ESCOLA DE ATEUS

Posted by on jan 21, 2009 in Apologia, Ateísmo | 19 comments

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Charge: Flamir

Educando para a descrença

 Valmir Nascimento 

Uma série de acontecimentos no mundo moderno evidenciam que os ateus da atualidade estão em polvorosa e com as garras afiadas na tentativa de destruir qualquer tipo de crença em Deus, fé e expressão religiosa. No Reino Unido, recentemente o ativista ateu Richard Dawkins encabeçou campanha publicitária onde a frase “Provavelmente Deus não existe; então, pare de se preocupar e aproveite sua vida” foi estampada em centenas de ônibus. Nos Estados Unidos, o advogado Michel Newdow ingressou com pedido na Suprema Corte a fim de que a expressão “com a ajuda de Deus” fosse suprimida do juramento de posse do Presidente Barack Obama. Graças a Deus o pedido não foi atendido.

Esses e outros fatos comprovam a grande diferença entre o ateísmo moderno e o ateísmo antigo. Se em dias passados os antiteístas (ateus, agnóticos e céticos) não faziam questão de expor abertamente suas idéias, hoje eles defendem suas opiniões ostensivamente, e não poucas vezes com ferrenhos ataques aos cristãos, com declarações preconceituosas e descabidas contra todos aqueles que professam uma religião; tanto é assim que no livro “Deus, um delírio” o mesmo Dawkins declara que “Deus é um delinquente psicótico, inventando por pessoas loucas, iludidas”.

Como acadêmico e homem da ciência, Dawkins escreve como um religioso fanático, deixando de lado os pressupostos cientíticos e partindo para a defesa cega e proselitista da sua forma de ver o mundo. Como bem explicou o também professor de Oxford e ex-ateu Alister McGrath no livro “O delírio de Dawkins”, “tal como um evangelista, Dawkins prega a seus devotos do ódio a Deus, os quais se deliciam com o bombardeio retórico e erguem as mãos, prazenteiros”… “os verdadeiros cientistas rejeitam a fé em Deus! Aleluia!”.

Como anotou Ravi Zacharias, infelizmente o ateísmo está vivo e é mortal. Mais mortal ainda agora com contornos de religiosidade materialista e fanática para quem o homem é o seu próprio Deus e a lógica científica a única forma de revelação. E assim como uma igreja cristã que possui escola dominical para a instrução, ensino, e fortalecimento da fé de todos os seus membros, o ateísmo da atualidade tem buscado também formas de educar as crianças segundo a visão ateísta. Uma dessas idéias acontece no Centro da Comunidade Humanista em Palo Alto, Califórnia, com a escola dominical ateísta. Ali meninos e meninas recebem educação tendo como pressuposto principal a argumentação de que Deus não existe.

Frente a uma escola de ateus tal como essa surgem as seguintes indagações: Como se ensina uma criança para a descrença? Como se educa um menino dizendo que o mundo não possui um Criador e que nós somos simples obra do acaso?

Tais perguntas são necessárias, afinal  o ser humano foi criado para crer. Somos naturalmente crédulos, e por várias razões como explica James Sire. Temos razões sociológicas (pais, amigos, sociedade); razões psicológicas (conforto, tranquilidade, significado, esperança); razões religiosas (pastor, líder, igrejas, escrituras); razões filosóficas (uniformidade, coerência, inteireza), etc. É bem verdade que todas essas razões podem ser totalmente desmoronadas de acordo com o ensino que se recebe. Essas razões podem ruir na medida em que argumentos verídicos ou inverídicos são apresentados à pessoa. Mas, como fazer com que um alguém não acredite na existência de Deus ante a razão espiritual? Como se retira de dentro de uma pessoa a certeza de que somos obra de um Criador? Como explicar para a nossa alma que somos fruto do acaso quando ela mesma tem sede do Criador (Sl. 42.2). Como ensinar a alguém que a vida dela não tem sentido ou propósito quando em verdade ela anela pelo Redentor? Nesse caso, simples argumentos educacionais não possuem eficácia.

