Senhor, livrai-nos do orgulho religioso!

Posted by on dez 5, 2010 in Reflexão, Vida Cristã | 3 comments

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Religiosidade vazia e pomposa é algo que  Deus dispensa. E o orgulho, ele rejeita.

Mas, como podem existir pessoas evidentemente cheias de orgulho que declaram acreditar em Deus e se consideram muitíssimo religiosas, principalmente entre aqueles que participam da liderança?

Essa indagação é feita por C. S. Lewis [Cristianismo puro e simples] e corroborada com a denúncia de A. W. Tozer [O melhor]: Quanto trabalho religioso feito com o ativismo do pastor tem por motivação o desejo carnal de fazer o bem! Quantas horas de oração são gastas pedindo-se a Deus que abençoe projetos arquitetados para a glorificação de pequeninos homens! Quanto dinheiro sagrado gasto é despejado sobre os homens que, a despeito dos seus lacrimosos apelos, só procuram realizar uma bela exibição.

Ele diz mais: “Essa mania pelo sucesso é a preservação de uma coisa boa. O desejo de cumprir o propósito para o qual fomos criados é, por certo, dom de Deus, mas o pecado retorceu este impulso e fez dele uma cobiça egoísta pelo primeiro lugar e pelas honras das altas posições. O mundo inteiro do homens é arrastado por esta cobiça como por um demônio, e não há escape“.

Em resposta, C. S. Lewis anota que essas pessoas adoram um Deus imaginário: Na teoria, admitem que não são nada comparadas a esse Deus fantasma, mas na prática passam o tempo todo a imaginar o quanto ele as aprova e as tem em melhor conta que ao resto dos comuns mortais. Ou seja, pagam alguns tostões de humildade imaginária para receber uma fortuna de orgulho em relação a seus semelhantes.

Acrescenta, ainda: Suponho que é a esse tipo de gente que Cristo se referia quando dizia que pregariam e expulsariam os demônios em seu nome, mas no final ouviriam dele que jamais os conhecera. Cada um de nós, a todo momento, vê-se diante dessa armadilha mortal. Felizmente, temos como saber se caímos nela ou não. Sempre que constatamos que nossa vida religiosa nos faz pensar que somos bons — sobretudo, que somos melhores que os outros —, podemos ter certeza de que estamos agindo como marionetes, não de Deus, mas do diabo. A verdadeira prova de que estamos na presença de Deus é que nos esquecemos completamente de nós mesmos ou então nos vemos como objetos pequenos e sujos. O melhor é esquecer-nos de nós mesmos.

Portanto, como cristãos não estamos imunes ao orgulho. Muito pelo contrário, quando massageado, nosso ego é capaz de enganar a nós mesmos, fazendo-nos acreditar em uma suposta humildade, mas que no fundo, cravado em nossos corações, esconde o poder destrutivo da altivez religiosa. Aquela que nos faz agir como o fariseu [Lc. 18.9] que pensava ser melhor que o publicano pecador.

Nesse sentido, somos convidados a nos entregar completamente ao Senhor e pedir a ele que nos livre de todo e qualquer orgulho, e que o Espírito Santo governe nosso ser.

por Valmir Nascimento

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A necessidade da certeza de que Deus está conosco

Posted by on ago 13, 2010 in Reflexão, Vida Cristã | 10 comments

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José San Martin

“Eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos”, Mateus 28:20

Desde que conhecemos a Cristo é obrigatório que cresçamos como uma planta que se transforma em árvore. Como um bebê que vai da infância, adolescência, juventude até se tornar uma pessoa completa. Como um edifício que sai do alicerce para a condição de arranha-céu. Pedro não escreveu à toa: “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo”, 2 Pedro 3.18. Costumo dizer que, a partir do momento em que conhecemos a Cristo somos “condenados” a ser felizes com Ele. Que “punição” gloriosa! Pedro ainda é duro ao comparar nosso retrocesso à velha vida como um cão que volta ao próprio vômito ou a porca que retorna à lama (2 Pedro 2.22). Jesus revela que, ao negarmos à fé, ganhamos a companhia do espírito maligno que antes nos dominava e outros sete demônios piores, todos ávidos por nos destruir (Lucas 11.26). Por isso, se fomos libertos do pecado, é necessário corrermos a carreira que nos foi proposta, olhando para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé.

