Posted by Valmir Nascimento on fev 2, 2007 in Cosmovisão | 1 comment
Por Valmir Nascimento M. Santos
Existe um pensamento equivocado, principalmente na classe dos ditos “intelectuais”, de que a fé cristã não passa de um salto no escuro, ou ainda, que para ser cristão é necessário jogar a mente no lixo.
Na minha época de faculdade encontrei uma dessas pessoas. Um jovem, ex cristão, que ao adentrar no mundo acadêmico sucumbiu ante as vãs filosofias e ensinamentos relativistas da atualidade. Troquei com ele algumas cartas, debatendo sobre cristianismo, fé e lógica.
Dizia aquele rapaz que o cristianismo era desprovido de lógica e de fundamentos consistentes, e que tudo não passava de um questão de fé do ser humano, fator esse que relegava a religião cristã simplesmente a uma crença sem fundamento. E isso, para ele, era o mesmo que abandonar o raciocínio lógico.
Em uma das minhas respostas dei-lhe o seguinte exemplo: Uma criança recebeu como mesada R$ 10,00 de seu pai, distribuído em dez notas de um real. Ocorre que a criança não sabia o real valor daquele dinheiro, ela simplesmente sabia da sua importância, porém, não conseguia mensurá-la. Determinado comerciante, precisando de dinheiro trocado em seu mercado, faz àquele criança a seguinte proposta: – Troque por favor comigo o seu dinheiro. Dou a você esta nota de R$ 10,00 e você me dá as tuas dez notas de R$ 1,00. A criança após rápida análise responde: – Não! Como pode? Se eu der a você as minhas dez notas e você simplesmente me devolver um nota, eu sairei no prejuízo. Isso é um absurdo! Naquele exato momento o pai do menino entra na conversa: – Filho, não se preocupe! Pode fazer a troca com este senhor. O Filho continua: – Mas pai, eu sairei perdendo, ficarei somente com uma nota. O pai diz: – Certamente não perderá filho, pode trocar. Finalmente a criança aceita: – Tudo bem, pai. Farei isso confiando na sua palavra. Eu acho isso ilógico, absurdo, mas se é o senhor que está dizendo eu acredito e faço.
Baseado nesse relato, dei ao meu colega algumas lições. Aparentemente, o cristianismo é ilógico e desprovido de raciocínio. Porém, ele somente se demonstra ilógico para aqueles que agem como crianças, não conhecem o seu real valor, e, pior ainda, não confiam na voz do Pai. O erro não está no cristianismo, mas na insensatas mentes daqueles que não abriram seus entendimentos para entenderem todas as suas verdades doutrinárias.
Assim sendo, o cristianismo possui, sobretudo, um sistema lógico que apela a inteligência do ser humano. As doutrinas por ele defendidas possuem perfeito encadeamento de idéias e os seus fundamentos são dotados de extrema coerência, cujo teor podem ser compreendidos pelo raciocínio e pela reflexão.
A fé cristã, então, não é um ato irracional ou puramente emocional, pelo contrário ela é baseada em verdades compreensíveis à mente humana. Baseado em evidência históricas o pensamento cristão possui respostas contundentes para as maiores indagações da humanidade: Quem somos? De onde vimos? Para onde vamos?
Tendo dito isto, desafio qualquer pessoa a fazer uma profunda investigação da fé cristã. Uma análise acurada dos fundamentos do cristianismo. Uma busca verdadeira e sobretudo justa em torno das questões fundamentais da vida de Cristo e do seu legado à humanidade.
Pois, creio sinceramente que se você o fizer, se realmente utilizar o seu raciocínio lógico, chegará à seguinte conclusão: Deus existe. O cristianismo é verdadeiro e Jesus Cristo é o Senhor e Salvador!
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Posted by Valmir Nascimento on jan 24, 2007 in Cosmovisão | 0 comments
por
Jossy Soares
Há quase dois mil anos o nosso amado Senhor Jesus Cristo fez um convite para desafiarmos o mundo. Ele disse: vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens! (Mateus 4.19 ). Hoje, no crepúsculo do século XX, cabe a nos refletirmos se estamos de fato ou não empenhados em cumprir esse desafio, e mais ainda se estamos alcançando os resultados esperados.
O Cristianismo proposto por Jesus Cristo não consistia em um amontoado de regras e ritos. Não era um sistema de crenças e praticas cansativas, que só visavam o exterior. Muito menos o Cristianismo tinha objetivo de propor um sistema de partidarismo ideológico onde os vários seguimentos competiam, as vezes até de forma hostil, entre si para crescer e aparecer como o maior grupo, denominação, etc.