Assim, ser educado para o ateísmo não é tão somente ilógico mas também anti-natural. A percepção que temos da espiritualidade, fé e da existência de um Deus não é algo criado pela nossa mente, resultado da vida em sociedade ou que isso tenha sido inculcado em nós pelo nossos pais, pelo contrário, são as marcas do Criador na vida de todo ser humano, que foi criado segundo a sua imagem e conforme a sua semelhança (Gn. 1.26).

Carl Sagan, um dos ateus mais conhecidos da história, disse certa vez que “não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar”. Não se sabe ao certo sobre quais tipos de evidências e crenças a que Sagan se refere, mas, num pensamento inverso, podemos dizer o mesmo acerca dos ateus: “Não é possível convencer um descrente de coisa alguma, pois suas descrenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de não acreditar”. Essa necessidade, é claro, não é natural, mas sim criada pelo próprio homem que tenta tirar Deus do cenário e agir conforme seu próprio pensamento. Por esse motivo é que a Bíblia registra: “Diz o tolo no seu coração: não há Deus” (Sl. 53.1).

 

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PROVAVELMENTE…

Posted by on jan 14, 2009 in Apologia, Ateísmo | 5 comments

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por José San Martin

Finalmente o biólogo Richard Dawkins e seus seguidores conseguiram emplacar cartazes com mensagem ateísta em 800 ônibus na Inglaterra, além de estações do metrô, em uma “resposta” aos anúncios cristãos comuns nos coletivos britânicos. Os ateus receberam doações e apoio de uma entidade humanista e do próprio Dawkins. “Provavelmente, Deus não existe. Agora pare de se preocupar e aproveite sua vida”, é o conselho pintado nos cartazes.

Trata-se apenas de mais um capítulo no processo de expulsão de Deus do país. Já em 2001, uma sondagem feita pelo Instituto Gallup revelava que apenas 13% da população acreditava que a sociedade do seu país era cristã. É a materialização da campanha pró-secularização com a exaltação do humanismo, hedonismo e toda sorte de idéias e doutrinas anticristãs.

O laureado jornalista português Gilberto Ferraz, correspondente na Inglaterra, lembra que ainda no início deste século autoridades católicas inglesas lamentavam que o Cristianismo tinha praticamente desaparecido, devido especialmente ao fato dos jovens estarem indiferentes aos valores e à moral cristã e os adultos entregues à droga, à pornografia e ao álcool.

Esta afirmação foi confirmada em 2004 pela segunda mais importante figura hierárquica da Igreja Anglicana , o Dr. David Hope, antigo Arcebispo de Iorque, que afirmou numa entrevista à televisão em 2004 que a Grã-Bretanha jamais se poderia considerar como país Cristão. As pesquisas lhe davam razão. Dados publicados em 2005 revelavam que apenas 6,8% da população britânica (58,8 milhões – censo de 2001), freqüentava a igreja. Comparados a 1980, em que dados análogos registravam 14,5%, a baixa era reveladora. Outro fator curioso, este referente ao número de pessoas que acreditava que Jesus Cristo é o filho de Deus, baixou de 71% em 1957, para 45% em 1999 e outros 22% da amostra entrevistada afirmava que Cristo não passava de uma treta.

Certamente Dawkins e seus correligionários tiveram na própria liderança cristã grande ajuda ao desmantelamento da fé. Ordenação de ministros homossexuais e outras aberrações antibíblicas, tanto quanto a busca de interesses pessoais em detrimento da defesa e aplicação da Sã Doutrina. Entre 1980 e 2000 cerca de 300 igrejas por ano foram fechadas na Inglaterra. Em contraste, no final de 2006, era evidente o aumento tanto do islamismo (com cerca de dois milhões, com predominância no norte e centro do país), como do budismo ainda que menos acentuadamente.

Perguntas básicas precisam ser feitas: Quais os “benefícios” do ateísmo à nação palco de grandes avivamentos espirituais no passado e que agora é levada a se revoltar contra Deus por idiotas-instruídos como Dawkins? Para onde caminha a o Reino Unido? O que está por trás da massificação da idéia de que “provavelmente Deus não existe”? Como “aproveitar a vida” sem as regras morais de Deus que garantem o equilíbrio social?

