Carnaval e exploração sexual infantil

Estatísticas oficiais revelam que no período do Carnaval exploração sexual infantil aumenta consideravelmente.
No site Agência Brasil, Leila Paiva, coordenadora do Programa de Enfrentamento da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), diz que os casos de abuso crescem no período carnavalesco, motivados pelas festas e o maior consumo de álcool. Números do Disque 100 mostram que no carnaval de 2008 o número de denúncias praticamente dobrou em relação a 2007, passando de 54 para 103 telefonemas diários.”
Eis aí a realidade nua, crua e aterradora da chamada festa de Carnaval. Enquanto adultos festejam, pulam, bebem e se prostituem, crianças são exploradas.
Pergunto: Cadê a Globeleza?
Denuncias de exploração sexual infantil: Procure o Conselho Tutelar de sua cidade ou disque 100”.
Enquanto isso na terra do provavelmente…

Enquanto isso na terra do “provavelmente Deus não existe…” os reflexos da ausência “d`Aquele que não existe” são constatados. Um guri de 13 anos é o pai mais novo da Grã-Bretanha.
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Criança de 13 anos é o pai mais novo da Grã-Bretanha
REUTERS
LONDRES – Um menino de 13 anos tornou-se um dos pais mais jovens da Grã-Bretanha, simbolizando a preocupação do país com o número de casos de gravidez na adolescência. Alfie Patten, que parece consideravelmente mais novo do que é, tinha apenas 12 anos quando concebeu o filho com a namorada, Chantelle Steadman, 15.
O ex-líder conservador Iain Duncan Smith disse que o caso ‘trágico’ ilustra o declínio social do país. – Isso exemplifica o argumento que temos apresentado sobre a Grã-Bretanha – disse ele ao jornal Evening Standard.
- Não é uma questão de acusar. É uma questão de apontar o colapso completo em algumas partes da sociedade, que não têm a menor noção do que é certo ou errado – afirmou.
O primeiro-ministro Gordon Brown disse não saber detalhes do caso, mas declarou à Sky TV: ‘Todos nós queremos evitar a gravidez de adolescentes’.
Maisie Roxanne nasceu na segunda-feira, e a polícia disse que, apesar de ambos os pais serem menores de idade, não se envolveria no caso.
Em um vídeo publicado no site YouTube, o menino, cuja voz ainda não de desenvolveu, disse que não sabe como sustentará a filha.
Em uma entrevista ao jornal The Sun, ele disse: ‘Achei que seria bom ter um bebê. Eu não pensei em como vamos sustentá-la. Eu não ganho nenhum dinheiro. Meu pai às vezes me dá 10 libras’.
via JB
Revolução em nome da desgraça social – um texto

por José San Martin
Aos 64 anos, ex-militante-gay e ex-preso político, o autor Aguinaldo Silva fatura milhares de reais criando histórias para novelas-escolas-de-sacanagem que obviamente rendem milhões de dólares à maior emissora de televisão do país. Venceu na vida passando de repórter de polícia a roteirista de televisão, posteriormente autor de seriados e por fim novelas. Certa vez, questionado se era verdade que ganha 1 milhão de dólares – entre salário, luvas e merchandising – para escrever uma novela, Aguinaldo justificou a recompensa pela sua criatividade na inversão de valores sociais.
Não vou falar em números porque acho de mau gosto. Mas é claro que, em termos de Brasil, um autor de novelas ganha imoralmente bem. Não há a menor dúvida. Por outro lado, são pouquíssimas as pessoas que escrevem novela das oito, esse produto avassalador, que atinge 45 milhões de pessoas e que sustenta o maior canal de televisão do país. Então, é preciso ver também o que esse trabalho rende para a emissora. Nessa comparação, o autor de novelas ganha pouco. É isso: o salário é imoral, mas, ao mesmo tempo, não é tão justo quanto deveria ser.
Como outros homossexuais assumidos, bem-sucedidos, influentes na mídia, é natural que Aguinaldo Silva tente influenciar o comportamento da sociedade, usando para tal o horário nobre da maior rede de TV do país. São esforços claramente expressos na glamorização da prática gay e ridicularização de todos cristãos retratados erroneamente como se fossem carolas alienados e odiassem os adeptos do homossexualismo. Falando sobre militância homossexual ele não escondeu sua meta.
Pois eu pus na novela um homossexual cheio de trejeitos porque eu sou um homossexual cheio de trejeitos. O personagem existe!