Ao contrário de tudo isto, o Cristianismo propunha ao mundo uma melhor esperança (Hebreus 7.19), uma vida dinâmica cheia de fé, obras, santidade e amor. Todos os conceitos da época caíram literalmente diante da superioridade do Cristianismo, que trazia ao mundo a concepção da justificação pela fé sem as obras da lei (Romanos 3.28). Jesus Cristo, de uma forma impressionante, trazia ao mundo morto a vida plena. Contrastava o legalismo do farisaísmo com a misericórdia, a exploração do governo da época com o amor ao próximo, as trevas tenebrosas do paganismo com a verdadeira luz quem vem ao mundo, a fome da multidão com a abundância de pão, a tempestade com a bonança, a condenação com a libertação, a morte com a vida, o amor próprio com a renuncia, a gloria humana com a submissão a Deus. Como falou o Profeta Isaias, ele veio para ser luz aos que estavam em trevas, liberdade aos presos, e apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia do Senhor (Isaías 61.1 e ).
Com a expressão “… vos farei pescadores de homens”, Jesus deixou claro que a humanidade precisava ser pescada, resgatada da sua vã maneira de viver. Isto mostra como Deus vê o homem submergido nas águas turvas do pecado, afogando-se sem esperança. Diante desse quadro Jesus Cristo resolveu passar sua experiência para seus discípulos ensinando-os a pescar almas. O ensino de Jesus consistia em transformar crentes em discípulos. Jesus estava tão interessados que seus discípulos fossem peritos em teologia ou doutrina quanto que suas vidas fossem realmente a evidencia do que se aprendia nas letras. Seus ensinos consistia em pratica, demonstração do amor de Deus em todos os sentidos, ate mesmo para com os inimigos. Outra vez, depois de seus discípulos terem acompanhado toda a sua trajetória, Ele falou: “Ide por todo mundo, pregai o Evangelho a toda criatura!” (Marcos 16.16). Pois ele era sabedor de que somente o Evangelho, a Boa Nova, poderia dar vida ao mundo acabado e reconciliá-lo com Deus.
Jesus Cristo não fez restrição quando determinado grupo diferente de discípulos pregava e expulsava demônios em seu nome, apesar das reclamações dos discípulos. Tão somente ele falou que quem não era contra era a favor, quem não espalhava, ajuntava. Notamos que ele não perdeu seu tempo precioso de fazer sua missão para discutir questões de jurisdição eclesiástica. Seus ensinamentos não concordavam que a igreja X prepara-se um plano para se contrapor a igreja Y, sua irmã, tão somente por questões políticas.
O pecador cotinua afogando-se no mar turvo do pecado enquanto lá na praia os pescadores que ainda não aprenderam a lição de Jesus continuam a brigar entre si, indiferente ao clamor dos que perecem, fazendo a equipe de salvamento perder forcas e mostrar-se incapaz de resolver o problemas das vitimas do pecado. Estaria o dono da companhia de salvamento satisfeito com esta situação?
Quando analisamos a frase de Jesus, “ide por todo o mundo”, vemos que a Igreja tem a responsabilidade de conquistar o mundo. Ao invés de perdermos tempo com nugacidades, pieguices e questões irrelevantes, devemos aplicar estratégias de conquistar o mundo. As almas estão ao redor de nos esperando o socorro, enquanto estamos presos nos embaraços e em falta para com a nossa maior vocação que e de ganhar almas. E quase inacreditável, devido seu grau de inadimissibilidade, mas ha igrejas locais ou regionais que ainda não tem um plano de evangelização definido, nelas não ha a menor perspectiva de como se vê hoje a necessidade de usar diferentes métodos de evangelismo face a velocidade de evolução do mundo. Enviar missionários seria inovação nociva para algumas lideranças nessas igrejas. Interessante e que ha recursos para tudo, carros, casas, etc., mas quando se fala de evangelismo, missões e obra social, o dinheiro desaparece. Diz a Bíblia “digno e o trabalhador do seu salário” (Mateus 10.10) e ainda “e dando que se recebe”, por mais que uma igreja não tenha recursos quando ela investe em missões e evagelismo o Senhor abre as janelas do céu e esta igreja passa a ser uma igreja onde recursos jorram como a fonte de um grande rio. Não e de se admirar que já existe hoje uma cobrança por parte da sociedade e de setores políticos, pois determinadas igrejas tem patrimônios invejáveis, e não tem um obra de assistência social pelo menos para atender a comunidade que lhe pertence. Existem ate edifícios sem nenhuma utilidade, enquanto há tanta carência de escolas, postos médicos e moradia. Será que tais lideres sabem o que e depender do atual sistemas de saúde de nosso pais? a esses diz a Escritura em Provérbios: “Procura saber do estado das tuas ovelhas”. Estaria a igreja cumprindo sua missão abrindo as portas de seus templos três a cinco vezes apenas por semana em intervalos inferiores a duas horas enquanto ha milhares de pessoas necessitando de libertação, cura e outros cuidados? Estaria sendo o templo um aprisco permanente ou um abrigo temporário? E o que falar de determinados templos e gabinetes onde o acesso e quase impossível a pessoas comuns como acontece nos grandes centros? Seria o esse ministério agentes de vida ou executivos de uma grande empresa da fé racional?