1. Depois que Cristo nos salvou, a palavra-chave que nos acompanhará até à morte ou ao arrebatamento é vigilância. Somos salvos em esperança, por isso temos de perseverar até o fim. O mundo, ou a “porta larga” como denominou o Senhor Jesus, é sedutor, tem alegrias e muitos atrativos, ainda que passageiros. Não à toa o número de desviados supera em muito o de membros da igreja. Tantos que estavam conosco no ano passado foram sugados pelas ofertas mundanas. Cederam à tentação, não vigiaram e foram presas fáceis do diabo que conhece nossas fraquezas.

2. É importante perguntarmos a nós mesmos a cada instante que percebemos nosso respirar: O que me prende à igreja? Por que sou um cristão? Quem é Deus para mim? Ainda sou joio, virgem louca? Ou morno, frio, lobo em pele de ovelha? Quais são as minhas prioridades na vida? Acordo diariamente pensando em quê? O que domina meu ser? Se as respostas não levarem naturalmente ao Senhor Jesus Cristo e às coisas de Deus nossa situação é preocupante e só tem uma definição: nominalismo. Aparência. Fingimento. Perdição. Perda de tempo.

3. Pesquisas conduzidas pelo psicólogo americano James Dobson concluíram: Ser cristão sincero numa igreja conduz à saúde física, mental e espiritual. Mas o morno sofre mais que o incrédulo! Por quê? Porque um pé na igreja e o outro no mundo é como servir a dois senhores, ou seja, impossível agradar a ambos (Mateus 6.24). Logo, a existência é permeada por medo, insegurança, receio, incertezas, enfim, a morte em vida, pois o “condenado” nunca desfrutará plenamente de nenhum prazer que não seja o contentamento de Cristo (João 15.5).

4. O conhecimento parcial sobre Deus (falta de conversão ou novo nascimento) é a explicação para tantas divisões eclesiásticas, escândalos, intrigas entre líderes e membros de igrejas. Sem a busca bíblica da compreensão de Deus permanece-se no leitinho racional ou até se conquista um diploma de teólogo, torna-se pregador e operador de milagres sem nunca perceber a profundidade das riquezas tanto da sabedoria como da ciência de Deus (Romanos 11.33). A confusão entre interesses pessoais e “obra de Deus” acabará numa frase de Jesus: “Nunca vos conheci!”, Mateus 7.23.

5. O tratamento psicológico consiste em o doente falar e ser ouvido pelo analista. Por esse princípio, a oração é a melhor das terapias. Mas, por que muitos cristãos apresentam problemas como ansiedade, estafa, estresse, depressão, além de tomarem remédios controlados? Porque ou não oram ou, se oram, suas mentes não as remetem ao Deus revelado nas Escrituras: Todo-Poderoso, Rei dos reis e Senhor dos senhores? Porque não conhecem a Deus. Não desenvolveram um relacionamento com Sua Pessoa. Crêem num deus distante, castigador ou liberal o bastante para mantê-las em seus delitos e pecados.

6. Ou servimos a Deus 100% ou não O servimos. Ou Ele ocupa a totalidade do nosso coração ou não está lá. Ou Ele tem o domínio de todas as áreas de nossa vida ou não tem de nenhuma. Ou submetemos a Ele toda nossa carreira profissional, constituição da família, planos, sonhos, ou não podemos crer no amanhã. Ou esperamos na Sua salvação ou estamos perdidos. Ou O obedecemos em tudo ou não passamos de hipócritas. Escolhamos a quem vamos servir a partir de agora. Deixemos de coxear entre dois pensamentos. Busquemo-lO de todo coração para que possamos encontrá-lo. “E buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”, Jeremias 29:13.

