma, é claro.

Suicídio é tema conturbado. Em alguns casos é aparentemente inexplicável. Depois que eventos dessa natureza acontecem amigos e familiares geralmente levantam o mesmo questionamento: Por qual motivo?

A questão é que final de ano é propenso à reflexão retro e introspectiva. Naturalmente, temos a tendência de olhar para trás e para dentro, para ver por onde passamos e o quê fizemos.

No inicio do ano eram tantos sonhos, projetos e propósitos. Metas haviam sido estipuladas, mas não foram atingidas. Idéias foram elaboradas, mas não executadas. Alguns queriam emagrecer, ficar ricos, atingir o sucesso, mas nada se concretizou. Outros, prometeram abandonar o álcool ou as drogas, mas não conseguiram. Tudo ficou pelo caminho. Estacionaram no “mas”.

Talvez. Simplesmente talvez, paira nessas pessoas o sentimento de vazio. Algo que ficou por fazer. Palavras que não foram ditas. Desculpas que não foram pedidas. Perdões que não foram concedidos. Abraços que não foram dados.

Enfim. Final de ano é momento de acerto de contas. Não com nossos superiores, mas conosco mesmos. E esse é o pior tipo de acerto de contas, depois daquele do final de nossas vidas.

Final de ano é tempo de ver o que ficou para trás; de colocar tudo em pratos limpos; e nos pesarmos na balança fiel. O problema é que quando se percebe que o saldo restou negativo; e que o ano foi vazio, sem sentido e sem significados, o desespero toma conta do ser. Nesse caso, o suicídio apresenta-se como uma possível saída. Mas não é. É somente um escape aparente que na realidade complicará ainda mais as coisas, aliás, infinitamente mais, isso porque a morte não é a última parada da nossa existência. Ela simplesmente abrirá as portas para prestarmos as contas perante o Criador de todas as coisas (Hb. 9.7; Rm. 14.12). Depois disso, não haverá oportunidades para descupas e arrependimentos. O tempo é agora. Somente agora.

Por isso, se neste final de ano você se encontra com o sentimento de que algo não foi feito e que sua vida não tem sentido, a ponto de pensar em  tirá-la, vale aqui o  conselho de Paulo ao carcereiro em Filipos, que em momento de desepero também pensava em se suicidar: “NÃO TE FAÇAS NENHUM MAL” (At. 16.28), pois a vida é dom de Deus, e o propósito Dele é que você tenha vida, e vida em abundância (Jo 10.10).

 

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