Seus colegas de profissão, a exemplo de Silvio de Abreu, também se gabam de promover personagens quebradores de paradigmas morais. Apesar da cota de responsabilidade nos descaminhos da população guiada pelos ensinos dos folhetins, Abreu confessou à Veja que “a moral do país está em frangalhos”. Referia-se a pesquisa interna da Globo apontando que os expectadores querem cada vez mais imoralidade e personagens malignos na telinha. É realmente irônico notar que isso deixou Silvio Abreu assustado. Quem sabe, recebeu algum cutucão na consciência… (Acesse todas entrevistas e matérias citadas nos links dispostos no final desta reflexão).
Abreu poderia mesmo sofrer um enfarte ao tomar conhecimento de pesquisa recente que o coloca, juntamente com Aguinaldo Silva, Glória Perez, Gilberto Braga, Manoel Carlos, entre outros, como envolvidos na desagregação-degeneração-destruição da família brasileira. A BBC de Londres noticiou um estudo que destaca o papel das novelas da TV Globo no aumento de divórcios no Brasil. Fiquemos apenas com alguns trechos iniciais da denúncia:
Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sugere uma ligação entre as populares novelas da TV Globo e um aumento no número de divórcios no Brasil nas últimas décadas.
Na pesquisa, foi feito um cruzamento de informações extraídas de censos nos anos 70, 80 e 90 e dados sobre a expansão do sinal da Globo – cujas novelas chegavam a 98% dos municípios do país na década de 90.
Segundo os autores do estudo, Alberto Chong e Eliana La Ferrara, “a parcela de mulheres que se separaram ou se divorciaram aumenta significativamente depois que o sinal da Globo se torna disponível” nas cidades do país.
Além disso, a pesquisa descobriu que esse efeito é mais forte em municípios menores, onde o sinal é captado por uma parcela mais alta da população local.
A pesquisa é um duro golpe na defesa esfarrapada da “liberdade de expressão” para uma programação divorciada de elementos educativos, valores morais, costumes sadios. Mostra o prejuízo incalculável imposto a parcela significativa de uma nação desprovida de governantes com autoridade suficiente para estabelecer limites aos donos inescrupulosos dos meios de comunicação que se tornaram milionários à base da exposição do povo àquilo que povoa as mentes de escritores descomprometidos com os valores da célula-mãe da sociedade.
Governantes omissos. Frouxos para censurar ou — já que “censura” provoca dor de ouvidos por ser hoje uma palavra proibida — ao menos classificar e colocar no horário devido os programas recheados de descaminhos, erotismo, desrespeito e rebeldia contra os pais, banalização do casamento, sexo implícito, palavrões, malícia e termos chulos à disposição do público de idade em formação. Governantes incompetentes em fazer com que a concessão pública se destinasse à construção de um país fortalecido por princípios éticos em todas as esferas.
Quem vai pagar os altos prejuízos sociais? Quem vai amparar as adolescentes grávidas tanto quanto os pais-mirins com sua consciência perturbada que as lindas protagonistas estão a inspirar com suas vidas de prostituição na fila que não para de andar tanto na ficção quanto na realidade? Quem vai estabelecer limites à juventude que se encaminha ou refugia nas drogas injetadas por astros, como Fábio Assunção, Charles Paraventi, Marcelo Anthony estampados em manchetes humilhantes? Há tantas tragédias a arrolar…
[Agora talvez compreendamos porque grande parte dos lares brasileiros passaram a ser comandados por mulheres. Será que parte da resposta não está na pesquisa da BBC? E as festas de “descasamento” que estão entre as novidades da classe média e riquinhos infelizes da capital paulista? O exemplo da vidinha miserável da busca de amor confundido com sexo dos astros da TV talvez seja a maldição que têm de carregar até o fim da vida se não derem meia volta em sua existência inútil.]
Quem vai pagar a conta dos abortos, da morte em vida de mulheres mutiladas, sugadas, invadidas, deprimidas e assombradas pelo fantasma do assassinato de um pequenino gerado de forma irresponsável? Como calar os gritos inocentes e as imagens do despedaçamento de seus corpinhos frágeis diante de instrumentos que invadem sua casinha no ventre daquelas que deveriam protegê-los? Quem vai assumir a responsabilidade pelas inumeráveis tragédias juvenis inspiradas na Malhação contrária aos princípios estabelecidos pelo Criador? Por certo Aguinaldo Silva e seus parceiros levam para suas novelas a mesma ideologia rasteira exposta na resposta à uma pergunta sobre aborto.
Acho que tudo tem que ser legalizado. O aborto já existe. Ninguém vai conseguir fazer com que ele não exista. Então, é importante que ele seja legalizado, que as pessoas possam fazê-lo com garantias. Essas posições que o Severino Cavalcanti [então presidente da Câmara Federal] defende não são só absurdas, são irracionais.
