Direitos desumanos
[Eis uma interessante crítica de Ives Gandra sobre o vetusto Programa Nacional dos Direitos Humanos. Gandra é um dos juristas mais respeitos no Brasil e demonstra com maestria alguns absurdos contidos no decreto presidencial 7.037/09 do sr. Lula da Silva].
O decreto presidencial 7.037/09 tem gerado muita polêmica porque quis incluir na Declaração Brasileira de Direitos Humanos muitos elementos de extrema controvérsia, a par de desdizerem do sentido do que sejam Direitos Humanos.
Realmente, nosso PNDH-3, em que pese 90% de seu conteúdo ser altamente positivo, não faz jus, naquilo que incluiu de realmente atentatório aos Direitos Humanos, à sadia tradição das Declarações Universais, nem da Revolução Francesa (1789), nem da ONU (1948).
Dawkins usa crianças cristãs em anúncio ateu
A mais recente campanha contra a religião levada a cabo por Richard Dawkins recorre à imagem de duas crianças que são filhas de um dos mais conhecidos músicos cristãos dos EUA, Brad Mason. “Não me rotule, por favor – Deixe-me crescer e escolher por mim.” É esse o lema que aparece entre as fotografias de duas crianças aos saltos, com um grande sorriso no rosto, numa imagem que pretende revelar liberdade e felicidade. A campanha está sendo levada a cabo pela British Humanist Association e o biólogo e militante ateu Richard Dawkins, com o objetivo de criticar a educação religiosa das crianças. Segundo um dos dirigentes da BHA, Andrew Copson, “rotular as crianças segundo a religião dos seus pais atenta contra seus direitos e a sua autonomia”. (…)
“Parece piada”, explicou o pai e fotógrafo Brad Mason, “porque obviamente estavam à procura de imagens de crianças que parecessem felizes e livres. Aconteceu escolherem estas crianças cristãs. É irônico. No fundo é um elogio, demonstra que educamos bem os nossos filhos, e que são felizes.”
Li no Criacionismo
[Coisas do Dawkins, como sempre]
Jornalistas seguidores do irado Dawkins
Em matéria publicada no site da revista Época, com o tema “Dawkins: um biólogo irado“, o jornalista, cujo nome não é revelado, não contente em simplesmente dar publicidade ao novo livro do líder dos neoateístas, e replicar suas, como direi, prá lá de conhecidas queixas contra os teístas, vai além, fazendo uso do principal recurso do próprio Dawkins: dizer asneiras.
Ele escreve: ” O maior espetáculo da Terra não é um mau livro – Dawkins não saberia escrever algo que fosse ruim. No entanto, pode-se perguntar por que ele perde tanto tempo tentando argumentar com os criacionistas. Todos nós sabemos que os criacionistas não são pensadores racionais. Eles são movidos por suas crenças, não pela lógica. Eis aí a justificativa da profissão de fé deste grande cientista. Dawkins não tem medo de ser politicamente incorreto. Não tem papas na língua. Não tem medo de criar polêmica nem chamar os criacionistas de imbecis. A única coisa que Dawkins teme é a ignorância.”
Sobrou ideologia e faltou um mínimo de cultura ao redator de Época, fruto de evidente e estúpido desconhecimento do que seja o criacionismo ou design inteligente, o qual, ele não sabe, não é amparado simplesmente por conceitos de crendices, como quer Dawkins e seus seguidores, e muito menos por pessoas irracionais movidos por fé. Desde há muito essa visão grotesca está superada dentro até dos círculos acadêmicos, somente os atrasados, ultrapassados e os escritores de má-fé reverberam tais ataques funestos. Além de outras incoerências, dizer que criacionistas são irracionais é dizer o mesmo de cientistas que desbravaram a ciência moderna e que criam no criacionismo, como os físicos Newton, Faraday, Maxwell; na biologia, Mendel, Pasteur, Agassiz; na astronomia, Galileo, Kepler, Herschel e, na matemática, Pascal, Leibnitz etc.
Argumentos dessa espécie são, em verdade, táticas rasteiras de jornalistas que comungam da mesma profissão de fé de Dawkins, a saber: o naturalismo. Não possuem argumento, conteúdo e muito menos bom senso para abrir o debate.
Acontece que o jornalista esqueceu de investigar a própria teoria de Darwin. Como escreveu o Dr. Antonino Zichichi, doutor em física núclear, professor de Física da Universidade de Bolonha, fundou e direge o Centro de Cultura Científica Ettore Majorana de Erice, e ex-presidente da European Physical Society, e da Wordl Federation of Scientists, em seu livro Por que acredito Naquele que fez o mundo: Uma teoria com anéis ausentes, desenvolvimentos milagrosos, inesplicáveis extinções, imprevistos desaparecimentos não é ciência galineana. Ela pode, no máximo, ser uma interessante tentativa de estabelecer uma correlação temporal direta entre observações de fatos não-reproduzíveis, objetivamente fragmentários que precisam necessariamente de ulteriores réplicas”.
E daí, quem são os irracionais?