E diante de um quadro como este que perguntamos se estamos ou não negligenciando a nossa vocação.
Mas agora pergunto: será que realmente os pescadores aprenderam a lição que Jesus Cristo ensinou? e se não aprenderam porque não o procuram para receber uma aula de reforço? Será que a fama e o “status” evangélico os impedem de recomeçar?
Há hoje na Igreja uma multidão de pessoas comuns, crentes cheios do Espirito Santo que estão tendo profundas visões de como expandir a Obra do Senhor, porem as vezes são impedidos pôr seus superiores devidos um leve temor que estes tem de serem superados e esquecidos. Para estes pergunto: Onde esta a renovação do Espirito Santo em vossas vidas? Seriam as aspirações pessoais e as considerações ministeriais mais importante do que o Plano de Deus para com sua Obra? Estariam os protocolos eclesiásticos acima da urgente necessidade de renovação e alcance do mundo perdido? Particularmente acreditamos que o grande poder do Senhor há de manifestar nesses últimos dias e muitos verão que Deus fará verdadeiramente nos compreendermos que operando Ele, quem impedira?
E evidente que devemos pensar na Igreja do Senhor com um Reino uno e poderosíssimo, pois reino dividido contra si mesmo não sub-existe, segundo o próprio Senhor. Não quero aqui justificar que a Igreja de Jesus deva se mistu
rar com denominações que já perderam de vista a santidade, a pureza, os prodígios, os milagres e uma vida piamente aos pés do Senhor. Nem tampouco proponho aceitação dos rebeldes dentro do aprisco, sem um verdadeiro arrependimento e mudança de vida. Combato aqui a atitude de muitos que criam preceitos sem fundamento bíblico para exercer dominação sobre o povo de Deus, levando-o a ter uma vida estéril, como verdadeiros robôs programáveis, sem contemplar a plenitude da liberdade
que e o Cristianismo proposto por Jesus Cristo.
Pecamos ao Senhor que mande Obreiros com visão para sua Seara e que renove a visão dos que estão precisando.
Jossy Soares é membro do Projeto Pés Formosos e trabalha com o GPEU(Grupo Pentecostal de Evangelização Universitária – entidade doutrinariamente assembleiana e que pretende estender-se por todo território nacional observando determinações dos Ministérios locais
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Posted by Valmir Nascimento on jan 9, 2007 in Cosmovisão | 0 comments
Por
Valmir Nascimento M. Santos
Recentemente ouvi um colega inserir o livro “O monge e o executivo” de James Hunter entre os escritos de auto-ajuda, incluindo-o na mesma seção de Lair Ribeiro e a “turma do sucesso”. A intenção foi boa, afinal queria ele advertir seus ouvintes acerca do crescimento de uma praga chamada auto-estima, a qual tem produzido uma quantidade considerável de literatura e se alastrado pelos quatro cantos da terra. De forma que os livros são comercializados como alimento, lidos como revistas e praticados como doutrinas.
Ocorre que meu amigo equivocou-se. “O monge e o executivo” não é um trabalho de auto-ajuda, pelo contrário o escrito de James Hunter vai exatamente na contramão desse pensamento. Ele conta a história de John Daily, um homem de negócios bem sucedido que percebe, de repente, que está fracassando como chefe, marido e pai. Numa tentativa desesperada de retomar o controle da situação, ele decide participar de um retiro sobre liderança num mosteiro, comandado por Leonard Hoffman, um influente empresário que abandonou tudo em busca de um novo sentido para sua vida.