Fonte: Pés Formosos

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Tema do bom pregador: O Calvário

Posted by on ago 13, 2010 in Reflexão, Vida Cristã | 1 comment

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Jossy Soares

Nos bons tempos passados, Paulo Macalão expressou este conceito ao escrever o poema que adaptou à melodia de J. R. Murray. Este conceito a bordo do conhecido hino Pelo Sangue muitas vezes passa despercebido pelas mentes mais jovens e por outros que, ao longo dos tempos inverteram as prioridade na vida e na doutrina cristã e acabaram por contribuir para a subtração do valor do Sangue do Cordeiro e da glória devida ao seu Nome.

O tema Central da Fé Cristã é a morte expiatória do Senhor Jesus Cristo, metaforicamente mencionada por piedosos cristãos como a Cruz de Cristo ou, simplesmente, a Cruz.

O sacrifício peremptório, suficiente e glorioso de Jesus Cristo pelo pecador perdido é o maior acontecimento da história. Tem ordem expressa do Senhor para ser lembrado em celebração: fazei isto em memória de mim (1.º Coríntios cap. 11. V. 24). São Paulo descreve a Cruz de Cristo como meio de reconciliação do homem com Deus, como também de integração e comunhão entre os irmãos (Efésios cap. 2. v. 16). Aqueles que verdadeiramente estão ao pé da Cruz vivem em amizade, pois a inimizade foi morta pela Cruz.

A Cruz sempre exerceu função essencial no Plano de Deus para o homem, porque mesmo antes de se criar o mundo e tudo que nele há, na eternidade Deus concebeu a idéia da Cruz e o Sacrifício de Cristo pelo mundo perdido. Jesus Cristo é o Cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo (Apocalipse 13.8), o qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós (1.º Pedro 1.20). Destarte, antes de Deus dizer haja luz, Ele disse: haja Cruz!

A centralidade da Cruz é reconhecida na Pregação do Apóstolo Paulo. Ele diz aos Coríntios porque nada me propus saber entre vós senão a Jesus Cristo, e este crucificado (1º Coríntios cap. 2. v. 2). Expressamente ele afirma: nós pregamos a Cristo crucificado (1º Coríntios cap. 1. v. 23). Por sua vez, o Apóstolo Pedro faz menção do sangue de Jesus Cristo em suas cartas reconhecendo na Cruz o preço do nosso resgate. Ele eleva o Sangue de Jesus acima de qualquer valor, não encontrando nenhum bem que possa servir de comparação a tão sublime sacrifício (1º Pedro cap .1, vs. 18 a 20).  Semelhante comportamento tiveram os demais apóstolos. A Bíblia está inteiramente voltada para esse espetáculo imortalizado nos anais da eternidade como emblema de vergonha e dor.

Poderemos escrever toneladas de papel sobre a relevância da Cruz e ainda assim não se chega a descrever o quanto ela é fundamental, necessária, e indispensável a cada um de nós. Fanny Crosby, cheia do Espírito, declama no Cantor Cristão:

Sempre à Cruz Jesus meu Deus

Queiras recordar-me

Dela à sombra, Salvador

Queiras abrigar-me

Sim na Cruz, Sim na Cruz

Sempre me glorio

E enfim vou descansar

Salvo além do Rio

A despeito de tudo isto, nos dias atuais estamos acometidos por uma onda que, sorrateiramente, subtrai a Cruz das pregações, dos cânticos e do viver cristão. Trata-se de um sintoma maior que tenta colocar o cristianismo em coma induzido, para viver uma espiritualidade irreal, alucinante e esquizofrênica.

Esse coma induzido retira a consciência do Cristianismo e a racionalidade do culto cristão. Produz alucinações nas mentes desprovidas do conhecimento da Palavra, levando-os a pensar que pode haver Cristianismo sem Cruz. E os sintomas são manifestos: pregações e canções que são verdadeiros mantras que levam multidões ao delírio, fazendo-os pensarem serem “super seres humanos” que num dado momento, enquanto estão em “transe”, vivem uma irrealidade de que podem todas as coisas sem a Cruz. E há até quem se gloria, mas não na Cruz de Cristo. É o típico sintoma do evangelho falsificado. Evangelho sem cruz e sem renúncia. Evange lho sem salvação.