A triste verdade, leitores, é que a responsabilidade cai nas costas de quem assiste à tevê e que, segundo os experts “tem plena capacidade para absorver as tramas sem se influenciar”. Será? Não é isso que a pesquisa da BBC está dizendo. Há incautos, desavisados, incapacitados para separar o joio do trigo ou compreender que trair e coçar tem consequências que Aguinaldo, Glória, Silvio, Gilberto, Barbosa, Carrasco e outros não mostram em suas obras-madrastas. Como publicitários pró-desconstrução familiar, podem se gabar dos “bons resultados” conseguidos.
É necessário reiterar: A pesquisa da BBC confirma a grande verdade sempre negada pelos promotores da devassidão no horário nobre: As novelas são, sim, prejudiciais à sociedade. Há controvérsias gritantes nas balelas de que tais programas tão-somente “promovem debates”, “servem apenas para refletir” ou são “mera diversão”, “entretenimento” e “representação da vida”. Cai por terra a tentativa histórica de se esquivarem de sua culpa pelo caos social gestado há décadas de enfraquecimento das bases da instituição familiar.
Minaram os fundamentos morais ao longo dos anos, tendo à disposição uma estrutura colossal de comunicação para difundir à vontade costumes, conceitos e comportamentos prejudiciais. No princípio, sofreram algum tipo de resistência do próprio público que hoje se embriaga com o que antes era lixo. Nessa trajetória, o baixo Ibope levou alguns a “matar” vilãos, casais do mesmo sexo e outros tipos de personagens à época reprovados.
Mas a sociedade respondeu “muito bem” à incitação à inversão de valores e revolução nos costumes. A natureza humana decaída sempre desejará mais concessões. Vai querer sempre mais do pior que puder alcançar. O ser humano rebelado contra os princípios do Criador vai invariavelmente desejar agradar a si mesmo e nunca a Deus. Assim, de abismo em abismo, todas as instâncias sociais vão sendo cooptadas, a exemplo do atual governo com militantes liberais infiltrados em toda sua estrutura.
Esta é crônica de um país que avança a cada dia para a tragédia. Crônica de um mundo que tomou um caminho sem volta, o caminho da licenciosidade. O caminho da luxúria. Um mundo que já está julgado e vive inconscientemente sob uma terrível expectativa de destruição. Mas ainda há uma saída a tantos quantos queiram romper as cadeias da escravidão espiritual, imposta por Satanás, o inimigo de Deus. Hoje Deus oferece gratuitamente este escape.
“Há certos caminhos que parecem perfeitos mas quem segue por eles acabará encontrando a morte”, Provérbios de Salomão 14.12
“Porque o dom gratuito da salvação eterna agora está sendo oferecido a todos; 12 e juntamente com este dom, vem a compreensão de que Deus quer que nos voltemos da vida ímpia e dos prazeres pecaminosos para uma vida correta no temor de Deus, dia a dia 13 aguardando ansiosamente aquele tempo quando se verá a sua glória – a glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo 14 que morreu debaixo da condenação de Deus sobre os nossos pecados, para que pudesse nos livrar de cair constantemente no pecado e fazer de nós o seu próprio povo, de coração purificado e com profundo entusiasmo para fazer coisas boas pelos outros”,Carta de SãoPaulo a Tito 2.11-14
José San Martín
‘Consagro a Deus o que escrevi’
• *Entrevista de Silvio Abreu à Veja
• *Entrevista de Agunaldo Silva à Veja
• *Entrevista de Aguinaldo à Istoé
• *Pesquisa da BBC na página do Júlio Severo
• *Matéria sobre festa de “descasamento”
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A educação dos filhos na pós-modernidade

Princípios bíblicos para ensinar a criança no caminho em que deve andar
Valmir Nascimento Milomem Santos
A Bíblia é muito clara sobre a origem e o propósito da família. Embora os evolucionista digam que ela seja “o resultado da aglomeração de indivíduos somente para se protegerem contra predadores”(1), as Sagradas Escrituras evidenciam que ela é um belo projeto divino.
