Quebrando o mito de que as faculdades são responsáveis pelo desvio dos jovens cristãos
No ano passado, o Grupo Barna divulgou uma interessante pesquisa [1] sobre os cinco mitos e realidades que levam os jovens a se afastarem das igrejas cristãs.
Os mitos apontados pela pesquisa são os seguintes: #mito 1: A maioria dos jovens perdem a fé quando deixam o ensino médio; #mito 2: Deixar a igreja é apenas uma parte natural da maturação dos jovens adultos; #mito 3: Experiências da faculdade são o fator-chave que levam as pessoas a desistirem; #mito 4: A atual geração de jovens cristãos é mais “biblicamente analfabeta; #mito 5: Os jovens irão voltar para a igreja como sempre fazem.
Por ora, gostaria de chamar a sua atenção para o #mito 3.
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Campanha Siga e Seja Seguido: por uma blogosfera cristã relevante
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rodrigorubem.blogspot.com
Parabéns pelo site!
Valeu Rodrigo e Patrícia!
Como a algum tempo que não fazia uma visita, hoje resolvi ver o que está a escrever.É o anseio da minha alma que Jesus seja consigo, e encaminhe seus passos pela vereda da justiça. E que Ele cresça na sua vida de maneira que seja visto pelas pessoas que rodeiam sua vida, que o amor de Jesus fortaleça sua vida, e seja como um rio transbordante. Também resolvi dizer-lhe que embora não te conheça mas em Cristo te amo, e continue a ser luz. Um abraço.
Concordo com o que a pesquisa revelou com relação ao mito 3: na verdade a Universidade simplesmente faz emergir o problema da fé-rasa dos jovens da maioria de nossas igrejas.
Recentemente ingressei num curso de História e, a partir de umas leituras de C.S.Lewis,G.K.Chesterton, Nancy Pearcey, Francis Schaeffer e outros autores, expus minhas reservas ao evolucionismo a um professor que insistia no fato de que minhas posições religiosas atrofiam meu potencial enquanto historiador.
Minha leitura de apologética é pouca ainda e percebo a dificuldade de se manter uma postura que não seja dicotômica – crente na vida privada e secularista enquanto estudante e professor. E o mais sério é que minhas leituras de apologética não foram em nenhum momento resultado de uma política da igreja local em enfrentar a cultura secular, mas uma ação que empreendi há dez anos quando fiz minha primeira graduação.
Lamento dizer que as igrejas não estamos lidando com essas questões. Pior, expressamos frequentemente nosso antiintelectualismo aos nossos jovens em geral, que ficam então cada vez mais despreparados para esse tipo de enfrentamento.
No final das contas adotarão uma dessas três atitudes:
1. Ficarão indiferentes ao ensino secular e sairão do curso sem aprendizagem;
2. Continuarão a manter a postura dicotômica a que me referi acima, sendo crentes na particularidade de suas vidas e secularistas na esfera pública; ou
3. Aderirão ao ateísmo que apresenta (pseudo)respostas para as questões que tanto acompanham a humanidade: de onde viemos, para onde vamos, etc.
Mito é dizer que o item 3 é mito. As noções religiosas e acadêmicas em muitos casos são diametralmente opostas e não se complementam, isto é óbvio e torna impossível uma convivência harmoniosa destes conceitos. O causador disso, todos sabem, é o caráter estático da religião, diferente dos conhecimentos seculares que avançam e descobrem cada dia mais a realidade, beneficiando-nos. Enquanto a religião mantiver esta postura, perderá cada vez mais fiéis. O evolucionismo por exemplo não é resultante de um simples “ato de fé” da ciência e sim, fundamentado em análises e acompanhamentos sólidos, simplesmente é a melhor teoria pois descreve exatamente a realidade da vida, então, se opor a esta idéia, só pode ter algo como paixão irracional a noções ilusórias criadas na infância da humanidade, travestida em algo sagrado.