Fotos da "I Conferência de Defesa da Fé em tempos Atuais"
Como havia informado aqui no blog, na segunda-feira (20/04/09) teve início “I Conferência de Defesa da Fé em tempos Atuais” na AD. Jardim Paulista, onde discutimos o tema “Homofobia”.
Ontem (22/04/09) o Marcos Guimarães abordou o tema “A pós-modernidade e os desafios do jovem cristão“.
A equipe do Uma Semente está fazendo a cobertura do evento, inclusive com a gravação do áudio que em breve será disponibilizado lá no site.
Eis algumas fotos do evento.
Mais fotos do evento aqui.
Carnaval e exploração sexual infantil

Estatísticas oficiais revelam que no período do Carnaval exploração sexual infantil aumenta consideravelmente.
No site Agência Brasil, Leila Paiva, coordenadora do Programa de Enfrentamento da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), diz que os casos de abuso crescem no período carnavalesco, motivados pelas festas e o maior consumo de álcool. Números do Disque 100 mostram que no carnaval de 2008 o número de denúncias praticamente dobrou em relação a 2007, passando de 54 para 103 telefonemas diários.”
Eis aí a realidade nua, crua e aterradora da chamada festa de Carnaval. Enquanto adultos festejam, pulam, bebem e se prostituem, crianças são exploradas.
Pergunto: Cadê a Globeleza?
Denuncias de exploração sexual infantil: Procure o Conselho Tutelar de sua cidade ou disque 100”.
O Jovem Não é o Futuro

Por Valmir Nascimento Milomem Santos
Freqüentemente ouço pessoas, inclusive lideres, referirem-se aos jovens como o futuro do Brasil ou da Igreja. Atribuem a eles a responsabilidade do amanhã, do porvir, do que virá.
Potencialmente são futuros pregadores, ensinadores, cantores. Futuro isso, futuro aquilo. O presente, não raras vezes, é ignorado; quando muito, sãos lhes direcionadas atividades de somenos importância.
O erro não está simplesmente em atribuir-lhes o futuro; mas em excluí-los do presente. Tratam os jovens como embriões ou simples projetos, cuja utilização somente se concretizará daqui a alguns anos ou décadas. Uma concepção que será idealizada somente quando os velhos se forem ou, ainda, um software que está em fase de elaboração e será executado exclusivamente quando o seu ‘tempo chegar’.
Não negligencio que muita coisa mudou. O espaço dos jovens acresceu e as oportunidades se intensificaram. Tanto na igreja quanto no ambiente secular os raios do sol começaram a bater nas faces dos mancebos e os ventos impulsionar os seus navios. Entretanto, tal evolução ainda é tímida se levarmos em consideração a potencialidade da mocidade e o modelo de trabalhos que lhes são destinados.
A falta de coragem que muitas pessoas têm em dar oportunidades à juventude no ambiente eclesiástico não têm, com certeza, Deus como modelo. Ele, aliás, foi quem mais acreditou no potencial dos moços. O sonhador José, o tímido Gideão e o bravo Davi são alguns desses exemplos. Que não dizer ainda do sábio Daniel e do fiel Timóteo que executaram, sem pestanejar, a vontade de Deus.
O jornalista cristão Sérgio Pavarini argumenta que a busca do crescimento da Igreja impulsionou a liderança a tratar os jovens e adolescentes em blocos. Mega concentrações, shows e congressos. Segundo ele, “A galera segue por aí ocupada com ensaios, conferências e jantares. Cheios de energia, eles têm o potencial sub explorado em arengas intermináveis do tipo ‘reuniões ordinárias’”.
É óbvio que isso é imprescindível. É claro que esses trabalhos são louváveis. Quanto a isso, nada questiono. No entanto, não se pode esquecer do jovem na sua individualidade, no seu dia a dia. Afinal, com muita freqüência, encerrados aqueles eventos, os moços voltam para suas congregações, e, novamente, pegam o bonde do cotidiano. E lá continua estendida a cortina escrita: O jovem é o futuro da Igreja!
Uma das argumentação sobre a impossibilidade da atuação do jovens nos trabalhos de maior relevo é – a falta de experiência – . Dizem, freqüentemente, que falta “bagagem” aos moços. Ora, como adquirirão experiência se não lhes dão oportunidades. Como aprenderão a pregar se não os deixam chegar aos púlpitos?
É óbvio que falta experiência aos jovens. Isso é natural. Porém, só aprende quem pratica, diz o velho adágio. Dê-lhes oportunidades e eles correram em busca de informações. Concedam-lhes os púlpitos que eles prepararão seus sermões. Deixe-os lecionar que certamente se prepararão!
Apesar da pouca experiência dos mancebos, quando bem aproveitados, têm eles a plena capacidade de realizar trabalhos consistentes que produzirão frutos. O que não se pode fazer é destiná-los ao anonimato, desperdiçar talentos e não fazer uso do seu maravilhoso potencial. Pior que jogar pérolas aos porcos é mantê-las escondidas, cuja beleza não é apreciada e o brilho ofuscado.
Jovens cristãos que não são bem aproveitados durante a sua mocidade, resultarão em adultos improdutivos, despreparados, incompetentes e apáticos. Por essas e por outras é que não devemos temer em conceder oportunidades para os moços e moças da igreja cristã. Não podemos trancá-los em casulos. Não podemos negar-lhes atividades.
Desta forma, lembramos:
O jovem não é simplesmente o futuro, e sim o presente.
O jovem não é um projeto, é uma realidade.
O jovem não é incompetente, é mal utilizado.
Os jovem não quer o futuro, e sim o presente. Pois, o porvir não basta!