Conforme escreve Esdras Costa Bentho, “Deus é quem decidiu criar a família. Esta foi formulada para ser um centro de comunhão e cooperação entre os cônjuges. Um núcleo por meio do qual as bênçãos fluiriam e se espalhariam sobre a terra (Gn. 1.28). Não era parte do projeto célico que o homem vivesse só, sem ninguém ao seu lado para compartilhar tudo o que era e tudo que recebeu da parte de Deus”.(2)
Por esse motivo, oportuna é a definição dada pelo Pr. Silvio Limeira de que a “família é a célula mater da sociedade”; a célula básica de toda civilização; o núcleo afetivo central de onde provém toda estrutura dos demais relacionamentos sociais. Ela é, sobretudo, uma entidade sagrada. Aliás, a única instituição que é ao mesmo tempo secular e sagrada (3). Uma família não cristã ou ateísta não é “menos família” do que um lar cristão. Contudo, é claro, o lar cristão é distinto do lar dos não-crentes: “A maldição do Senhor habita na casa do perverso, porém, a morada do justo ele abençoa” (Pv. 3.33).
“O lar cristão é a expressão mais básica do corpo de Cristo e, portanto, é uma instituição civil, arraigada na criação, e uma instituição sagrada, arraigada na redenção” Michael Horton.
Em sendo, portanto, a família a célula mater da sociedade, é imperioso admitir que quando ela vai mal, toda sociedade também irá. E, infelizmente, essa é a realidade nua e crua que a humanidade tem experimentado nessas últimas décadas: o declínio da família. Numerosos fatos comprovam essa prognóstico sombrio. Quase não há necessidade de citar estatísticas. Nesses últimos quarenta anos, desfilam continuamente diante de nós os sinais do colapso da família: divórcio, revolução sexual, aborto, esterilização, delinqüência, infidelidade, homossexualidade, feminismo radical, movimento dos “direitos das crianças”, ao lado da banalização dos lares de pais solteiros, do declínio da família nuclear e de outros sinais semelhantes. Assistimos ao entrelaçamento de uma intrincada corda que acabará por estrangular a família até a morte. (4)
Jornais e revistas diariamente nos deixam a par de crimes bárbaros envolvendo pais e filhos. Situações em que mães abandonam recém nascidos em caixas de sapato ou leitos dos rios. Pais que enforcam filhos, e filhos que maquinam contra seu genitores (lembremos do caso Richtofen). Acontecimentos aviltantes que deixam o público desconcertado. Descalabros que demonstram que verdadeiramente as famílias estão em conflitos internos. Mas não se tratam de briguinhas envolvendo discussões, debates e choros. Mais do que isso, são verdadeiras guerras travadas entre quatro paredes capazes de acabar com a vida e sonho de muitas pessoas. Batalhas evidenciadas dentro de lares que deixam marcas de terror na vida dos envolvidos.
Nas palavras de Cristo os conflitos familiares seriam um dos sinais da sua vinda: “Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai, ao filho; filhos haverá que se levantarão contra os progenitores e os matarão”( Mc 13:12).
À toda evidência, os valores propagados nesse inicio de século XXI romperam com tudo o que dantes havia sido registrado pelas linhas históricas da humanidade. A propagação distorcida da liberdade e a implantação cada vez mais acelerada da individualidade e autonomia dos indivíduos provocou no ambiente familiar um egocentrismo sem precedentes, resultando, portanto, no distanciamento afetivo entre os familiares.
Teoricamente, o período em que vivemos é chamado de pós-moderno, cujas características são:
- Hedonismo – o prazer acima de tudo;
- Relativismo – a verdade e a moral são relativas;
- Pluralismo – tolerância a qualquer custo;
- Pragmatismo – os fins justificam os meios;
- Secularismo – Rejeição da religiosidade e da atuação da igreja na sociedade;
- Liberalismo – liberdade sem limites;
- Antropocentrismo – o homem, e não Deus, é o centro de todas as coisas.
Voddie Baucham Jr. escreve que “não há nenhuma dúvida de que a cultura contemporânea está em crise precipitando-se rumo à destruição. Questões que antes eram consideradas assuntos definidos agora vêm à tona. Há cem anos, seria dificil prever um debate genuíno sobre a natureza e a definição do casamento, a moralidade de matar-se uma criança em meio a um processo de parto, ou se um homem é “religioso de mais” para desempenhar uma cargo no serviço público. No entanto, estas questões não somente estão sendo debatidas, mas também praticadas. O casamento entre homossexuais está tendo lugar, o aborto é um procedimento comum, e o candidatos na política regularmente sujeitam as suas convicções religiosas ao comando daqueles que os manipulam” (5).
Assim, dentro desse cenário, a educação dos filhos segundo preceitos bíblicos apresenta-se não somente como uma necessidade, mas também com um enorme desafio aos pais; principalmente se consideramos que várias teorias apresentam-se hoje sobre como melhor educar nossos filhos. Vejamos.
