Apologeta, lembre-se da Bíblia e do Consolador!

por Valmir Nascimento

O ponto de partida para uma apologética sadia é o estudo sistemático das Escrituras. De pouco adianta dominar técnicas de argumentação e de raciocínio lógico se você não tiver conhecimento bíblico suficiente para embasar a sua crença.

Infelizmente, muitos que se dizem defensores do evangelho acabam invertendo esses fatores, colocando a técnica na frente do conhecimento bíblico; o que resulta numa apologética espiritualmente deficiente, narcisista e absolutamente racionalista.

Apologética sem Bíblia é o mesmo que Cristianismo sem Cristo. Rende boas discussões, mas não acrescenta nada ao Reino de Deus. Aqueles que se enveredam por esse caminho perdem o foco principal do que seja batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos (Jd. v. 3) e com isso partem para ataques pessoais e discussões inócuas.

A Bíblia é o manual por excelência da defesa da fé. Nela estão arraigados os fundamentos da nossa crença e os motivos da esperança que temos em Cristo Jesus.

Uma resposta contundente do Cristianismo tem início no estudo continuo da Palavra do Senhor, afinal “toda escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra (2 Timóteo 3:16-17), por isso a necessidade do desenvolvimento de uma vida de constante investigação da Palavra.

Outro ponto que não pode jamais ser desprezado na apologética refere-se à necessidade de dependência e auxilio do Espírito Santo de Deus. É ele quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. Uma defesa da fé sem a ajuda do Consolador até pode ser bonita, bem desenvolvida e inteligível, contudo, não terá o poder do evangelho para a conversão do ouvinte.

D. L. Moody escreveu em certa ocasião que “a proclamação do evangelho não pode estar divorciada do Espírito Santo. A menos que Ele dê poder à palavra, infrutíferas serão nossas tentativas em pregá-la. A eloqüência humana – ou a persuasão da linguagem – não passam de mera aparência exterior de um morto, se o Espírito vivo não estiver presente. O profeta pode pregar aos ossos no vale, mas tem de haver o sopro do céu para que tornem a viver”.

Apologética sem o Espírito Santo convence a mente. Apologética com o Espírito Santo converte a alma. Isso porque, a conversão de uma pessoa ao Senhorio de Cristo não depende somente de conhecimento, mas também de vontade. Podemos apresentar todas as respostas plausíveis para um questionador do evangelho, demonstrando a lógica do Cristianismo e a plausibilidade da existência de Deus, sem que ele mude sua forma de pensar. Por essa razão, o Consolador deve ser partícipe da tarefa de defesa do evangelho, afinal, como escreveu Ravi Zacharias “a tarefa da apologética é, com a ajuda de Deus, auxiliar o questionador a enxergar seu próprio coração com a raiz do problema e pedir ao Espírito Santo que o convença do pecado, pois é isso o que realmente representa. Uma vez que essa conversão surja e o coração seja visto pelo que ele é, a cruz manterá a sua magnificência como fonte do perdão”.

Pense nisto!

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opiniões

6 thoughts on “Apologeta, lembre-se da Bíblia e do Consolador!

  1. wellykem marinho

    para resolver o problema do conhecimento bíblico, muitos acreditam que basta ler a Bíblia, desprezando a capacidade dos homens de serem iluminados por Deus, para desvendar mistérios pela ação do Espírto Santo. Por conta disso, vale muito o incentivo para o hábito da leitura sistemática e reflexão do que foi lido! Assim o conhecimento torna-se uma base fortalecida – pela Bíblia – que nos dará o conforto num debate apologético.

    nos vemos no 1º Enblogue…

    Wéllykem Marinho

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    1. Valmir Nascimento Post author

      Bem lembrado, Wellykem.

      Aliás, esse post faz parte de um estudo mais amplo, onde eu também dedico um item específico sobre a importância da leitura de bons autores, que lançam luz sobre a interpretação bíblica em benefício da apologética. Não há como desprezar isso!

      Outra coisa. Estava devendo a relação de Hotéis de Campina Grande para o Enblogue. Veja no link abaixo, ok?

      http://www.conscienciacrista.org.br/Conteudo.asp?Id=1346

      abç

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      1. Wellykem Marinho

        obrigado pela dica dos hoteis! Sobre o assunto do post, tenho gostado das leituras sobre este tema. É bem verdade que ainda sou como um peixe fora d’água; mas começo a entender melhor os argumentos. Uma notícia pra vc: lembra daquele projeto de leitura que eu tenho, consegui tirá-lo do papel. vou a campina grande em busca de título que possamos estudar em grupo, que tal umas dicas de leituras – algo leve, para iniciantes -, mas que seja de consistência?

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  2. Orlando

    Creio que onde há a verdade da Palavra Bíblica (e da lógica que a mesma usa/apresenta, critérios adequados de interpretação e o reconhecimento da Lei da não contradição) há a atuação do Espírito da Verdade no embate entre a razão e a vontade livre do cético/questionador!

    Longe da verdade apresentada da Palavra Bíblica é impossível encontrar o Espírito que convence – portanto, a apologética precisa primeiro da verdade lógica da Palavra apresentada/proferida (como de suas verdades extra Palavra do mundo real) ao cético/questionador para que o Espírito possa atuar no embate entre a razão e a vontade livre do cético/questionador!

    É muito subjetivo identificar o Espírito Ajudador antes da apresentação da verdade lógica da Palavra Bíblica (como das verdades lógicas extra Palavra do mundo real) – o mesmo estaria sem ferramentas adequadas para trabalhar no convencimento do cético/questionador!

    Onde está a verdade lógica está o Deus da verdade, o seu Espírito e o seu Cristo Salvador!

    Abraços
    Orlando
    souteologico.blogspot.com

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  3. Guedes

    Do ponto de vista religioso, o post tem toda razão. Mas vendo de fora da religiosidade, algo fica bem claro: Para convencer e manter o crente médio (que com certeza é a maioria), não é necessária tanta lógica ou argumentação muito coerente, já que a capacidade intelectual da maioria não acompanha este esforço. E pessoas com alta intelectualidade se ainda não forem religiosas, muito dificilmente se converterão mesmo se fosse o próprio Cristo em pessoa pregando.

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