Deus é maravilhoso. Notem: Um dia antes da notícia sobre a campanha ateísta a Agência EFE informou que 3,5 mil estudantes na Inglaterra foram punidos por condutas sexuais inadequadas.

Isso significa que “indiferença juvenil aos valores e à moral cristã” — tanto quanto “adultos entregues à droga, à pornografia e ao álcool”, são reflexos claros do que a opção pela ausência de Deus provoca numa sociedade pós-cristã.

Cerca de 3,5 mil estudantes foram punidos no Reino Unido em um único ano por “condutas sexuais inapropriadas”, informaram nesta segunda-feira [5] dados do Departamento de Infância, Escolas e Famílias do Governo. Os dados, divulgados pela cadeia pública BBC, correspondem ao ano letivo 2006-2007 e causaram profunda preocupação e comoção social no país.

A maioria de expulsões temporárias ou definitivas por “assédio sexual” aconteceu no ensino médio, mas também houve 260 casos nas escolas primárias – correspondente ao ensino fundamental.

E o que isso tem a ver com a apostasia pregada por Dawkins? O desenfreamento moral é um sinal claro do que está por vir, pois se “Deus provavelmente não existe”, como rezam os anúncios, também não existem regras morais, Leia-se: freios, limites. Tudo é acaso. Sem culpa, sem pecado, sem céu ou inferno.

É a soma de ateísmo mais Humanismo (“uma série de valores e ideais relacionados à glorificação do ser humano”. Ou “doutrinas que colocam o homem e a condição humana em primeiro lugar, medindo tudo o mais segundo as suas características, necessidades e interesses) e Hedonismo (Doutrina que considera a busca do prazer como o bem supremo, o principal objetivo da vida moral).

É o homem no centro. Deus banido ou, quando muito, “provavelmente”, na periferia.

Por que e pra quê, então, punir estudantes que apenas deram vazão aos seus instintos naturais adquiridos nos milhões e milhões de anos de evolução de uma bactéria-macaco ao homo sapiens? Se “Deus provavelmente não existe”, por que o comportamento inapropriado de jovens que querem copular entre si e com todas as fêmeas em todos os lugares possíveis — inclusive na escola — causam “profunda preocupação e comoção social no pais”?

Leiamos a frase novamente sobre a reação social à prostituição-abrasamento sexual precoce e inapropriado, sublinhemos as palavras-chave e notemos seus significados:

Os dados [sobre as condutas sexuais inapropriadas] causaram profunda preocupação e comoção social no país.

Preocupação: ansiedade, inquietação, nervosismo, medo, compulsão, obsessão. Comoção: alvoroço, sobressalto, abalo. Quem cunhou a frase na notícia não foi um religioso carola. Não foi um crente inocente, mas um jornalista num texto que deixa a objetividade de lado e entra no mérito da questão.

A verdade é que a exemplo dos EUA, que a cada dia também se afastam de Deus —cujas adolescentes fazem pacto para engravidar e lideram os índices de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs/AIDS) —, a Inglaterra é estimulada por intelectuais ateus a perseguir um estilo de vida temerário. A notícia continua o relato da decadência juvenil e infanto-juvenil:

A maioria de expulsões temporárias ou definitivas por “assédio sexual” aconteceu no ensino médio, mas também houve 260 casos nas escolas primárias - correspondente ao ensino fundamental.

O relatório governamental também utiliza uma pesquisa da ONG “Young Voice” (Voz Jovem), oferece outro número inquietante: um de cada dez jovens britânicos com idade entre 11 e 19 anos foi forçado, em alguma ocasião, a participar de um ato sexual.

As “condutas sexuais inapropriadas” incluem pichações com desenhos sexualmente explícitos, apelidos com conotações sexuais, toques não consentidos e abusos mais graves.

Isso é comprovado desde a declaração do ex-prefeito de Londres Ken Livingstone numa entrevista radiofônica — “A Grã-Bretanha não é mais um país cristão, porque as pessoas não vão mais à igreja” —, até a constatação de quem são neste exato momento alguns dos astros que servem de modelos do público infanto-juvenil de libido fervente.