A EDUCAÇÃO DOS FILHOS
NO TEMPO PRESENTE
Nos últimos tempos várias vozes tem se apresentado a fim de ensinar os pais sobre como educar seu filhos. Após o mercado editorial perceber que o tema deveria ser explorado em razão da demanda composta por pais apavorados em busca de receitas infalíveis para educação infantil familiar, uma boa quantidade de livros escritos por supostos especialistas no assunto foram lançados.
Para se ter uma idéia, já em 1997 matéria da Revista Veja revelava que os escritores da auto-ajuda haviam direcionado seus escritos para a área da educação infantil. “Depois de querer ensinar a vocês como ganhar dinheiro, fazer amigos, ficar magro, segurar o casamento, os escritores do gênero resolveram dar lições sobre como educar a criançada” (6), é o que dizia o início da matéria. A reportagem enfatizava ainda que tais obras vendem feito “pão quente porque, em geral, são escritas de olho num alvo fácil: a insegurança dos pais, que já não sabem mais o que fazer pelos filhos”. Afinal, eles trabalham fora, ficam pouco tempo em casa, carregam consigo um tremendo sentimento de culpa. Alguns tentam compensar a ausência entupindo os filhos de atividades, como natação, judô e aula de inglês. Outros buscam apoio na terapia, que custa dois ou três livros de auto-ajuda por semana e tem resultados demorados. Uma terceira leva cai na auto-ajuda.
De fato, depois de meados da década passada obras literárias direcionadas para a educação dos filhos tem crescido assustadoramente. Algumas, voltadas para a auto-ajuda, outras para técnicas psicológicas ou psico-pediátricas; sempre em tom pragmático, com dicas, receitas e planos sobre como a criança deve crescer e ter independência financeira, autonomia, segurança e sucesso na vida futura.
Nesse contexto, pais inseguros recorrem a esse tipo de expediente a fim de tentarem auxiliá-los na criação da prole. Muitos, inclusive, cristãos, que, em momento de desespero partem em busca de dicas ideais para a condução familiar. Obviamente que alguns desses livros tem muito a contribuir com os pais, porém, na grande maioria não passam de trabalhos improdutivos que nada têm a oferecer, cujos ensinamentos se resumem a receitas mal formuladas.
Não há duvidas de que a busca sobre como instruir as crianças seja legítima, afinal a primeira lição que os pais aprendem assim que as crianças nascem, é que filhos não vêm como manual. Mas, de qualquer forma, todos nós temos à disposição o Manual da Vida; aquele que é capaz de instruir o homem em todos os aspectos da sua vivência, da vida à morte: a Bíblia. isso porque “Toda escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído em toda boa obra”. (II Tm. 3.16).
A única forma de salvar e resgatar as famílias que hoje estão em franca degeneralização é voltando às raízes da Palavra de Deus. A transformação do lar, e o relacionamento sadio entre pais e filhos somente é possível a partir da renovação proporcionada pela verdade da Escrituras.
PRINCÍPIOS BÍBLICOS DA
EDUCAÇÃO INFANTIL FAMILIAR
Obviamente que não consta na Bíblia, apesar da sua completude, todas as indicações pormenorizadas dos cuidados que os pais precisam ter com os filhos, com apontamentos específicos e detalhados que vão da infância até o período adulto; entretanto, ela apresenta princípios gerais que devem nortear a vida em família e a conduta dos pais perante seus filhos. Princípios são fundamentos que dão direcionamento às nossas vidas. São diretrizes nucleares capazes de indicar o caminho pelo qual devemos percorrer. Dicas são passageiras, mas princípios são imutáveis.
“O que precisamos é retornar aos princípios bíblicos para a educação de nossos filhos. Os pais não precisam de novos programas embalados em papel de presente de psicologia; eles precisam aplicar e obedecer a alguns poucos princípios que estão claramente expostos na Palavra de Deus para os pais” John MacArthur
Vejamos então alguns desses princípios, os quais julgamos fundamentais, sem prejuízo de outros que constam na Bíblia, que em virtude da falta de tempo não serão analisados aqui.
PRINCÍPIO DA RESPONSABILIDADE
Um dos terríveis males que assola a família hodierna é a tentativa dos pais em “terceirizar” a educação dos filhos, passando para outros a responsabilidade que compete somente a eles. Percebemos claramente a transferência da educação para o governo, escolas, creches, babás, avós, filhos maiores e até mesmo para a igreja. Alguns, pior ainda, jogam a responsabilidade para a “babá eletrônica”.