A principio, Daily e os outros cinco alunos que participam do seminário reagem com um certo ceticismo aos conceitos apresentados, mas depois eles se rendem à sua experiência. Afinal, Hoffman ganhou fama no mundo dos negócios por sua capacidade de recuperar empresas em crise, transformando-as em exemplos de sucesso. Segundo ele a base da liderança não é o poder e sim a autoridade, conquistada com amor dedicação e sacrifício. E diz ainda que respeito, responsabilidade e cuidado com as pessoas são virtudes indispensáveis a um grande lider.
Ele acredita que liderar não é ser chefe (Chefia pressupõe autoritarismo). Liderar também não é o mesmo que gerenciar. Você gerencia coisas e lidera pessoas. Liderar é servir. Embora ‘servir’ tenha uma conotação de fraqueza para alguns, a liderança servidora pode ter um impacto positivo em nosso desempenho como pais, treinadores, cônjuges, professores, pastores ou gerentes – afinal, todos querem se tornar os líderes que as pessoas precisam e merecem.
Um dos conceitos fundamentais é exatamente a palavra liderança. Segundo ele liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos identificados como sendo para o bem comum. Com efeito, a liderança eficaz é baseada nos bons relacionamentos e na autoridade, que é a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal.
Hunter baseia todos os seus princípios de liderança em consonância com a verdades bíblicas, especialmente, no modelo de liderança de Cristo, cuja essência era “Se você quiser liderar, primeiro deve servir”. E Jesus demonstrou isso durante todo o seu ministério terreno. Lembremos, Ele não era detentor de qualquer tipo de poder político, econômico ou religioso da época. Herodes, Pôncio Pilatos, os romanos e muitos judeus religiosos tinham poder, mas Jesus não. Ele possuía autoridade. Influência sobre as pessoas que o seguiam. Influência essa que era baseada principalmente na forma como servia ao povo.
O livro ainda coloca as características do amor ágape como o modelo para o líder, assim o capítulo 13 de I Corinthios apresenta-se como o texto áureo da verdadeira liderança. Para verificar, basta trocar as palavras amor/caridade pela expressão verdadeiro líder e terás a seguinte paráfrase: O verdadeiro líder sofre, é bondoso. O verdadeiro líder não é invejoso, não é leviano e não é arrogante. O verdadeiro líder não se porta com indecência, não é mesquinho, não se estressa facilmente e não suspeita o mal. O verdadeiro líder não folga com a injustiça, ama a verdade. O verdadeiro líder acredita, é paciente e tudo suporta.
Em conclusão, “o monge e o executivo” é um livro que deveria ser lido por todos quantos almejam a liderança. Ou melhor, deveria ser lido e relido por todos os cristãos. Afinal, liderança não se circunscreve somente ao limites eclesiásticos e ao mercado de trabalho. Pelo contrário deve estar presente em todas as esferas de nossa vida: família, amigos, escolas, universidades e demais entidades. Eis que como cristãos precisamos influenciar as pessoas e a sociedade em que estamos inseridos. Precisamos conduzir e não sermos conduzidos. Precisamos impactar e não sermos impactados.
Porém, as perguntas que ficam em relação ao modelo de liderança servidora são as seguintes: Quem está disposto a servir? Quem está disposto a lavar os pés dos seus liderados?
Pensemos nisso!
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Posted by Valmir Nascimento on out 26, 2006 in Cosmovisão | 1 comment
É possível conciliar uma “terra jovem” com um Universo que existe há bilhões de anos?
As evidências científica apontam para um Deus que projetou o Universo e a vida em toda sua complexidade? Ciência e teologia podem atuar em harmonia? Criação e evolução analisa as três diferentes linhas de pensamento sobre esse tema palpitante:
criação recente, ou terra jovem;
criação progressiva, ou terra antiga;
evolução teísta ou criação evolutiva. As discussões a respeito dos diferentes pontos de vista são um grande desafio. No entanto, o interesse dos cristãos pela verdade é um fato, uma vez que foram chamados a proclamar e a defender as abordagens que adotam diante de um mundo incrédulo. Autores J. P. Moreland (editor geral) é professor de filosofia na Talbot School of Theology em La Mirada, Califórnia. John Mark Reynolds (editor geral) é diretor do Torrey Honors Institute at Biola University em La Mirada, Califórnia. Paul Nelson é um sócio do Centro for Renewal of Science and Culture in Seattle, Washington. Robert C. Newman é um dos diretores da Interdisciplinary Biblical Research Institute at Biblical Theological, Hatfield, Pensilvânia. Howard J. Van Till é professor de física na Calvin College Grand Rapids, Michigan
ww.editoravida.com.br
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Posted by Valmir Nascimento on out 24, 2006 in Cosmovisão | 1 comment

“Só tu és Senhor, tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto há neles; e tu os preservas a todos com vida, e o exército dos céus te adora” (Neemias 9.6).