Entre os ícones britânicos de sucesso que deveriam estrelar a campanha do anticristo Dawkins está Amy Winehouse, convocada pela Justiça da Noruega para comparecer ao país neste dia 12 de janeiro, para o desencadeamento de um processo por posse de drogas. A cantora, seu ex-marido e o cabeleireiro foram detidos em outubro de 2007 em Bergen com sete gramas de maconha.

Amy representa perfeitamente a juventude britânica que Dawkins e sua turma está a discipular no ateísmo. Bulimíaca,viciada em drogas, sexo e candidata a morte precoce. A revelação partiu do seu último amante Alex Haines, que também contou como a ganhadora de Grammys torra o equivalente a 14 mil reais por semana com a compra de drogas. A notícia do News of the World que ganhou o mundo termina como uma nota triste.

Haines declarou ao jornal que Amy, 25 anos, comentou com ele que acredita que vai morrer jovem. “Era como ter a minha própria estrela pornô. Ela acha que vai entrar para o clube de roqueiros que morreram aos 27 anos. Ela me disse ‘tenho o sentimento de que vou morrer jovem” – contou o ex-amante de Amy.

Ainda poderíamos citar o guitarrista dos Rollings Stones, Ron Wood, internado há quatro meses por tripla dependência: álcool, drogas e sexo. Quem melhor, além de Winehouse serviria de inspiração aos estudantes adeptos do sexo livre, dentro e fora da escola? Nem falemos dos cantores homossexuais drogados George Michael decadente tanto quanto Amy e o sobrevivente Elton John (que confessou ter passado grande parte de sua vida sob efeito de entorpecentes), entre outros.

Vamos reler a arenga do anticristo: “Provavelmente, Deus não existe. Agora pare de se preocupar e aproveite sua vida” .

Ué, se Deus “provavelmente” não existe, por que se preocupar com sua existência? Quem dá bola para o que não existe a não ser um louco? Por que não escreveram direto: “Deus não existe. Curta a vida”? Por que o “provavelmente”? Por que falar de preocupaçãocom o fato de Deus existir se têm certeza do contrário?

É porque velhos ateus e seus rastros seguidos por Dawkins não conseguiram matar o Criador — Seja Darwim a 150 anos, seja Nietzsche há pouco mais de 100! Porque não dá para preencher o vazio em forma de Deus no coração humano com idéias sem sentido provenientes de uma mente pós-macaco irrelevante. Se tudo é acaso, como zombou C.S. Lewis, logo nossas elucubrações valem nada!

É porque também há Phds, doutores, cientistas e pessoas no mesmo nível de Dawkins manifestando a sua fé no Criador (os doutores Alister e Joanna McGrath que o digam em seu “O delírio de Dawkins” (Editora Mundo Cristão), em que revelam a inconsistência de argumentos, aliados à intolerância desmedida de Dawkins em “Deus, um delírio” (Companhia das Letras). É porque não dá para simplesmente dizer que a fé é ópio do povão, pois ela é a razão de vida de muitos na elite financeira e intelectual, tanto quanto de gente simples e anônima. A evolução é impossível sem as mentiras, manipulações da opinião pública, os “milhões de anos”… Há controvérsias cada vez mais graves, a exemplo de uma simples iguana descartada por Darwin revelada recentemente.

Como é possível aproveitar a vida, destruindo-a? Como ser feliz vivendo desenfreadamente em condutas sexuais inapropriadas? O quadro que se desenha na nação inglesa não é novidade. É a velha história da derrocada nacional proporcionada pelo materialismo aos países do leste europeu, especialmente à Rússia, bem como tantos outros lugares onde milhões de seres humanos foram massacrados.

O tom triste no texto do repórter da Agência EFE não deixa dúvidas sobre o que pode ocorrer àqueles que tentam “deletar” ou ser indiferentes a Deus.

O próprio Governo, através do ministro de Infância, Escolas e Famílias, Ed Balls, pediu recentemente à Anti Bullying Alliance (Aliança contra o Abuso Escolar) que elaborasse um guia para ajudar os professores a enfrentar os abusos de caráter sexual. O guia, ainda não publicado, visa a ajudar os docentes a combater a linguagem obscena, a combater os casos de assédio e a promover uma relação saudável entre os adolescentes de ambos os sexos, no momento em que os analistas consideram que há um aumento da misoginia por culpa da cultura de gangues. 

