Efeitos da sexualização feminina precoce
O livro Getting Real focaliza a sexualização e coisificação das garotas e das mulheres na mídia, na cultura popular e na sociedade. A sexualização e a pressão por um visual “magro, quente e sexy” é cada vez maior e mais precoce. Roupas, músicas, revistas, brinquedos e jogos enviam às garotas mensagens de que elas são apenas um corpo. Os efeitos da sexualização prematura das meninas têm impacto no corpo e na mente, com o crescimento de comportamentos destrutivos, desordens alimentares, ansiedade, depressão e baixa autoestima. Getting Real reúne escritores, advogados e acadêmicos, incluindo alguns dos maiores críticos da disseminação da cultura pornográfica. Organizado pela advogada Melinda Tankard Reist, Getting Real é um livro para aqueles que querem ver um mundo melhor para a próxima geração.
Por enquanto, só em inglês.
Vi no Saúde e Família
Sexo e livre degradação
“Amor” [1] não é “sexo”[2]. É só olhar no dicionário. (A palavra “Sexo” relacionada a “pornografia” é o 4º termo mais buscado por crianças na internet, aponta estudo realizado pela companhia de segurança de computadores Symantec, conforme noticiado pela Agência Reuters em agosto). “Sexo” nunca representará mera cópula, coito, acasalamento — relação sexual casual. “Fazer amor” não tem nada a ver com cópula. “Ficar…” é para muitos um conceito, uma palavra completada por algum triste adjetivo, como “…sozinho(a)”, “…grávida”, após ser usado(a) e descartado(a), ainda que por livre vontade. “Transar”, que lembra negócios no mercado financeiro, nem sempre dá lucro. Talvez para vendedores “profissionais” do corpo, que usam a si próprios na transação. (Um dia terão de gastar com terapias do corpo e mente devastados ao longo dos anos).
Os resultados da (des)educação sexual

E a (des)educação sexual nas escolas públicas tem mostrado a que se presta: desvirtuar a sexualidade. Mais uma prova disso é o caso envolvendo três estudantes adolescentes no Paraná, dois rapazes e uma garota de treze anos que deixaram a sala de aula para praticar sexo no banheiro. O fato, devidamento gravado, foi parar no youtube. O vídeo, menos mal, foi retirado da rede, mas circulou livremente pelos celulares dos alunos do colégio.
Mas o que isso tem a ver com a educação sexual nas escolas? Tudo! A partir do momento em que se coloca na cabeça dos alunos que o único problema com o sexo é que o mesmo seja feito sem precaução, abre-se, então, espaço para a banalização dos relacionamentos e da própria prática sexual.
É exatamente isso o que a chamada educação sexual tenta fazer: preparar os adolescentes para a vida sexual de forma segura. Ou seja, o problema não é a prática do sexo, mas sim a forma como o mesmo é feito. Pregam limites? não! Idade mínima? Também não? Moralidade? Muito menos!
Assim, o lema da educação sexual é: Não importa como, quando, com quem ou onde fará, o que importa é que você se previna.
E assim, vão formando uma geração de jovens e adolescentes com uma concepção completamente equivocada acerca da sexualidade. Estão abarrotando suas mentes com um monte de informações e teorias liberais que destroçam aquilo que denominaram de tabus. Pensaram que a informação resolveria o problema. É, mas como dizia C. S. Lewis, há algumas décadas passadas: “Dizem que o sexo se tornou um problema grave porque não se falava sobre o assunto. Nos últimos vinte anos, não foi isso que aconteceu. Todo dia se fala sobre isso, mas ele continua sendo um problema. Se o silêncio fosse a causa do problema, a conversa seria a solução. Mas não foi”.
Não foi mesmo. As provas estão aí. E como disse a mãe da garota envolvida: “Se ninguém fizer nada, a situação vai ficar cada vez opior“.
Sob outro enfoque, o triste é que, no caso em questão, em todas as matérias publicadas na mídia secular, deu para perceber como a sociedade está completamente cega para o verdadeiro problema envolvido no caso. Em todas as publicações, o erro apontado, não foi a idade dos adolescentes ou a moralidade que o caso envolve. Não. O erro maior, segundo a mídia e os especialistas do comportamento, foi o local, a hora e a publicação na internet. Só isso!
E agora, como viveremos?
Vergonha de ser virgem
Alguns anos atrás fiquei estarrecido com uma estatística publicada por uma revista evangélica após entrevistas feitas com jovens evangélicos de 22 denominações. Estes jovens, a grande maioria composta de solteiros, haviam nascido em lar evangélico e eram frequentadores regulares de igrejas. De acordo com a pesquisa, 52% deles já haviam tido sexo. Destes, cerca da metade mantinha uma vida sexual ativa com um ou mais parceiros. A idade média em que perderam a virgindade era de 14 anos para os rapazes e de 16 anos para as moças.
_José_San_Martín_