Por que não concordo com o abaixo-assinado proposto por Renê Terra Nova?
Conforme matéria publicada no Christian Post, um abaixo-assinado criado na internet pelo pastor Renê de Araújo Terra Nova, pede que o apresentador Jô Soares e os cantores Tom Zé e Moraes Moreira se desculpem por terem feito piada com a Bíblia no “Programa do Jô” do dia 17 de novembro, na TV Globo.
No programa foi exibido um trecho do documentário “Filhos de João, o Admirável Mundo Novo Baiano”. Nele, um entrevistado fala que o grupo Novos Baianos fazia cigarros de maconha com páginas da Bíblia. Na ocasião, o apresentador, que entrevistava Tom Zé e Moraes Moreira, comentou que a Bíblia tem “mil e uma utilidades”.
A matéria relata ainda que, somando-se aos atos de repúdio contra a polêmica entrevista, o pastor e Deputado Marco Feliciano usou a tribuna da Câmara dos Deputados para manifestar sua indignação sobre o episódio. Feliciano classificou “Programa do Jô” como “o maior talk-show da televisão brasileira”, e afirmou que causou estranheza o fato de artistas “mostrarem vilipêndio ao maior símbolo da humanidade em amplitude universal, que é a Bíblia”. Ele ainda mostrou apoiar o abaixo-assinado promovido por Renê Terra Nova, chamando-o de “grande líder evangélico e amigo”.
Caros leitores, uma coisa é não concordar com os comentários que foram feitos no Programa do Jô contra a Bíblia Sagrada, e outra completamente diferente é pedir a retratação dos participantes. Não há dúvida que os comentários ofenderam a todos quantos acreditam que a Bíblia é a Palavra de Deus, porém, fazer um abaixo-assinado para reivindicar a retratação do apresentador e dos cantores é uma atitude não muito inteligente e também um desrespeito à própria liberdade de expressão, a qual, vale lembrar, tanto temos batalhado nesses dias de luta contra o PLC 122.
Ora, não podemos usar dois pesos e duas medidas. Se exigimos o direito à liberdade de expressão para a difusão da mensagem bíblica, temos também que estar preparados para suportar as declarações daqueles que não concordam com ela, mesmo que tais declarações atinjam em cheio os pressupostos elementares da nossa crença.
Com efeito, em situações como esta é mais producente a utilização inteligente da defesa da fé cristã, demonstrando os fundamentos da canonicidade e da legitimidade da Bíblia, ao invés de fazer uso da velha tática da pressão autoritária do repúdio, que não traz proveito algum ao Reino.
www.comoviveremos.com
Meus cumprimento pela atitude, no começo do texto eu pensei que você endossaria o abaixo-assinado.
Meu irmão,
Também fiquei preocupado com essa atitude:
http://judsoncanto.wordpress.com/2011/12/17/o-baseado-de-biblia-e-a-exigencia-de-retratacao
Valeu Judson. Nossas abordagens foram bem parecidas. Gde abraço!
Caro Valmir.
Embora eu não seja um assíduo telespectador da Rede Globo e muito menos do programa Jô Soares, nesta noite eu estava sintonizado. Sou daqueles que querem ouvir o entrevistado, e havia na ocasião uma entrevista com Luiz Paulo Horta, o escritor do livro “A Bíblia – Um Diário de Leitura”. E parei o seletor ali por causa dessa pauta.
Antes, porém, houve a entrevista com Moraes Moreira e Tom Zé. Ficou claro que Tom Zé não aprovou a zombaria, mas ele não se manifestou diretamente fazendo uma defesa. Depois, com Horta sendo sabatinado, mostrou interesse pela Bíblia Sagrada.
Ficou evidente que os editores do programa quiseram contrabalançar. Foi aos dois extremos numa só noite, quis agradar cristãos e ateus.
Infelizes!
E.A.G.
http://belverede.blogspot.com/
Eliseu,
Realmente foram infelizes no comentário.
É isso aí Valmir. Protesto, sim; forçar eles a se retratarem, não. Afinal de contas não é decente arrancar de alguém declarações à força.
Jossy
Concordo plenamente com sua opinião, o máximo que conseguiriam com este abaixo-assinado seria (muito improvavelmente) que eles fingissem uma retratação, pois com certeza quem brincou com este assunto não crê e nem respeita a religião. Penso que não somos mesmo obrigados a respeitar a religião, a bíblia ou quaisquer outros símbolos religiosos pois realmente não significam nada para quem não crê, mas no caso, como estavam em audiência nacional, deveriam sim respeitar os telespectadores crentes que ainda são maioria em nosso país. Só o ser humano merece todo respeito mas não necessariamente os símbolos de sua crença.
Guedes,
Concordamos nesse ponto.
Caro irmão Valmir,
A sugestão do último parágrafo é o ideal, mas a mais penosa, haja vista exigir dedicação dos cristãos sobre o estudo da Inerrância, Infalibilidade e outros acerca da Bíblia.
Que diria então Renê sobre os argumentos de Dawkins, Hitchens (falecido), Dennett, Harris? Melhor seriam respostas como as de Craig, Geisler, Moreland, Lee Strobel, Dinesh e outros…
“Orare et laborare”
Abraço.
João,
Isso. A apologia realmente é penosa, pois exige estudo e dedicação.
A paz do Senhor.
Amei o seu comentário. Se pra eles a única utilidade da biblia é usar as suas paginas pra fazer um cigarro de maconha. É sinal da ignorancia deles em relação aos tesouros contidos no seu conteudo. Se fizermos pressão para uma retratação estamos fechando as portas da liberdade de expressão.
Deus continue abençoando o seu ministério.