O porta-voz do Sindicato dos Professores, Chris Keates, explicou que suas pesquisas em 2008 concluíram que se trata de um fenômeno que tem como vítimas quase únicas as mulheres, estudantes e professoras. “A evidência concluída por nossos filiados é de que os estudantes sofrem o mesmo comportamento atroz. É inegável que temos um problema“, ressaltou Keates

“O homem que diz: ‘Deus não existe!’, é completamente louco. O resultado dessa idéia errada é a perda da moral. Quem acha que Deus não se importa com nossa vida é incapaz de fazer coisas boas e certas. 2 Lá do Céu o Senhor olha para a humanidade, procurando alguém que compreenda seus planos, procurando alguém que deseje comunhão com Ele. 3 Mas, de que adianta? A humanidade inteira se desviou do caminho certo e se perdeu. Todos os homens foram estragados pelo pecado. Não há um homem sequer que procure fazer o bem; não há nem um homem bom por natureza! 4 Será que essa gente, vivendo em completo pecado, destruindo o meu povo como quem come um pedaço de pão, não percebe a existência do Senhor, nem procura falar com Ele em oração? 5 Eles serão dominados pelo medo porque Deus está ao lado de quem obedece à sua vontade. 6 O Senhor é a proteção dos pobres e humildes quando os perversos exploram e maltratam os justos”, Salmos 14 Bíblia Viva

José San Martín
‘Consagro a Deus o que escrevi’

Por favor, reproduza nossos conteúdos à vontade, mas dê os devidos créditos ao autor e ao blog http://www.josesanmartin.com.br/ - Deus o(a) abençoe!

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SUPERINTERESSANTE PRA QUEM?

Posted by on dez 9, 2008 in Ateísmo, Cosmovisão | 21 comments

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por José San Martin

A macacaiada da redação da revista de “ciência” Superinteressante volta a atacar a fé cristã neste fim de ano (vou falar daTimes e outras no próximo texto). Estão redizendo que a Bíblia está cheia de falhas, foi escrita por homens, como se macacos ou cobras escrevessem alguma coisa… Parecem ter criado (novamente) um grande caso contra Deus, a cristandade e tudo que se nomeie religião. Como fiéis crentes na evolução humana a partir de uma ameba há milhões de anos, os funcionários da Superquerem claramente (novamente) vender revista. Ainda que ao custo de atacar o significado maior do Natal de milhões no mundo inteiro que crêem que o Senhor Jesus Cristo veio ao mundo para salvar a humanidade. E mais: que fomos criados por Deus e não há macaco superintessante nenhum na história do ser humano.

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Somos animais morais?

Posted by on jan 15, 2008 in Ateísmo | 6 comments

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Por Valmir Milomem
Acabo de ler um texto na Folha de São Paulo escrito por Hélio Schwartsman, com o título “Animais morais”. O editoralista da Folha defende a tese exposta por Marc Hauser no livro “Moral Minds” (mentes morais), no qual este biólogo de Harvard apresenta um modelo como desenvolvemos um senso universal do certo e do errado.

Em síntese, Schwartsman argumenta que a faculdade moral do homem é um instinto. A base da ética do ser humano, portanto, são os impulsos nervosos.
Como arremate ele escreve:

Para além da riqueza de dados e novas perspectivas, “Moral Minds” oferece farta munição para destruirmos algumas “idées reçues” (idéias recebidas) renitentes. Uma falsa crença com a qual sempre me vejo às voltas quando incorro em textos ateus é a de que a religião é a fonte do comportamento moral das pessoas. Besteira. Como Hauser mostra de forma muito competente, a moralidade é tributária de um instinto que se consolidou no homem muitos milênios antes do primeiro padre celebrar a primeira missa. O que a religião fez, além da tentativa de usurpar para si a ética, foi despi-la de seus parâmetros variáveis e congelá-la no tempo, proclamando-a una e eterna. A menos que imaginemos um Deus racista, que faça questão de condenar todos os fores, de Papua-Nova Guiné, (canibais) e todos os faraós ptolomaicos (incestuosos), entre muitos outros povos e grupos que violam comandos bíblicos, temos de concluir que a moral é assunto complicado demais para ficar apenas nas mãos de religiosos.