“Ensina a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele”. (Pv.22.6)
A busca moderna de repassar a responsabilidade para terceiros assemelha-se muito ao fato ocorrido no Éden após o episódio do pecado. Quando confrontado por Deus sobre sua desobediência Adão colocou a culpa na mulher. Eva rapidamente apontou o dedo para a serpente. Da mesma forma, no que se refere à educação dos filhos, temos hoje o pai que acusa a mãe. A mãe que acusa a escola. E a escola que culpa a igreja. É um notório jogo de empurra.
Sobre os estabelecimentos de ensino, o que percebemos é que hoje as crianças vão para a escola cada vez mais cedo, com 2 anos de idade em média. Algumas, pasmem, em menor idade ainda. Essa atitude é no mínimo irresponsável, já que queima etapas no que diz respeito à socialização da criança, colocando-a muito cedo em contato irrestrito com o ambiente externo, afinal, como explica Içami Tiba (7), os estudiosos do desenvolvimento infantil dividiram a socialização em três etapas:
- Socialização elementar: até os 2 anos, quando a criança aprendia a reconhecer e a educar as necessidades fisiológicas (vontade de fazer xixi, sede, fome).
- Socialização familiar: até 5 ou 6 anos, quando aprendia a conviver com o pai, a mãe, irmãos e demais membros da família.
- Socialização comunitária: a partir dos 6 anos, quando começava a vida escolar.
Com isso, o contato social acontece precocemente. Ainda sem completar a educação familiar, a criança já está na escola. O ambiente social invade o familiar não só pela escola mas também pela televisão, internet etc.
Como adverte Içami Tiba: “Esses pais cobram da escola o mau comportamento em casa: “O que vocês estão fazendo com o meu filho que ele me r espondeu mal?” Ou: “A escola não o ensinou a respeitar seus pais” Até parece que quem educa é a escola e cabe ao pai e à mãe uma posição recreativa”(8).
O escritor diz ainda que “para a escola, os alunos são apenas transeuntes psicopedagógicos. Passam por um período pedagógico e, com certeza, um dia vão embora. Mas a família não se escolhe e não há como mudar de sangue. As escolas mudam, mas os pais são eternos” (9).
É claro que cada um desses entes mencionados (escolas, creches, babás, avós e igreja) possui sua parcela de responsabilidade. Não há dúvidas disso. Porém, não passam de terceiros auxiliares, já que a responsabilidade primordial de instruir a criança no caminho em que deve andar é dos pais. Compete a eles, somente a eles, a formação moral dos seus filhos. São os genitores, e não outros, aqueles que possuem a competência do ensino das sagradas escrituras a fim de amoldarem suas personalidades em conformidade com a disciplina e admoestação do Senhor. Esse é o princípio da responsabilidade.
Como adverte John MacArthur, “… o próprio Deus deu aos pais a responsabilidade de educar os filhos – não aos professores, nem aos colegas, nem às babás, nem a ninguém que não pertença à família; portanto, é errado que os pais tentem livrar-se da sua responsabilidade ou transferir a culpa quando as coisas vão mal” (10).
MacArthur diz ainda que “os pais cristãos de nosso tempo precisam desesperadamente aceitar esse princípio simples. Ante o trono de Deus, nós seremos responsabilizados se tivermos deixado os nossos filhos sob outras influências que moldaram o seu caráter em caminhos ateus. Deus colocou em nossas mãos a responsabilidade de educar os nossos filhos na disciplina e na admoestação do Senhor, e nós prestaremos contas a ele pelo nosso cuidado para com esse maravilhoso presente. Se outros têm mais influência sobre nossos filhos do que nós, somos culpáveis e inescusáveis por isso” (11).
Pais, vocês têm tentando transferir a responsabilidade de vocês?
PRINCÍPIO DA AUTORIDADE
O esvaziamento do poder das autoridades devidamente constituídas é uma das claras características desses tempos pós-moderno. O que se vê são professores reféns de alunos; pastores com medo das ovelhas e pais subordinados aos seus próprios filhos. Crise de autoridade, esse é o nome. Até mesmo a Bíblia, que em dias passados exercia supremacia e influencia perante a sociedade, hoje já não é aceita como autoridade – senão religiosa, e olha lá. Ainda, o próprio Estado tem tido a sua interferência na vida dos cidadãos restringida, imperando-se o pensamento de que cada pessoa é responsável pelo sua própria vida, sem que ninguém precise dizer o que ela pode ou não fazer, sempre a pretexto da liberdade.
