A lógica do secularismo
O secularismo não é a tentativa de acabar com a religião, mas sim de fazer com que a sua voz tenha influência somente no “mundo religioso”. A meta proposta é exatamente dicotomizar a religião e a sociedade, como espaços excludentes.
Dentro desse raciocínio, leio no Conjur um texto assinado por Paulo Roberto Iotti Vecchiatti que representa muito bem o pensamento secularista.
O título do artigo já diz tudo: Argumentos religiosos não podem ser aceitos. A partir daí o autor aborda a recente decisão do STF sobre a união estável homossexual e sustenta que para que tenha algum significado real, a laicidade estatal tem que significar que fundamentações religiosas não podem influir nos rumos jurídicos e/ou políticos da nação. Ou seja: “(…) fundamentações religiosas não podem ser consideradas pelo Poder Judiciário e, portanto, pelo Supremo Tribunal Federal, na tomada de suas decisões. Somente a racionalidade laica pode sê-lo, sob pena de se impor valores religiosos oriundos de dogmas tidos como indiscutíveis pelas religiões respectivas a pessoas que não compartilham de tais valores religiosos, o que é vedado pelo próprio princípio da liberdade religiosa, que, para Canotilho e Vital Moreira, garante o direito de não ter a vida influenciada pela religião alheia”.
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É a lógica do bom senso, o estado deve ser laico em todas as circunstâncias para preservar o direito de todos (crentes ou não). Garanto que cristãos não gostariam que muçulmanos por exemplo influenciassem nas políticas sociais do país e vice-versa.
Guedes,
Façamos o seguinte: proíbamos os ateus, marxistas e comunistas também de influenciar a política e o governos, ok? ou toda essa turma é completamente neutra?
Com certeza ninguém é neutro, mas a religiosidade aplicada nestes âmbitos fomentaria mais desequilíbrio, desentendimento e preconceito. O ideal é que sejamos governados por pessoas de bom senso, religiosos ou não, mas se forem religiosos, que não tentem forçar suas crenças ou tomem decisões baseadas em dogmas. Pessoas inteligentes geralmente são mais justas e equilibradas (religiosos ou não), mas é consenso que pessoas que colocam deus em tudo o que falam definitivamente não são confiáveis.
Certo…ninguém é neutro…mas os religiosos são menos ainda?…entendi…
E mais a sua frase: “mas é consenso que pessoas que colocam deus em tudo o que falam definitivamente não são confiáveis.” Gostaria de saber de onde tirou esse consenso? dos livros ateus? hahaha
Tirei essa conclusão, por mim mesmo e por várias pessoas de meu convívio que não são necessáriamente ateus, mas agnósticos ou pseudo-religiosos. Colocar deus em tudo, para alguns pode ser uma necessidade pessoal até de agradecimento no que tem fé, mas para muitos, você deve concordar, serve para mascarar más intenções, se fazendo passar por boa pessoa, acima de qualquer suspeita. É tipo a pessoa que a todo momento diz “eu só falo a verdade”, pode desconfiar destes também.
A falácia destes grupos secularistas remete a uma desconstrução da identidade nacional na qual Deus é parte e pilar de tudo aquilo que é justo e de padrões morais elevados.
Alegar que a remoção da religião da esfera social e reprimindo-a a uma pratica privada além de violar os direitos mais elementares dos cidadãos desta nação disseminam os germes para o adoecimento social, decadência moral e por mais contraditório que pareça a instituição de uma religião antropocêntrica com valores antrocêntricos e ateístas.
Nicodemos,
Verdadeira falácia dos grupos secularistas. Os ateístas pensam inocentemente que os cristãos são tendenciosos… enquanto eles não…é uma piada muito engraçada.