Hélio Schwartsman é uma espécie de André Petry da Folha. Ele não gosta de religião, muito menos de religiosos. Portanto, suas declarações têm como pano de fundo a ideologia anti-teísta. Para ele Deus não existe e a religião está no mesmo patamar que a para-normalidade, as drogas e o sexo: diversão legítima para os apreciadores.
Voltemos ao tema.

A idéia de que a moral é somente um instinto já havia sido albergada anteriormente por Friedrich Nietzsche:

“Em toda a parte onde encontramos uma moral encontramos uma avaliação e uma classificação hierárquica dos instintos e dos actos humanos. Essas classificações e essas avaliações são sempre a expressão das necessidades de uma comunidade, de um rebanho: é aquilo que aproveita ao rebanho, aquilo que lhe é útil em primeiro lugar – e em segundo e em terceiro -, que serve também de medida suprema do valor de qualquer indivíduo. A moral ensina a este a ser função do rebanho, a só atribuir valor em função deste rebanho. Variando muito as condições de conservação de uma comunidade para outra, daí resultam morais muito diferentes; e, se considerarmos todas as transformações essenciais que os rebanhos e as comunidades, os Estados e as sociedades são ainda chamados a sofrer, pode-se profetizar que haverá ainda morais muito divergentes. A moralidade é o instinto gregário no indivíduo.” (Friedrich Nietzsche, in ‘A Gaia Ciência’)

Esse pensamento é eminentemente naturalista. Fruto da idéia Darwinista. A intenção, óbvia, é tirar Deus do cenário. Assim, se Deus não existe, tudo é permitido. Nesse diapasão de pensamento, não existe uma moral absoluta. Não existe um Sábio Legislador. A moral é resultado do próprio homem.

Sem querer alongar muito nesse tema, mas o fato é que em poucos parágrafos C. S. Lewis jogou em terra essa genial idéia de que a moralidade é instintiva. Nas obras “Abolição do homem” e “Cristianismo puro e simples” Lewis desenvolve com maestria o pensamento segundo o qual existe uma Lei Moral absoluta dentro de cada ser humano.

“Certas pessoas, por exemplo, me escreveram perguntando: “Isso que você chama de Lei Moral não é simplesmente o nosso instinto gregário? Será que ele não desenvolveu como todos os nossos outros instintos? Não vou negar que possuímos esse instinto, mas não é a ele que me refiro quando falo em Lei Moral. Todos nós sabemos o que é ser movido pelo instinto – pelo amor materno, pelo instinto sexual ou o instinto da alimentação: sentimos o forte desejo ou impulso de agir de determinada maneira. E é claro que, às vezes sentimos o desejo de intenso de ajudar outra pessoa. Isso se deve, sem dúvida, ao instinto gregário. No entanto, sentir o desejo intenso de ajudar é bem diferente de sentir a obrigação imperiosa de ajudar, que o queiramos, quer não. Suponhamos que você ouça o grito de socorro de um homem em perigo. Provavelmente você sentirá dois desejos: o de prestar socorro (que se deve ao instinto gregário) e o de fugir do perigo (que se deve ao instinto de auto-preservação). Mas você encontrará dentro de si, além desses dois impulsos, um terceiro elemento, que lhe mandará seguir o impulso da ajuda e suprimir o impulso da fuga. Esse elemento, que põe na balança os dois instintos e decide qual deles deve ser seguido, não pode ser nenhum dos dois. Você poderia pensar também que a partitura musical, que lhe manda, num determinado momento, tocar tal nota no piano e não outra, é equivalente a uma das notas do teclado. A Lei Moral nos informa da melodia a ser tocada; nossos instintos são meras teclas”.