“VÓS, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra”. (Ef. 6.1-3)
De toda sorte, o apóstolo Paulo já havia “pintado” o cenário atual, denominado-o de tempos trabalhosos, afirmando que nos últimos dias haveriam homens desobedientes a pais e mães (2Tm. 3.2). É claro que a desobediência existe desde a primeira família; mas o que o apóstolo dos gentios pretendia dizer com isso, inspirado pelo Espírito Santo, é que a desobediência contra pais e mães seria uma característica predominante desse período, onde a rebeldia, o desrespeito e a insubordinação generalizada contra os pais seriam condutas normais dentro do cotidiano social. É o que constatamos.
Segundo a Bíblia, o pai é a legitima autoridade do lar. Ele é o cabeça da família. Aquele que detém a autoridade. Esse princípio deve ser entendido, praticado e defendido. Não se concebe que filhos se rebelem contra seu genitores, e isso seja considerado como uma prática normal.
Por outro lado, não se confunde autoridade com autoritarismo. Autoridade é legitima, o autoritarismo não. Este é o exercício ditatorial do poder dentro de casa, fazendo com que os filhos cresçam não com respeito, mas com medo de seus pais, pois tudo quanto fazem ou dizem são rapidamente censurados, corrigidos e castigados. A truculência, a tirania, e a imposição não fazem parte da verdadeira autoridade, afinal ao invés de contribuir para o crescimento e o fortalecimento da família, promove o distanciamento dos seus entes, os quais partem em busca do seu próprio espaço.
PRINCÍPIO DO ESTABELECIMENTO DOS LIMITES
Atender as necessidades dos filhos é obrigação dos pais. Porém, faz-se preciso distinguir entre o que é necessidade do que é apenas consumismo caprichoso. Assim, estabelecer limites para os filhos é necessário e saudável. Como escreveu alguém: “Nunca se ouviu falar que crianças tenham adoecido porque lhes foi negado um brinquedo novo ou outra coisa qualquer. Mas já se teve notícias de pequenos delinqüentes que se tornaram agressivos quando ouviram o primeiro não, fora de casa. Por essa razão, se você ama seu filho, vale a pena pensar na importância de aprender a difícil arte de dizer não. Vale a pena pensar na importância de educar e preparar os filhos para enfrentar tempos difíceis, mesmo que eles nunca cheguem.(12)
“Não remova os antigos limites que teus pais fizeram” (PV. 22.28).
PRINCÍPIO DA INFLUÊNCIA
Pela maneira como a família moderna caminha a impressão que temos é que os pais estão em desvantagem no que se refere à influência sobre seus filhos. Aparentemente, eles são mais influenciados pelos amigos e pela mídia (internet, cinema, televisão, astros etc), do que por seus próprios pais. E o problema é que grande parte dessa influência é negativa. A batalha parecer ter sido perdida. Mas, a Bíblia estabelece que a maior influência deveria partir dos pais. Eles são (ou deveriam ser) os mentores afetivos e morais dos filhos, de forma a incutir neles, por meio de testemunho pessoal e ensino constante, a vivência segundo os padrões bíblicos (Pv. 1.8).
“Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt. 6.6,7)
PRINCÍPIO DA FORMAÇÃO ESPIRITUAL
Os pais cristãos são responsáveis por fazer de seus filhos verdadeiros discípulos de Cristo. Instruí-los desde cedo sobre a leitura da Bíblia, oração, adoração e a participarem dos trabalhos da igreja, a fim de desenvolverem uma espiritualidade sadia e fortalecida, onde possam dizer: “Eu e minha servimos ao Senhor” ((Js. 24.15b).
- Ore com (e por) eles;
- Leiam a Bíblia juntos;
- Louve juntamente com eles;
- Vá para Igreja com eles;
- Enfatize o valor e importância da Escola Dominical;
- Ensine-lhes a santidade de Deus;
- Explique sobre o pecado e as suas conseqüências;
- Ensine sobre o arrependimento e o perdão;
- Fale sobre a obra de Cristo;
- Explique sobre seguir e confiar em Cristo.
Deus abençoe a tua família!
O presente ensaio foi usado como texto base em palestra ministrada em Cuiabá/MT
Notas
1) Revista Veja, número 2091, 17 de dezembro de 2008
2) BENTHO, Esdras Costa: A família no Antigo Testamento – História e sociologia. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 24.
3) HORTON, Michael Scott: O cristão e a cultura. [tradução Elizabeth Stowell Charles Gomes]. 2 ed. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2006, p. 36.
