Hetero e Homossexualismo e Desejo de Ser Feliz
por José San Martin
Psicólogos e psiquiatras são unânimes numa questão: 99% dos problemas que chegam aos consultórios estão ligados à dificuldade de amar e ser amado. Esse é o xis da questão nos conflitos de relacionamento humano, seja entre pais e filhos, marido e mulher, amigos… Especialmente nos fins de semana, milhares de homens e mulheres saem em busca de relacionamentos – leia-se sexo – em barzinhos, boates e eventos de fim de semana. No fundo tentam encontrar amor. Dormem com um(a) parceiro(a) hoje, se entregam a outro(a) amanhã e assim vão tentando dar alguma razão para suas existências.
As revistas de celebridades trouxeram no fim de ano a lista de casais que fizeram a “fila andar” no troca-troca sem fim de parceiros. O mais recente descasado — depois de casado no papel numa ilha paradisíaca — foi o ator Eddie Murphy. Está longe de ser um recorde, mas conseguiu conviver duas semanas com Tracey Edmonds, com quem trocara juras de amor eterno mútuo. Não há duvida de que é mais um casal em busca de anseios comuns universais de amor, paz, segurança e assim por diante, que voltam à fila…
Trata-se de um assunto complexo. A mulher seria a mais prejudicada, apesar do avanço feminista a pregar igualdade entre sexos? A revista Veja informa que nove entre dez mulheres permanecerão solteiras. Isso é grave. Muitas mulheres bem-sucedidas afugentam possíveis parceiros. Algumas acabam arranjando um oportunista que dilapida seus bens e não correspondem à expectativa emocional.
Mulher e homem são diferentes e nenhuma igualdade social, econômica ou política vai mudar isso. Na maioria das vezes elas tornam-se objeto de homens que só querem se servir de seus corpos. E quando pretendem um relacionamento duradouro ambos esbarram na incapacidade de renunciar a gostos e vontades que dariam estabilidade à união. A constituição emocional feminina leva-a a sofrer. Mas com os homens não é diferente. Ambos são interdependentes e só podem gozar qualidade de vida dentro de uma família.
Sobre casamento de homem com homem e de mulher com mulher o deputado Clodovil Hernandes deu uma resposta bombástica aos militantes da causa que contavam com seu apoio, já que ele é um homossexual assumido que venceu na vida e tem a simpatia de um grande público. Simpatia, aliás, angariada por declarações desse tipo. Ele afirma não apoiar a excrescência uma vez que “o casamento é instituição falida até no certo, quanto mais no torto”. Reafirma sempre seu desejo pelo fortalecimento da família. Obviamente, também atraiu contra si a ira e muitas vaias dos militantes da prática homossexual.
Na casa dos 60 anos, Clodovil é um dos poucos que parecem estar cientes de que mesmo se esforçando para obter amor e prazer de viver na prática homossexual, isso nunca será possível. Por quê? Porque é uma tentativa “torta”. É tentar enxugar gelo. É se esforçar para chegar a algum lugar correndo numa esteira estacionária. Mesmo preso à prática, o deputado federal costuma afirmar em inúmeras entrevistas que Deus irá avaliá-lo no momento do acerto de contas.
A verdade incômoda — muito incômoda — é que todas as pesquisas científicas em universidades de renome mostram que um ser humano só é plenamente feliz dentro de uma família, constituída desde o princípio por um homem e uma mulher, numa vida religiosa ativa, entre outras. Tem mais saúde física, mental e espiritual, pratica mais relações sexuais, se sente valorizado, amado e possui em sentido na vida.
Dentro da idéia de livre-arbítrio, o ser humano pode tomar o caminho que quiser, consciente de sua derrocada — como Clodovil — ou tentando patentear uma felicidade inatingível com paradas de orgulho, militância opressora sobre a família tradicional.