‘Há outra maneira de perceber que a Lei Moral não é simplesmente um dos nossos instintos. Se existe um conflito entre os dois, e na mente dessa criatura, não há mais nada além desses instintos, é óbvio que o instinto mais forte deve prevalecer. Porém, nos momentos em que enxergamos a Lei Moral com maior clareza ela geralmente nos aconselha a escolher o impulso mais fraco. Provavelmente, seu desejo de ficar a salvo é maior do que o desejo de ajudar o homem que se afoga, mas a Lei Moral lhe manda ajudá-lo, apesar dos pesares. E, em geral, ela nos manda tomar o impulso correto e tentar torná-lo mais forte do que originalmente era – não é verdade? Ou seja, sentimos que temos o dever de estimular nosso instinto gregário, por exemplo, despertando a imaginação e estimulando a piedade, entre outras coisas, para termos força para agir corretamente na hora certa. E, evidente, porém, que, no momento em que decidimos tornar mais forte um instinto, nossa ação não é instintiva. Aquilo que lhe diz: “Seu instinto está adormecido está adormecido, desperte-o”, não pode ser o próprio instinto. O que lhe manda tocar tal nota no piano não pode ser a própria nota”.

“Há ainda uma terceira maneira de ver a Lei Moral. Se ela fosse um de nossos instintos, seríamos capazes de identificar dentro de nós um impulso que sempre pudéssemos chamar de “bom” segundo a regra da boa conduta. Mas isso não acontece. Não existe nenhum impulso que às vezes a Lei Moral não nos aconselhe a inibir, nem outro que ela não nos encoraje a praticar de vez em quando. É um erro achar que alguns de nossos impulsos, como o amor materno e o patriotismo, são bons, e outros, como o instinto sexual e a agressividade, são maus. Tudo o que queremos dizer é que existem mais situações em que o instinto de luta e o desejo sexual devem ser contidos do que situações em que devemos conter o amor materno e o patriotismo. No entanto, em certas ocasiões, é dever do homem casado encorajar seu impulso sexual, e do soldado fomentar sua agressividade. Existem também oportunidades em que a mãe deve refrear o amor pelo filho, ou o homem deve conter o amor por seu país, para que não cometam injustiças contra outras crianças ou outros países. A rigor, não existem impulsos bons ou impulso maus. Voltemos ao piano. Não há nele dois tipos de notas, as “certas” e as “erradas”. Cada uma das notas é certa para uma determinada ocasião e errada para outra. A Lei Moral não é um instinto particular ou um conjunto de instintos; é como um maestro que, regendo os instintos, define a melodia que chamamos de bondade ou de boa conduta”. (Cristianismo Puro e simples).

C. S. Lewis é realmente formidável.

Apenas como adendo, é importante mencionar que a aquilo que Lewis chama de Lei Moral e a luta entre os instintos já havia sido mencionado por Paulo:
“Eu não entendo o que faço, pois não faço o que gostaria de fazer. Pelo contrário, faço justamente aquilo que odeio. Se faço o que não quero, isso prova que reconheço que a lei diz o que é certo. E isso mostra que, de fato, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz. Pois eu sei que aquilo que é bom não vive em mim, isto é, na minha natureza humana. Porque, mesmo tendo dentro de mim a vontade de fazer o bem, eu não consigo fazê-lo. Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço. Mas, se faço o que não quero, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz. Assim eu sei que o que acontece comigo é isto: Quando quero fazer o que é bom, só consigo fazer o que é mau. Dentro de mim eu sei que gosto da lei de Deus. Mas vejo uma lei diferente agindo naquilo que faço, uma lei que luta contra aquela que a minha mente aprova. Ela me torna prisioneiro da lei do pecado que age no meu corpo. Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte? Que Deus seja louvado, pois ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo! Portanto, esta é a minha situação: No meu pensamento eu sirvo à lei de Deus, mas na prática sirvo à lei do pecado.” Romanos 7:15-25

Portanto, tenho que concluir, a moral é assunto complicado demais para ficar apenas nas mãos dos anti-teístas.

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O filme que tenta “matar” Deus

Posted by on dez 28, 2007 in Ateísmo | 7 comments

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Acaba de estrear nos Estados Unidos e também no Brasil o filme “The Golden Compass” (A Bússola de Ouro), baseado no livro do ateu radical Phillip Pullman.

Para se ter uma idéia do teor do filme, em recente entrevista Pullman disse: Meus livros são sobre matar Deus.

Assim, antes de levar seus filhos para assistir essa “obra cinematógrafica anti-teísta” é bom fazer uma leitura de sua crítica. Eis alguns artigos:

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