Estudo mostra que poucos americanos tem a fé como prioridade máxima

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Em relação à fé cristã, os evangélicos são os mais propensos a dizer que a fé é a maior prioridade na vida (39%)

Embora os Estados Unidos sejam conhecidos em todo o mundo por ser uma nação religiosa, poucos americanos dizem que a fé é uma prioridade em sua vida. Quase 90% dos norte-americanos, de acordo com o CIA World Factbook, se identificam com uma religião. Mas apenas 12% dos adultos americanos dizem que a fé é uma prioridade em sua vida, segundo um novo estudo divulgado esta segunda-feira (26) pelo Grupo Barna.

Cerca de três quartos da população se diz cristã. “A diferença é enorme entre a filiação auto-descrita com cristão e a atribuição da fé como prioridade em sua vida. Quando se trata de por que a religião americana parece superficial, esta distância entre o que as pessoas chamam a si mesmas e o que priorizar é talvez o mais revelador”, comentou David Kinnaman, presidente do Grupo Barna.

Em relação à fé cristã, os evangélicos são os mais propensos a dizer que a fé é a maior prioridade na vida (39%), enquanto os católicos são as menos prováveis (4%), de acordo com o estudo do Barna. A percentagem de católicos que dizem que a fé é a prioridade em sua vida é apenas ligeiramente superior que a dos adultos “sem igreja” (2%).

Aproximadamente um a cada cinco protestantes (18%) e fiéis (18%) – cuja frequência de comparecimento à igreja não foi definido – dizem que a fé é a maior prioridade em sua vida.

A mais alta prioridade para os americanos é a família. Quarenta e cinco por cento dos americanos dizem que sua família é o aspecto mais importante em sua vida. A segunda prioridade é a saúde / lazer / estilo de vida equilibrado (20%), seguido pela riqueza / profissão / ganhar dinheiro / sucesso / finanças (17%), e da fé (12%).

Ele também observou que a fé é “a mais volátil” das prioridades no estudo Barna. A fé é a única prioridade que caiu a partir de 2006, sugerindo a incerteza sobre a interação entre fé e finanças. “As pessoas não estão se voltando para outros – como membros da família ou a Deus – em face dos ensaios econômicos. Em vez disso, estão se concentrando cada vez mais sobre si mesmos, tentando resolver seus problemas por ser mais ‘equilibrado’ ou simplesmente trabalhar duro”, disse Kinnaman.

O grupo Barna, uma empresa de pesquisa e investigação que incide sobre as tendências culturais e religião, planeja divulgar um relatório mais aprofundado sobre o impacto da economia sobre a crença religiosa e de comportamento.

Fonte: Christian Post / Redação CPADNews

4 Comentários

  1. “A mais alta prioridade para os americanos é a família. Quarenta e cinco por cento dos americanos dizem que sua família é o aspecto mais importante em sua vida. A segunda prioridade é a saúde / lazer / estilo de vida equilibrado (20%), seguido pela riqueza / profissão / ganhar dinheiro / sucesso / finanças (17%), e da fé (12%).”

    Surpreendentes números, considerando se tratar de um país mais religioso do que o padrão dos outros países desenvolvidos, e mais ainda pelo esteriótipo do “americano capitalista e individualista” (ao contrário da opinião emitida acima). Tenho curiosidade de saber como seria aqui no Brasil, mas acho que as prioridades seriam um tanto diferentes…

  2. Tadeu, acho que a prioridade no Brasil seria:
    Primeiro: Futebol
    As outras posições fica difícil adivinhar.
    Mas brincadeiras à parte, este estudo demonstra algo alentador, ou seja, eles não são tão ignorantes e fanáticos como imaginávamos em relação à religião. Pois sempre me perguntei, como a nação mais próspera e avançada do planeta poderia ser tão atrasada e arcaica nessa área, era totalmente incompatível, mas pelo estudo, só recentemente eles cairam na real, após os sustos econômicos. Bons sinais, já que eles influenciam tanto o mundo.

    • Guedes,

      E por falar em susto econômico. Porque o número de visitas às igrejas praticamente dobrou naquele período?

      • Com certeza pelo medo, está ai a prova da principal motivação religiosa do ser humano. Imagine um mundo hipotético onde não houvesse possibilidade de sofrimento, doenças, fome, violência, morte, sem qualquer ameaça física ou pisicológica. Num mundo assim, a noção de deus ou qualquer idéia sobrenatural jamais teriam germinado.
        Pode perceber, por exemplo, ninguém de outra religião e que não tenha nascido em família evangélica se torna evangélico simplesmente por se identificar a essa linha do cristianismo, mas sim em busca de soluções a problemas da vida, todos, quase sem excessão tem um testumunho pessoal de algum tipo de sofrimento que foi resolvido. Nisso temos que admitir que a função da igreja é muito positiva, mas não valida a existência real do sobrenatural, é caso de fé, que nada mais é que sugestão condicionada, placebo.

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