Os militantes gayzistas podem continuar crendo que são normais por meio do voto, e não de pesquisa séria e independente, uma vez que o Conselho de Psicologia dos EUA só retirou o homossexualismo da lista de distúrbios mentais pela pressão do segmento. Há mais de uma década, a escritora norte-americana e Ph D. Camile Paglia, já havia dito aos homossexuais numa entrevista à Veja: “podem ir contra a natureza, mas preparem-se para as conseqüências”. Algumas dessas conseqüências têm o nome de AIDS e MRSA, a bactéria igualmente fatal, que está matando homens gays ativos a partir de San Francisco, conforme noticiou a Agência Reuters. Nem vamos falar das conseqüências psicossomáticas…
Será que o filme-lançamento “Unidos pelo Sangue”, que dramatiza disseminação da AIDS em três continentes, fala algo a esse respeito? Tenho certeza que não, especialmente numa Hollywood infestada por adeptos da prática e simpatizantes que premiaram obras pró-gays, como “Filadelfia” e “O segredo de Brokeback Mountain”, por exemplo.
Todos podemos ser alvos do amor de Deus. Ele nos alerta sobre os perigos não apenas da prática homossexual como de toda sorte de iniqüidades, por amor. Ele já sabia da Aids e da superbactéria mortal. Em seu amor infinito, Ele continua tentando avisar das conseqüências mortais de insistir no erro. Ele sofre pelas nossas escolhas erradas, mas continua a esperar a tantos quantos ouvirem e se arrependerem.
“Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam”, Mateus 11.15
“Portanto, se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam o que o Espírito de Deus diz às igrejas. “Aqueles que conseguirem a vitória não sofrerão o castigo da segunda morte”, Apocalipse 2.11
Mulheres e homens hetero ou homossexuais não podem obter amor verdadeiro ou paz na indiferença aos princípios divinos expressos nas Escrituras. Podem estabelecer países laicos, podem decretar a legalidade do “casamento” gay, podem demitir juízes que se recusam a decidir conforme suas leis anticristãs, podem decretar que os trechos bíblicos contra a anormalidade são antidireitos humanos, podem mandar prender cristãos, podem achar que vai tudo bem. Mas continuarão sem rumo. Igualmente, Deus estará de mãos estendidas esperando a todos.
“Escutem! Eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa, e nós jantaremos juntos”, Apocalipse 3.20
“Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso. Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso. 30Os deveres que eu exijo de vocês são fáceis, e a carga que eu ponho sobre vocês é leve”. Mateus 11.28,29
O episódio da mulher pega em adultério, levada até Jesus pelo hipócritas fariseus é significativa. Após expulsar seus acusadores, o Senhor diz à mulher:
“Então Jesus endireitou o corpo e disse: ‘Mulher, onde estão eles? Não ficou ninguém para condenar você?’. ‘Ninguém, senhor!’ – respondeu ela. Jesus disse: ‘Pois eu também não condeno você. Vá e não peque mais!’”, João 8.10,11
Ele quer dizer isso a muitos infelizes do coração hoje! O texto original deixa a idéia de libertação. Algo como: “Recebam o Meu Amor. Pare de buscar esse amor em braços de homens (mulheres). Posso preencher esse vazio dentro de você, suprir um relacionamento lícito, que o (a) ajudará a viver feliz!”.
O desejo de Deus é o fortalecimento da família. Sejam as do mundo ou da igreja, onde há muitas em situação crítica. Ele é o Criador da instituição familiar e sabe que somente nela homens e mulheres poderão viver uma vida que vale a pena.
Todos os dias, enquanto há vida, é um dia propício para a restauração, recomeço, mudança de comportamento promiscuo, acerto de diferenças intrafamiliares.
“O Senhor não demora a fazer o que prometeu, como alguns pensam. Pelo contrário, ele tem paciência com vocês porque não quer que ninguém seja destruído, mas deseja que todos se arrependam dos seus pecados. Porém o Dia do Senhor chegará como um ladrão. Naquele dia os céus vão desaparecer com um barulho espantoso, e tudo o que há no Universo será queimado. A terra e tudo o que existe nela vão sumir.Sabendo que tudo isso vai ser destruído assim, então que tipo de gente vocês precisam ser? A vida de vocês deve ser agradável a Deus e dedicada a ele”. 2 Pedro 3.9-11
José San Martin é radialista e jornalista
OS CEGOS E O ELEFANTE
Era inicio de noite. Eu havia acabado de sair do trabalho. Estava em direção à minha residência meditando sobre o tema que havia de escrever. Foi quando, inesperadamente, surge logo à frente do meu veículo um enorme vulto (gigante, pra dizer a verdade). Não! Não era um extraterrestre. Era um elefante. Uma elefanta, para ser mais exato. Percebi isso ao ouvir um rapazinho que gritava:
- Jane, Jane. Volta já aqui!