PROFISSÃO QUASE FELIZ
PROFISSÃO QUASE FELIZ
por José San Martin
Paulo Autran, que ficará conhecido como “senhor dos palcos”, na verdade se formou em Direito. Trabalhou por sete anos até perceber a falta de vocação à lide jurídica. Enveredou-se pelos caminhos do teatro e cinema. O detalhe desses sete anos “perdidos” chama a atenção. É o que se deduz de suas declarações algum tempo antes de ser consumido por câncer, enfisema pulmonar e outras complicações neste Dia das Crianças. “Sou feliz porque dediquei a minha vida a algo que me deu prazer” disse, aos 85 anos.
Olhar para trás e verificar que a carreira valeu a pena não é privilégio de muitos. Especialmente nestes tempos de competição acirrada nos vestibulares, concursos, empregos na iniciativa privada onde pipocam candidatos poliglotas com MBA, estágios no exterior e currículo impecável. Entre os melhores nunca bastará ser bom.
E onde se encaixam os jovens cristãos? Com certeza terão de buscar, dentro das mesmas oportunidades, a capacitação necessária para ter seu lugar ao sol.
Mas como um jovem cristão pode evitar os sete anos perdidos após receber o sonhado diploma? Como ter clareza de que ficará “feliz ao acordar e pensar em mais um dia de trabalho”, conforme um controverso conceito de felicidade citado por Max Geringer? Como se preparar para a faculdade, como escolher a profissão que dará essa satisfação?
Há algum tempo, um jovem me perguntou se podia ajudá-lo a “entrar numa universidade”. Desanimado, confessou ter feito vários vestibulares. Pediu para alguém indicá-lo a algum reitor. Contudo, via seu sonho de fazer determinado curso muito distante. Confesso que a princípio não tinha uma resposta àqueles olhos e ouvidos ansiosos. Não recebi nenhuma revelação, ou “senti” qualquer sintoma proveniente do céu. Até desejei poder dizer algo que transcendesse minha condição falível.
Fiz-lhe perguntas: “Você já orou a respeito?”. “Será que é isso que Deus tem planejado para você? Seu rosto expressou parecido a: “Do que você está falando?”
Imediatamente inspirado na idéia de que “Deus tem um plano em cada criatura” disse àquele jovem que, como servos de Cristo, não há como desvincularmos nossa vida pessoal, nossos anseios, nossa carreira e quaisquer outros planos do relacionamento pessoal com Deus. Ele deve estar presente naquilo que deduzimos ser as mais insignificantes escolhas do dia a dia. E, obviamente, Deus não vai realizar o milagre de pesquisar profissões, procurar se informar dos próximos concursos, matricular nos processos seletivos, estudar o conteúdo programático, ouvir o orientador vocacional, ler a ementa do curso, considerar o futuro campo de atuação e, principalmente, ORAR a respeito!
O risco de deixar Deus fora de alguma área de nossa vida é um dia olhar para trás e notar que se passaram sete, dez, talvez vinte anos de infelicidade profissional. Talvez ocorrera a conquista de bens materiais, amizades, clientes. Talvez tudo se mostre perfeito, mas se foram tantas manhãs de acordar e sentir-se “quase feliz” ao pensar em cumprir mais uma rotina de trabalho. E o mais preocupante será descobrir que nesses anos todos não se desenvolveu NADA ao Reino de Deus na profissão escolhida sem a participação dEle.
O raciocínio é simples e pode ser desvendado na resposta a duas perguntas: 1) O que viemos fazer/estamos fazendo neste mundo?; 2) Qual deve ser a nossa prioridade? Resposta (pessoal): 1) Viemos cumprir o propósito divino para nós, viemos glorificá-lo com nossa vida e ações/Devemos ou deveríamos estar cumprindo esse propósito – que nos dará a satisfação diária; 2) A prioridade é “Buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça e as outras coisas vos serão acrescentadas”.
Não é a sua carreira, não é simplesmente a constituição da sua família, não é o seu projeto, mas o propósito de Deus que conta!
Salomão desenvolveu o conceito de “vida abaixo do sol”, com seu caráter passageiro. E ecoou em seus escritos: “Tudo é vaidade!”, no sentido de vil e transitório. A carreira, os títulos, as conquistas pessoais passarão. O que vai contar na eternidade é nossa atividade em relação ao que Deus esperava de nós. E quanto a nós mesmos, como refletimos a imagem de Deus em nós na escola, na empresa, na família, na vizinhança? E, indo direto ao xis da questão: Quantas almas ajudamos a desviar do caminho do inferno?
Volto a Paulo Autran para uma ressalva. Apesar de ter descoberto sua vocação e desenvolvido uma carreira brilhante, ele poderia ter vivido plenamente feliz, não fosse o um ano de luta contra câncer. Um ano foi tempo suficiente para perceber a insalubridade gerada pelo fumo que corroeu-lhe o aparelho respiratório. Poderia, se conhecesse o Senhor Jesus, ter tido um crepúsculo com cantos de pássaros e não cercado pela dor e as incertezas do além-túmulo.
Jovem cristão: você pode ter melhor desfecho. Há um horizonte à sua disposição. Talvez não venha ser um Autran condecorado (e canceroso), mas há ao seu dispor um potencial suficiente para que sua vida seja extraordinária. Você tem um conceito de “vida acima do sol” sugerida pelo Dr. São Paulo. “Antes pensai nas coisas que são de cima”. Carpe diem! – aproveite o dia!
José San Martín Caminã Neto é jornalista e radialista(josesanmartin@ol.com.br)
| Fontes: Especial para o portal Pés Formosos |