A mensagem da salvação, tão presente nos hinos antigos e na boa homilia, está ausente dos cânticos triunfalista e das pregações de auto-estima bem freqüente nos dias atuais. Muitos pregadores hoje preocupam-se mais com sua popularidade do que com a eficácia da mensagem no tocante a conversão do pecador. Pela ausência do tema do Calvário, nenhuma palavra vinda do púlpito vai despertar no ouvinte sua condição de perdido e miserável pecador, que precisa se arrepender e crer no Evangelho. Muitos não levam a sério os dois fundamentos da pregação ensinados pelo Senhor Jesus Cristo: o Arrependimento e a Remissão de pecados (Lucas cap. 24, v. 47). Aqui está mais uma vez em relevÍ ?ncia o tema do bom pregador.

É triste perceber que ao invés de se transmitir a Mensagem da Cruz muitos preferem massagear o ego do ouvinte com mensagens de auto-estima e promessas que Deus não fez. Utiliza-se muitas vezes em vão o nome do Senhor para promover alteração no estado emocional das pessoas. Prefere-se esse desvio do que a simples e eficaz mensagem da Cruz. Mas por quê?  Porque a Cruz exige renúncia. A cruz exige uma identificação com Cristo e seu vitupério (Hebreus 13.13). Exige um compromisso de caminhar no sentido contrário ao “eu” à  à auto suficiência e ao amor p róprio.

A palavra da Cruz é loucura para os homens naturais, homens psíquicos,  guiados pelas emoções. De fato pode parecer loucura para muitos que fogem da mensagem da Cruz porque este tema não lhe garante popularidade e dividendos. A mensagem da Cruz é a voz e Deus que arranca as cascas das árvores (Salmo 29.9). A Cruz nos faz entender que todo mérito é do Senhor Jesus Cristo. Que nenhum homem por mais eloqüente que seja, não pode propor um novo centro da mensagem.

Numa época onde os homens buscam o prazer acima de tudo, queimando etapas e desconsiderando princípios e valores fundamentais aos quais o Senhor nos ordenou a estrita observância, a Mensagem da Cruz parece caminhar no sentido contrário do senso que informa muitos oradores. Isto porque eles preferem seguir os caminhos da popularidade ao invés da Senda verdadeira da ignomínia da Cruz. Assim, é preferível falar de sucesso humano, da aquisição de riquezas e do prazer acima de tudo. Entretanto, Jesus Cristo falou:

Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me. (Lucas cap. 9, v. 23).

Pode mesmo parecer loucura aos homens naturais o desapego ao sucesso humano e à popularidade em troca pela identificação com Cristo e sua feridas. Muitas vezes adotar tal postura traz solidão com o afastamento dos amigos e dos propínquos (Salmo 38.11). Entretanto, quando optamos pelo caminho da Cruz temos a certeza que estamos em excelente companhia, nosso coração ferve e arde (Salmo 45. v. 1, Lucas cap. 24, v. 32).

Ao invés de loucura, a mensagem da Cruz é Poder de Deus. É sabedoria de Deus ( 1º Coríntios cap. 1, v. 24). A esquizofrenia reside mesmo na mensagem sem Cruz.        Importante é entender que, a Cruz está presente em cada tema bíblico, seja explícita ou implicitamente. De forma que quando se Pregar a volta de Jesus para nos levar à vida eterna no céu, está se pregando a Mensagem da Cruz explicita em João 3.16.

Lutemos pela mensagem da Cruz em nosso hinos, lutemos pela mensagem da Cruz em nossas pregações, Identifiquemos os bons pregadores: aqueles que têm por tema o Calvário.