Ela, sem dar ouvidos ao minúsculo ser que com ela gritava, continuou seu vagaroso caminhar despertando a atenção de todos os que por ali transitavam.
Como não é todo dia que se vê um elefante passeando pela rua, lembrei, então, da parábola de John Godfrey Saxe, “Os cegos e o elefante”, na qual seis cegos, sem saber do que se tratava, começam a apalpar um elefante. Um cego tocou o lado do corpo do elefante e disse que era um muro. Outro cego tocou a orelha do elefante e disse que era um grande abano. Outro segurou uma das pernas do elefante e pensou que fosse o tronco de uma árvore. Outro, ainda, segurou a tromba e disse que era uma cobra. Outro cego tocou uma das presas de marfim e pensou que se tratava de uma lança. Finalmente, outro cego tomou a cauda do elefante nas mãos e julgou estar segurando uma corda.
Geralmente essa estória é utilizada para – tentar – evidenciar que cada pessoa pode ver a realidade de um forma diferente. Como no caso dos cegos que exploraram cada qual uma parte do elefante – a barriga, o marfim, a tromba, a perna, a orelha e o rabo; e, respectivamente traduziram como sendo uma parede, uma lança, uma cobra, um tronco de árvore, um abano e um corda. Assim, também, pode-se dizer acerca de Deus e da religião. Cada pessoa vê Deus de uma forma.
Há quem entenda, portanto, que todos somos cegos para a realidade que pode existir além do nosso mundo físico, devendo interpretar essa realidade à nossa própria maneira. Do mesmo modo que a parábola ilustra; as diferentes religiões têm diferentes interpretações da realidade, mas a realidade é a mesma. Ela parece ser uma coisa para o budista e outra para o muçulmano. O cristão a vê de um modo, e o hindu de outro, e assim por diante. A realidade é uma, mas as maneiras de enxergá-las são muitas. Há muitos caminhos que o podem levar ao topo da montanha.
Esse tipo de pensamento não é algo isolado. Pelo contrário, é o cerne da assim chamada – Cultura Pluralista e Relativista – que tem se entronizado ao redor do globo. Segundo Norman Geisler “… o pluralismo religioso consiste num sistema de crenças que admite a coexistência de uma diversidade de pensamentos, valores e convicções considerados, principalmente, produtos da família do indivíduo, de sua cultura e sociedade”.
De acordo com o relativismo, todas as opiniões descrevem a mesma realidade de diferentes perspectivas, pois os diferentes pontos de vista do mesmo objeto podem produzir diferentes resultado. Assim, o relativista diz: “Toda verdade é relativa”. O pluralista: “Todas as visões são verdadeiras”. O relativista argumenta: “Não existe verdade absoluta”. O pluralista: “Tanto a minha quando a sua verdade são corretas, por mais que sejam diferentes”.
Inicialmente essa argumentação pode até apresentar-se perfeita. O caso dos cegos e do elefante até parece conter uma certa lógica. Tanto que quando eu dou esse exemplo, alguns dizem: “- Não é que é verdade mesmo!”. Porém, deve-se advertir, o pluralismo e o relativismo são das invenções mais absurdas da mente humana. Uma verdadeira afronta contra a inteligência.
Voltemos, portanto, ao caso dos cegos e do elefante. Como é possível que o cego que disse tratar-se de um parede estar tão certo quanto aquele que disse tratar-se de uma lança? Como pode o cego que achou que aquilo que acabara de apalpar fosse um tronco de árvore estar falando a verdade tanto quando o cego que disse ser um abano? Eu sinceramente não sei responder, imagino que aqueles que defendem essa idéia também não saibam. E mais, nenhum dos cegos disse corretamente o que eles haviam tocado. Todos estavam equivocados. Os seis erraram. Somente diria a verdade aquele que dissesse: “É um elefante!”.