por Dr. Samuel Fernandes M. Costa
A realidade existe? Nossas vidas não passam de um programa de computador que roda nas nossas mentes? Nossas imagens são apenas uma projeção mental do nosso “eu digital”? Apenas sonhamos enquanto damos um duro medonho no trabalho? Adormecidos, nos entregamos em amor, enquanto as máquinas que dominam o mundo se alimentam das nossas energias?
Com o lançamento do filme Matrix Revolutions, o último da trilogia Matrix dos irmãos Wachowsky, essas perguntas voltam a povoar o consciente da humanidade.
No primeiro episódio da série, o personagem Morfeu nos esclareceu o que é Matrix:
Morfeu: A Matrix é um mundo dos sonhos gerado por computador… Feito para nos controlar… para transformar o ser humano nisso aqui (Morfeu mostra uma bateria).
Neo: Não. Eu não acredito. Não é possível!
Morfeu: Eu não disse que seria fácil, Neo. Eu só disse que seria a verdade.
A realidade existe? Nossas vidas não passam de um programa de computador que roda nas nossas mentes? Nossas imagens são apenas uma projeção mental do nosso “eu digital”?
A questão da verdade de Matrix em contraposição com a verdade do cristianismo já foi abordada anteriormente no artigo “
Matrix e sua filosofia pós-moderna“.
Não é só a trilogia Matrix que afirma que nosso mundo é virtual. Outros filmes são regidos pela mesma cartilha.
Em 1999, no mesmo ano em que foi lançado o primeiro filme da série Matrix, também chegava aos cinemas o 13º Andar, de Josef Rusnak, com Craig Bierko. No décimo terceiro andar do prédio de uma grande companhia, cientistas recriaram a Los Angeles dos anos 30 de forma tão realista que os habitantes nem desconfiavam que não existiam de fato – eram apenas um programa de computador. No final, ficamos sabendo que o nosso mundo contemporâneo também não passa de uma simulação.
Em 2002, foi lançado S1m0ne (com um 1 no lugar do i e um zero no lugar do o. É a abreviação de “Simulation One”), de Andrew Niccol, com Al Pacino e Catherine Keener. Pacino interpreta Victor Taranski, cineasta de pretensões artísticas, que consegue criar uma linda estrela de cinema virtual e com isso atinge inesperado poder e popularidade. Essa mulher virtual chama-se S1m0ne.
A civilização contemporânea está cada vez mais submersa no cyberespaço. A internet é um fenômeno perfeitamente real, que faz parte do nosso mundo e está afetando nossas subjetividades, nossas cosmovisões e nossos modos de ser e viver. A dinâmica da tecnociência é nossa aliada e passamos a viver fortemente influenciados por esses ambientes digitais. Até aí tudo bem, pois continuamos diferenciando o real do irreal, o fato da ficção, o verdadeiro do imaginário.
O problema é perdermos o senso crítico e acreditarmos que o nosso mundo é uma ilusão. Nesse ponto passamos a fazer parceria com a trilogia Matrix, o hinduísmo e o budismo, entre outras visões de mundo.
O hinduísmo
No hinduísmo, acredita-se que o deus Brahman teve um sonho em que gotículas saíam do seu corpo como gotículas de suor. Elas foram crescendo, transformando-se e evoluindo no cosmo, nas galáxias, nos planetas, nos homens, nos animais, na natureza… e tudo o que hoje conhecemos como o mundo fisicamente real não passa de um sonho do deus Brahman. Portanto, a única realidade seria apenas Brahman.
Vivemos, então, supostamente em uma ilusão (maya) criada por Brahman. Para que Brahman criou essa ilusão? Os hinduístas respondem que Brahman a criou para sua própria diversão (lila). Resumindo, no hinduísmo, nosso complexo mundo físico, com todos os seus ecossistemas, e nosso sofisticado corpo humano não passam de uma realidade virtual, como um joguinho de computador, semelhante ao The Sims, Sim City ou Age of Empires.
A solução budista está em cada pessoa descobrir a sua própria “não-existência”.
O budismo
No budismo, aprendemos que Gautama Buda era um príncipe hinduísta que abandonou seu castelo, sua esposa e seu filho para descobrir a causa de tanto sofrimento. Meditou embaixo de uma figueira e descobriu que a razão do sofrimento seria, resumidamente, o apego e o desejo. A solução budista está em cada pessoa descobrir a sua própria “não-existência”.
