Eles – infelizmente – “voltaram” a querer ser Deus

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Há poucos dias houve um pronunciamento contundente do matemático cristão John Lennox refutando as novas afirmações de Stephen Hawking acerca de Deus. Li o artigo-resposta e não quis pronunciar-me justamente porque ainda não tive acesso ao novo livro do astrofísico. Assim que o material for lançado no Brasil, terei enorme prazer e interesse em lê-lo e fazer minha exposição acerca da obra. Mas o que motivou-me a escrever este texto, foi a opinião do físico teórico brasileiro, Marcelo Gleiser, em sua coluna na Folha de São Paulo, no artigo “Hawking e Deus: relação íntima”.

Para compreender essa “relação íntima” de Hawking com Deus, é preciso inteirar-se do pensamento do astrofísico a respeito do assunto. Em seu primeiro livro para leigos, Uma breve história do tempo, lançado em 1988 (tanto nos EUA como no Brasil), essa “relação” fica nitidamente exposta. Na introdução do livro feita pelo falecido astrônomo e filósofo da ciência, Carl Sagan, fica claro que o assunto “Deus” será tema recorrente na obra. Após explicar um pouco do conteúdo do livro, Sagan afirma no último parágrafo da introdução: “É também um livro sobre Deus… ou, talvez, sobre sua ausência. A palavra Deus invade suas páginas. Hawking embrenhou-se numa busca profunda para responder à famosa colocação de Einstein sobre a possibilidade de escolha que Deus possa ter tido para criar o universo. Hawking, como ele mesmo afirma explicitamente, tenta compreender a mente de Deus. Isto torna a conclusão deste esforço completamente surpreendente: o universo sem limite no espaço, sem começo ou fim e sem nada que um Criador pudesse fazer” (p.15).

(César Moisés) Continuar leitura

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