Feitas essas considerações, é perfeitamente possível dizer que o relativismo é um completo absurdo. No plano espiritual é ilógico dizer que as religiões estão todas corretas ao mesmo tempo, quando os seus pontos de vista sobre Deus são completamente conflitantes. Se Carlos diz que Deus é “A” e Ricardo, pelo contrário, diz que Deus é “B”. Sendo as afirmações divergentes uma da outra, ou Carlos está certo ou Ricardo está certo. Ou, ainda, ambos estão errados. Mas, nunca, nunca mesmo, ambos estarão corretos ao mesmo tempo.
Desta forma, é inconcebível dizer que a verdade não é absoluta, mas relativa. O que é verdadeiro para mim, deve, logicamente, ser verdadeiro para você também. O que é verdadeiro para o Carlos deve também ser verdadeiro para o Ricardo.
Por outro lado, a questão da relatividade e da pluralidade pode perfeitamente ser aplicado ao gosto das pessoas. Há quem goste de comer jiló, por exemplo; outros, por outro lado, detestam. No entanto, Deus e religião nunca fizeram parte dessa área. Há, de fato, quem coloque Deus/religião/espiritualidade numa área da sua vida que se chama: HOBBYES. Assim, para essas pessoas, tanto faz ser evangélico, hinduísta ou taoísta. Afinal, é uma questão de gosto, pensam eles. Por isso, optam por aquilo as façam se sentirem melhor. Escolhem a religião levando em consideração aquilo que as deixam de “bem com a vida”. Escolhem qual regra de fé a seguir do mesmo modo que optam pela roupa de final de semana. São os chamados – religiosamente corretos -.
Deus, portanto, está numa área chamada VERDADE ABSOLUTA.
É por isso que os cristão são chamados de exclusivistas. Afinal, a verdade, como comprovado acima, é exclusivista. Não aceita parcerias que lhe contradizem. Não aceita declarações que lhe são contrárias. Isso é duro, mas é a verdade. Como disse Erwin Lutzer : “A verdade existe objetivamente fora de nós mesmos. Não a criamos; só a descobrimos”. E Jesus, por seu turno, deu-nos a dica de como encontrá-la: “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim” Jo. 14:06.
Soli Deo Gloriae!
Pós modernismo e relativismo

O Pr. Esdras Costa Bento está com um debate interessante em seu blog sobre pós-modernismo e relativismo.
O PLURALISMO DO PÓS MODERNISMO
por Héber Carlos de Campos
As últimas décadas do século XX têm sido caracterizadas por movimentos filosófico-teológicos que romperam com tudo o que, historicamente, tem sido crido como verdade fundamental, da qual não se poderia abrir mão. Esses movimentos têm tomado vários nomes como: secularismo, relativismo, pós-modernismo e pluralismo.1 Eles são movimentos que caminham juntos, cada um com as suas próprias características, mas há alguns sentidos em que eles se confundem e se sobrepõem. Nenhum deles é ofensivo ao outro. “O secularismo é o guarda-chuvas sob o qual todos convergem.”2 O curioso é que todos esses ismos estão de alguma forma amarrados à esfera temporal, sem qualquer noção de verdades eternas e sobrenaturais.
Não há a ênfase às verdades transcendentais. As coisas estudadas nesses movimentos não ultrapassam a esfera das coisas mensuráveis e verificáveis cientificamente. Embora o modernismo já esteja quase fora de cena, ainda a filosofia Kantiana deixa os rastros do seu ensino de que o Eterno não tem envolvimento no temporal. As coisas da metafísica não têm vez num mundo dominado por um secularismo disfarçado com vários nomes. LEIA O ARTIGO
E se o Relativismo fosse verdade – Uma ilustração
por Matthew J. Slick (www.carm.org) – Translated into Portuguese by Hamilton B. Furtado
Relativismo é a posição em que todos os pontos-de-vista são tão válidos quanto quaisquer outros e em que o indivíduo é a medida do que é verdade para si.