Segundo o budismo, o homem simplesmente deve entender que não existe o “eu”. As últimas palavras de Buda, aos oitenta anos e antes de morrer de disenteria, foram: “tudo é impermanente”.
O cristianismo
O ensinamento de Jesus é que o homem existe e deve “negar-se a si mesmo”, negar o seu “eu” e tomar a sua cruz (veja Marcos 8.34). No cristianismo, o “eu” existe e deve ser subjugado, morto, e não enaltecido.
Quando o apóstolo Paulo falou aos filósofos gregos no Areópago, em Atenas, fez referência ao altar que tinha a inscrição: “Ao Deus Desconhecido” (Atos 17.23). Paulo disse que estava anunciando esse Deus para os atenienses. Na verdade, o altar “ao Deus desconhecido” tinha uma história, de que tanto Paulo quanto aqueles filósofos tinham conhecimento.
Quando Jesus se faz conhecido, uma luz ilumina as trevas, como um farol que norteia os marinheiros em uma tempestade, e cessa a pestilência espiritual que parecia não ter mais fim.
Ao mencionar que em Deus “vivemos, e nos movemos, e existimos” (Atos 17.28), Paulo estava citando o poeta Epimênides de Creta (do sexto século a.C.). Conta-se que Epimênides foi convocado de Knossos, na ilha de Creta, para Atenas, quando os habitantes da cidade enfrentavam uma terrível peste. Nenhum dos deuses de Atenas tinha sido capaz de livrá-los dessa praga e o oráculo de Delfos indicava a existência de um Deus que não estava sendo agradado pelos atenienses. Epimênides sabia como agradar a esse Deus “ofendido e desconhecido”. Quando chegou a Atenas, soltou um rebanho de ovelhas no Areópago, orientando a população a erguer um altar “ao Deus desconhecido” no local onde elas parassem para repousar. Vários altares foram construídos e a praga cessou.
Epimênides talvez seja um exemplo do homem pagão que, mesmo em trevas espirituais, “apalpou” e encontrou o Deus verdadeiro “que não está longe de cada um de nós” (Atos 17.27).
A vida espiritual também é assim. Enquanto os homens não conhecem o Deus de Israel, a vida é sem motivo e sem razão, a esperança no porvir é tão escura como o breu, a existência é uma ilusão doentia e a morte eterna é seu destino final (pois sofrem de um flagelo espiritual). Sem Deus, a humanidade enfrenta uma epidemia espiritual caracterizada pela mortandade.
Quando, porém, Jesus se faz conhecido, uma luz ilumina as trevas, como um farol que norteia os marinheiros em uma tempestade, e cessa a pestilência espiritual que parecia não ter mais fim. Ele é a certeza de que chegaremos à bonança do lar eterno após uma vida sofrida. Jesus nos dá a convicção de que não tateamos mais no escuro. Com Cristo, marchamo
s firmes e certos de que um dia estaremos para sempre no descanso do Senhor, pois “nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (Atos 17.28).
Conclusão
Nosso mundo é tão real como uma rocha. Uma rocha é constituída por átomos, como outros objetos do mundo. E os átomos, formados por quarks. Os quarks podem ser produzidos por supercordas. Se prosseguirmos além disso, entramos em terreno cientificamente desconhecido.
A fronteira entre a existência e a inexistência pode não ser muito bem determinada nas ciências humanas (especialmente na filosofia), mas é clara na Bíblia Sagrada: quando saímos da existência física, passamos para uma existência espiritual, invisível, mas também real.
Sim, a realidade existe tanto na dimensão física (visível e palpável) como na espiritual (invisível e impalpável). Somos reais e criaturas do Deus vivo. Como afirma Todd Charles Wood, geneticista do Institute for Creation Research (Instituto de Pesquisa da Criação): “Deus criou o organismo no Gênesis em um estado maduro, e o genoma é o banco de dados que garante sua continuidade no estado maduro”. Ou, como relata o profeta Isaías: “Porque assim diz o Senhor, que criou os céus, o Deus que formou a terra, que a fez e a estabeleceu; que não a criou para ser um caos, mas para ser habitada. Eu sou o Senhor, e não há outro” (Isaías 45.18). Essa é a emersão da nossa realidade! É o nosso devir! E Deus seja louvado! Amém. (
Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa –
http://www.chamada.com.br/)
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