4) MACARTHUR JR., John: Como educar seus filhos segundo a Bíblia. 2 ed. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2007, p. 15
5) BAUCHAM JR, Voddie. In A Supremacia de Cristo em um mundo pós-moderno. Rio de Janeiro: CPAD, p. 53
6) Disponível em http://veja.abril.com.br/081097/p_084.html
7) TIBA, Içami. Quem ama, educa!. São Paulo: Editora Gente, 2002, p. 180.
Ibid
9) Ibid, p. 181
10) MACARTHUR JR., John, obra citada, p. 27.
11) Ibid, p. 29.
12) Disponível no site
O Jovem Não é o Futuro

Por Valmir Nascimento Milomem Santos
Freqüentemente ouço pessoas, inclusive lideres, referirem-se aos jovens como o futuro do Brasil ou da Igreja. Atribuem a eles a responsabilidade do amanhã, do porvir, do que virá.
Potencialmente são futuros pregadores, ensinadores, cantores. Futuro isso, futuro aquilo. O presente, não raras vezes, é ignorado; quando muito, sãos lhes direcionadas atividades de somenos importância.
O erro não está simplesmente em atribuir-lhes o futuro; mas em excluí-los do presente. Tratam os jovens como embriões ou simples projetos, cuja utilização somente se concretizará daqui a alguns anos ou décadas. Uma concepção que será idealizada somente quando os velhos se forem ou, ainda, um software que está em fase de elaboração e será executado exclusivamente quando o seu ‘tempo chegar’.
Não negligencio que muita coisa mudou. O espaço dos jovens acresceu e as oportunidades se intensificaram. Tanto na igreja quanto no ambiente secular os raios do sol começaram a bater nas faces dos mancebos e os ventos impulsionar os seus navios. Entretanto, tal evolução ainda é tímida se levarmos em consideração a potencialidade da mocidade e o modelo de trabalhos que lhes são destinados.
A falta de coragem que muitas pessoas têm em dar oportunidades à juventude no ambiente eclesiástico não têm, com certeza, Deus como modelo. Ele, aliás, foi quem mais acreditou no potencial dos moços. O sonhador José, o tímido Gideão e o bravo Davi são alguns desses exemplos. Que não dizer ainda do sábio Daniel e do fiel Timóteo que executaram, sem pestanejar, a vontade de Deus.
O jornalista cristão Sérgio Pavarini argumenta que a busca do crescimento da Igreja impulsionou a liderança a tratar os jovens e adolescentes em blocos. Mega concentrações, shows e congressos. Segundo ele, “A galera segue por aí ocupada com ensaios, conferências e jantares. Cheios de energia, eles têm o potencial sub explorado em arengas intermináveis do tipo ‘reuniões ordinárias’”.
É óbvio que isso é imprescindível. É claro que esses trabalhos são louváveis. Quanto a isso, nada questiono. No entanto, não se pode esquecer do jovem na sua individualidade, no seu dia a dia. Afinal, com muita freqüência, encerrados aqueles eventos, os moços voltam para suas congregações, e, novamente, pegam o bonde do cotidiano. E lá continua estendida a cortina escrita: O jovem é o futuro da Igreja!
Uma das argumentação sobre a impossibilidade da atuação do jovens nos trabalhos de maior relevo é – a falta de experiência – . Dizem, freqüentemente, que falta “bagagem” aos moços. Ora, como adquirirão experiência se não lhes dão oportunidades. Como aprenderão a pregar se não os deixam chegar aos púlpitos?
É óbvio que falta experiência aos jovens. Isso é natural. Porém, só aprende quem pratica, diz o velho adágio. Dê-lhes oportunidades e eles correram em busca de informações. Concedam-lhes os púlpitos que eles prepararão seus sermões. Deixe-os lecionar que certamente se prepararão!
Apesar da pouca experiência dos mancebos, quando bem aproveitados, têm eles a plena capacidade de realizar trabalhos consistentes que produzirão frutos. O que não se pode fazer é destiná-los ao anonimato, desperdiçar talentos e não fazer uso do seu maravilhoso potencial. Pior que jogar pérolas aos porcos é mantê-las escondidas, cuja beleza não é apreciada e o brilho ofuscado.
Jovens cristãos que não são bem aproveitados durante a sua mocidade, resultarão em adultos improdutivos, despreparados, incompetentes e apáticos. Por essas e por outras é que não devemos temer em conceder oportunidades para os moços e moças da igreja cristã. Não podemos trancá-los em casulos. Não podemos negar-lhes atividades.
Desta forma, lembramos:
O jovem não é simplesmente o futuro, e sim o presente.
O jovem não é um projeto, é uma realidade.
O jovem não é incompetente, é mal utilizado.
Os jovem não quer o futuro, e sim o presente. Pois, o porvir não basta!