Jossy Soares, é membro da AD em Cuiabá-MT – jossysoares@gmail.com

www.pesformos.org.br

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A paz não virá

Posted by on fev 11, 2010 in Reflexão | 2 comments

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_José_San_Martín_

Já temos uma certeza nestes primeiros 30 dias do novo ano: A paz não virá. O maior jornal da minha cidade estampara na transição 2009/2010 a foto de uma bela criança sob a frase: “2010: Que venha em paz!”. O reflexo desse anseio universal certamente ocupou as programações da mídia e os desejos de felicidade. A manchete da edição de ano novo na segunda-feira, 4 de janeiro dizia: “12 mortes marcam início do novo ano”. A submanchete não economizou: “40 roubos e furtos a cada 24 horas” (Qual é o quadro em sua cidade?). Ano novo – rotina infame – velhas atitudes de um mundo que está sob o poder e domínio de Satanás. Entramos o mês da carnalidade carregando desde terremotos sangrentos, mar-de-lama da corrupção na capital do país, até um presidente infrator da lei eleitoral só barrado pela doença que mais mata adultos no mundo – a hipertensão.
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Graça para ser vivida

Posted by on set 13, 2009 in Reflexão, Vida Cristã | 1 comment

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por Valmir Nascimento Milomem

Durante essa semana conversei por alguns minutos com alguém acerca da graça de Deus. Essa pessoa me dizia sobre como era difícil para ela entender o tema. “Como conciliar o pecado do homem e a graça divina?” Ela me perguntou. “Graça” – disse eu – “não é para ser entendida, mas para ser aceita e vivida”.

Sim. Se olharmos a graça divina simplesmente pela ótica humana, certamente que não conseguiremos entender nada, isso porque, aparentemente, a graça de Deus é injusta. Pergunte isso  ao ciumento irmão do filho pródigo ou então aos trabalhadores da primeira hora (Mt. 19.20-16).

A graça é difícil de ser compreendida exatamente porque, como humanos, estamos atrelados à meritocracia. Para recebermos algo - pensamos – é preciso fazer algo em troca. Para ganharmos uma dádiva, necessitamos pagar um preço. Assim é a nossa mente. Eis a razão de sempre tentarmos justificar a nós mesmos, vivendo uma vida de legalismo ou nos martirizando por aquilo que fizemos, sem percebermos que com isso anulamos a graça de Deus.

Alguns dos primeiros judeus que haviam se convertido ao cristianismo no inicio da igreja primitiva também não conseguiram entender o mistério em torno da karis de Deus. Vários deles retornaram às práticas da lei mosaica, pondo em dúvida o poder redentor de Cristo. Por isso, os escritor da epístola aos Hebreus deixa dois conselhos valiosos. No primeiro ele diz: “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno (Hb. 4:16). E o segundo:”Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”. (Hb 12:15)

A consequencia de se privar da graça divina é devastadora. Quem o faz vive à margem da plenitude do relacionamento com Cristo. E existem duas maneiras de se fazer isso: achar que não precisa dela ou imaginar que ela é boa demais para ser verdade. Ambas atitudes são perigosissímas. A primeira nos leva ao legalismo; a segunda, nos deixa sem esperanças quando confrontado com nossa incapacidade.

Graça não é para ser entendida conceitualmente, mas para ser aceita, vivida e desfrutada. Mefibosete que o diga (2 Sm. 9). Filho de Jonatas, aleijado de ambos os pés, morando de favores em uma cidade por nome LoDebar, tinha como única expectativa de vida a morte. O que ele não sabia é que Davi havia feito uma promessa ao seu pai, de que haveria de preservar a sua descendência. Exatamente em razão desse desconhecimento foi que Mefibosete não acreditou inicialmente na proposta de Davi: ir morar na casa real.

Mefibosete, que significa desonra despedaçada,  se considerava um “cão morto”, alguém sem valor, desprezível. Foi difícil para ele entender a graciosa ação de Davi, de querer levá-lo para sua própria casa. Mas, independente disso, ele aceitou a graça e, como afirma o relato bíblico: “Morava, pois, Mefibosete em Jerusálem, porquanto de contínuo comia à mesa do rei;  e era coxo de ambos os pés“. (2Sm. 9.13)

Essa é a promessa para todo ser humano: morar com o Rei. Basta aceitarmos a graça. Afinal, ela não é para ser entendida, mas sim, para ser vivida!

Pense nisso!

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