Na enxurrada de criações da dita sociedade pós-moderna (aquela que baniu o Deus pessoal de suas vidas), outra idéia suja vem descendo pelos esgotos das cabeças de alguns políticos, intelectuais e cientistas brasileiros: a descriminalização do uso da maconha.

Não bastasse o projeto de lei que pune qualquer tipo de manifestação contra os homossexuais e a acalorada defesa da interrupção da gravidez (leia-se: assassinato por meio do aborto) a não penalização pelo comércio da maconha é outro tema que vem ganhando grande espaço no Brasil, demonstrando-se como mais um idéia estapafúrdia e grotesca, que caminha não somente contra a palavra de Deus e a cosmovisão cristã, mas também, contra a própria saúde e segurança pública.

A revista Galileu, edição de maio de 2007, trouxe como matéria de capa o assunto: Maconha, é hora de liberar? – o real efeito da descriminalização sobre o usuário e a sociedade, onde é analisado os prós e os contras da liberação do uso dessa droga.A declaração mais sórdida e descabida ficou por conta do Governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, eis a sua pérola, in verbis:

“A discussão sobre a descrimininalização das drogas deve ser globalizada, incluir a ONU. O mundo está pagando caro pela proibição rígida, que está levando a milhões de mortes por ano. Quantas pessoas morrem na Ásia, na África, nas Américas, na Europa por conta da proibição do tráfico de drogas? Quantas morreriam se houvesse um processo de legalização e controle? É preciso botar essa conta na mesa, e o primeiro país a discutir isso tem de ser os Estados Unidos, como a principal nação do mundo desenvolvido e um grande consumidor de drogas. Enquanto isso são gastos bilhões de dólares por ano no mundo inteiro no combate à droga. Os resultados são pífios, e muita gente continua morrendo”.

Em verdade eu me equivoquei. A declaração de Sérgio Cabral não é uma pérola, é antes uma mina inteira de bobagens! Pois bem, a idéia genial é a seguinte: Como anualmente muitos cidadãos morrem em virtude do tráfico ilícito de entorpecentes, a melhor coisa que o Estado tem a fazer é liberar o comércio, o que, com isso, acabaria a clandestinidade, a inflação do preço da droga, o tráfico, o lucro dos traficantes, a violência, e, finalmente, reduziria o número de mortes. Simples assim! Por que ninguém havia pensando nisso antes?

Segundo tal argumento, portanto, o que se deve levar em consideração quando se analisa tal problemática não é a questão moral ou familiar, tampouco a saúde dos cidadãos; tais temas, segundo se depreende, não vêm ao caso. O foco, por outro lado, circunscreve- se em estabelecer leis de mercado com vistas a aumentar os distribuidores, mercadores, representantes comerciais, nichos, etc. caso em que, aumentando a oferta, reduziria o valor do produto, onde então os clientes (viciados) teriam mais acesso.

Como dito, a moral, os preceitos familiares e os danos provindos do uso da maconha nem de longe são colocados nessa balança, tampouco são levados em consideração. Mas isso tem se tornado algo comum atualmente, de forma que os valores morais absolutos e os princípios que devem concorrer para a melhoria e a sustentabilidade da família (base do Estado – como assevera a Constituição Federal do Brasil) são deixados de lado.Recentemente, por exemplo, a despeito da liberação da passeata do orgulho gay na Avenida Paulista em São Paulo em detrimento da Marcha para Jesus, o Prefeito Gilberto Kassab (aquele de estopim curto), defendeu-se dizendo que a parada (é parada mesmo) dos homossexuais projeta a cidade de São Paulo demonstrando-se moderna. Já o Ministro de Saúde do governo Lula, Sr. Não sei o que Temporão (esqueci o nome nesse momento), ao defender o aborto, argumentou que a sociedade que não apóia a interrupção de gravidez é machista, e que os religiosos não deveriam ater-se aos assuntos de saúde.Então, para uma grande parcela de políticos e intelectuais a moral objetiva está morta, afinal, ela nem é levada em consideração quando das tomadas de decisão.

O mais importante são os resultados práticos que a decisão administrativa e legislativa dará ao problema, embasados em uma visão pragmática do mundo, onde a primeira pergunta a ser feita não é: O que é certo ou errado? mas sim: O que funciona?

Com efeito, no que pertine a maconha, estão fazendo a pergunta errada: Como acabar com o tráfico de maconha?, quando na verdade a indagação a ser feita seria: Como acabar ou pelo menos reduzir o uso da maconha?

Continua: A liberação da maconha no Brasil – 2

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